50 Perguntas e Respostas

A região contava com terras impróprias para a exploração devido à acidez do solo. Os agricultores desconheciam a tecnologia agrícola, tanto que só existiam cinco tratores na época e apenas algumas lavouras manuais de arroz, milho e algodão.


O ciclo da madeira estava chegando ao fim e a região era conhecida como terra dos "três Esses”, com muito sapé, samambaia e saúva, que fizeram a fama das terras recém-desbravadas.


A agricultura paranaense tinha o café como grande carro-chefe com produção de 1.004 toneladas. Em 1968 o Paraná era o maior produtor brasileiro de café, algodão, feijão, milho e batata inglesa. E o segundo maior de trigo com 114 mil toneladas e soja com 163 mil toneladas.


Era grande o esforço para implantação de indústrias, mas cerca de 90% da renda gerada no Estado era proveniente da agricultura.


As terras eram desbravadas a foice, machado e fogo. Nas safras seguintes entraram o arado de tração animal e plantadeiras manuais, os agricultores tiravam tocos e troncos que resistiam ao fogo. E logo após as primeiras safras eles constataram que o solo não respondia por causa da sua alta acidez.


A agricultura parecia não ter futuro, haja vista que o valor das terras era de apenas Cr$ 100,0 por alqueire. As terras apresentavam alta acidez e não havia interesse em adquiri-las pois não produziam.


Já se falava em mecanização agrícola, expansão do trigo e da soja e, também, da correção da acidez do solo. Mas os produtores de café, menta, arroz, milho e algodão tinham um problema sério fora da porteira: a comercialização. Compradores “anoiteciam mas não amanheciam” e os produtores perdiam safras inteiras.


A comercialização dos produtos agrícolas na época, era realizada por 58,8% dos agricultores na propriedade, 36,2% no comércio de Campo Mourão e 5% em outros centros comerciais. As vendas eram feitas para intermediários e o gargalo era a comercialização.


Haviam notícias de cooperativas atuando no Rio Grande do Sul e outras iniciando no Paraná. Em Campo Mourão grupos de agricultores fizeram cinco tentativas para fundar uma cooperativa de milho, três agropecuárias e uma de latícinios, sem sucesso, pela falta de conscientização junto aos agricultores.


Com a chegada em maio de 1968 do engenheiro agrônomo recém-formado José Aroldo Gallassini, que como funcionário da extinta Acarpa (que antecedeu a Emater) foi enviado a Campo Mourão com a missão de levantar a realidade rural da região.


Sim, era uma espécie de treinamento intensivo preparatório ao serviço de extensão rural. Eles conheciam um pouco da realidade sobre a agricultura paranaense. Nesses treinamentos, Gallassini teve noções mais concretas sobre cooperativismo e em estágio na cidade de Imbituva, foi a Irati e conheceu uma cooperativa de erva-mate.


O engenheiro agrônomo José Aroldo Gallassini realizou o levantamento da realidade rural em Campo Mourão e planejou as atividades como extensionista. Um dos trabalhos importantes mais importantes foi a implantação do experimento de trigo , do Ipeas – Instituto de Pesquisa- do Ministério da Agricultura.


Sim, nos anos 1960, era lavoura de maior importância na economia da região com a adesão de muitos produtores e a agricultura se desenvolvia com o apoio da Acarpa.


A expectativa era por uma nova fronteira agrícola. Campo Mourão mostrava sinais de crescimento e contava com uma população de 70 mil habitantes, dos quais 45 mil na área rural.


Os colonos tinham baixa escolaridade, haja vista que apenas 2% tinham o primário completo e 50% eram analfabetos. E isso repercutia negativamente também em outros aspectos como conforto e cuidados com a saúde – doenças, água, banheiros e construção de privadas. Apenas 20% dos agricultores tinham privadas e outros 26% tinham chuveiros para banho.


Várias, e uma delas após várias reuniões, foi a criação de uma cooperativa em dezembro de 1969 na localidade de Campina do Amoral, distante pouco mais de 30 km de Campo Mourão, quando o agrônomo Gallassini havia saído em férias.


A ideia era formar uma cooperativa regional e assim Gallassini teve que convencer os produtores líderes a desativar a cooperativa, porque ela não era viável por ser em um lugar pequeno que nem, energia elétrica tinha. Mas eles se renderam a sugestão de que deveria ser em Campo Mourão e não se pensava em uma cooperativa para a cidade apenas, mas para a região, com 15 municípios.


Após trabalho intenso de conscientização com reuniões e grupos de trabalho, aconteceu a esperada assembleia de constituição no sábado, 28 de novembro de 1970, na Associação Atlética banco do Brasil (AABB), reunindo 79 agricultores que subscreveram Cr$ 37.540,00 de capital, equivalente a 200 salários mínimos (valor de R$ 119.479,03 atualizado em 2009).


O primeiro presidente foi Fioravante João Ferri, que era um madeireiro com conhecimento de uma cooperativa de madeiras no Rio Grande do Sul. Foi escolhido como presidente da Coamo devido ao prestígio na comunidade e intocável idoneidade. Ele aceitou o desafio, com a condição de que o engenheiro agrônomo José Aroldo Gallassini fosse o seu gerente geral, pela sua experiência como extensionista funcionário da Acarpa.


Em 28 de novembro de 1970, nasceu a Cooperativa Agropecuária Mourãoense Ltda, cuja sigla “Coamo” foi sugerida pelo cooperado e posteriormente vice-presidente, Gelindo Stefanuto.


A primeira sede da Coamo foi em um escritório com 50 m2 e com ela veio o crescimento da produção de trigo na região, o que obrigou a cooperativa a alugar armazéns para receber a produção.


A Coamo foi fundada em 28 de novembro de 1970 e já nos primeiros anos haviam sobras do exercício, o que se tornou uma tradição ao longo dos 50 anos da cooperativa.


A Coamo funcionou inicialmente no centro de Campo Mourão em um pequeno escritório alugado, com máquinas de escrever e calculadoras emprestadas. Em setembro de 1971 tinha 148 associados e em armazéns alugados recebeu 209 mil sacas de trigo. A safra de trigo foi tão expressiva, que provocou a contratação de financiamento para o surgimento do primeiro armazém próprio.


A Coamo começou a funcionar efetivamente em abril de 1972, quando mudou do escritório alugado e provisório de 50 m², para as instalações próprias numa área construída de 130 m², com salas para contabilidade, administração, escritório geral e assistência técnica.


Em 1º de setembro de 1972 foi inaugurado o primeiro armazém da cooperativa para 80 mil sacas com máquinas de secagem e limpeza, financiado pelo BRDE – Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo-Sul. A segunda etapa entregue em maio do ano seguinte foi de um armazém graneleiro para 500 mil sacas e um armazém de sementes para 60 mil sacas.


Foram os entrepostos de Engenheiro Beltrão e Mamborê aprovados em Assembleia Geral no ano de 1974. E depois nesta mesma década, já era uma potência regional atuando também nas regiões de Fênix, Boa Esperança, Peabiru, Iretama, Roncador, Juranda e Barbosa Ferraz, além da expansão para as regiões de Pitanga no Centro, e Mangueirnha e Palmas no Sul do Paraná.


Foi em dezembro de 1974 com o falecimento do presidente Fioravante João Ferri. Em seu lugar assumiu o vice-presidente Gelindo Stefanuto que administrou a cooperativa até o término do mandato na assembleia geral em 1975.


Em janeiro de 1975 por meio de Assembléia Geral, os cooperados elegeram o engenheiro agrônomo José Aroldo Gallassini presidente da Coamo, que iniciava o seu primeiro mandato a frente da administração da Coamo. Foi um reconhecimento pelo trabalho que ele realizou como idealizador desde as reuniões que deram origem à cooperativa até os quatro anos em que ele atuou como gerente geral da Coamo. Ao seu lado na gestão1978/1978 estiveram Getúlio Ferrari (Vice- -presidente), Sérgio Luiz Panceri (Secretário), e como membros Efetivos Luiz Antonio Carolo, Gelindo Stefanuto, Nelson Teodoro de Oliveira, e membros Suplentes Egildi Primo Mignoso, Gabriel Cândido Borsato e Dante Salvadori. Como conselheiros Fiscais Luiz Massaretto, Antonio Maluff e Zair Jorger Assad (Efetivos), e Nivando Antonio Simionato, Ivo Brunetta e Silvino Scarabelot (Suplentes).


O engenheiro agrônomo José Aroldo Gallassini plantou em Campo Mourão a semente do cooperativismo, exemplo para todo o país. Desde jovem ele sempre foi um entusiasta pelo movimento e como idealizador, acreditou que estava no cooperativismo a solução para os problemas e o desenvolvimento da agricultura, com a organização, união e participação dos cooperados.


Para ele, a cooperativa era e é um importante agente de desenvolvimento por meio de compromisso com os cooperados, que oferece benefícios como assistência técnica para difusão da pesquisa e tecnologia, visando o aumento da produtividade, diversificação e renda da propriedade, além de promover a melhoria da qualidade de vida e do meio ambiente produtivo.


No ano de 1975, a Coamo instalou sua Fazenda Experimental, loja de peças e implantou o seu moinho de trigo – primeira indústria na história da Coamo. A partir dos anos 1980 o setor agroindustrial teve grande impulso com o surgimento de outras indústrias, como de óleo de soja e fiação de algodão.


Sim, porque foi um período marcado pela consolidação da ‘Cultura Coamo’, com a definição das regras de comportamento no relacionamento interno e externo com os funcionários, cooperados e a sociedade. Os primeiros cinco anos foram encerrados com mais de dois mil associados e vários entrepostos.


Sim, em novembro de 1974 surgiu a versão impressa do “Informativo Coamo” que antecedeu ao “Jornal Coamo” e a “Revista Coamo”. E partir de 1977, a Coamo inovou com o programa de rádio “Informativo Coamo” para levar informações da cooperativa de forma mais rápida aos cooperados.


Mais precisamente em 10 de agosto de 1984 é data em que a Coamo “fincou os pés” em Santa Catarina, com a incorporação da Cooperal - Cooperativa de Abelardo Luz, comemorada pelos agricultores pela aprovação nas duas assembleias. Após 60 dias, os catarinenses já contavam com uma loja de peças da cooperativa para ampliar o leque dos benefícios.


Com visão para crescimento planejado com a necessidade de dar suporte as atividades das unidades, foi em 1984, então com 14 anos de existência, que a cooperativa inaugurou a primeira etapa da conclusão do prédio da Administração Central com três pavimentos. Uma estrutura moderna que facilitaria o desenvolvimento das suas operações em diversas áreas. A segunda etapa foi encerrada no final da década de 1990 resultando na organização atual que recebe os trabalhos das cooperativas Coamo e Credicoamo, além da Via Sollus Corretora de Seguros.


Sem dúvida, logo em 1990 a cooperativa adquiriu a Indústria de Óleo de Soja e um Terminal Portuário em Paranaguá, o que colaborou significativamente para o escoamento e a exportação da produção dos cooperados para o mercado internacional.


Em 1993 foi realizada a primeira edição da Copa Coamo de Cooperados-Futebol Suíço - o maior evento esportivo rural do Paíscom a participação de mais de 7 mil atletas e dirigentes, integrando 500 equipes de toda a área de ação da cooperativa. O esporte e lazer promoveram maior integração entre a família Coamo e a cooperativa.


Em dezembro de 1994 e as primeiras reuniões foram em janeiro de 1995. O início das atividades na região Oeste do Paraná para atender os produtores de Toledo, Dez de Maio, Vila Nova, Nova Santa Rosa, Bragantina, Tupãssi, Ouro Verde do Oeste e São Pedro do Iguaçu.


Sim, por exemplo, em 1998 a Coamo lançou o Projeto de Fertilidade do Solo e Nutrição de Plantas, para aumentar a produtividade e a renda dos cooperados. E nesse mesmo ano o Trado Coamo para coleta de amostras do solo, fez sucesso no Congresso Brasileiro de Soja.


É muito grande, tanto que em 1998 a Coamo iniciou um programa na educação cooperativista brasileira com o Programa Coamo de Formação de Jovens Líderes Cooperativistas, que já tem 24 turmas e foi premiado em nível nacional. O programa vem despertando e promovendo a melhoria na visão geral do gerenciamento e empreendedorismo da atividade agropecuária.


Desde o ano de 2004, inicialmente em Amambai e no ano seguinte em Caarapó, Laguna Carapã e Aral Moreira. Posteriormente vieram os entrepostos de Maracaju, Dourados e Sidrolândia.


Sim, a sociedade reconhece o trabalho da Coamo. Exemplo disso foi em 2005 o recebimento dos prêmios da Andef – Associação Nacional de Defesa Vegetal, nas categorias “Empresa” e “profissional”. A cooperativa foi premiada por realizar ações estratégicas na educação e treinamento sobre o uso correto e seguro de produtos fitossanitários.


Sim, tanto que em 20 de junho de 2006 a cooperativa lançou por exemplo o Programa de Aperfeiçoamento em Gerenciamento Rural, conhecido como “Na Ponta do Lápis”, que mudou a vida de um grande número de cooperados.


Muito grande, haja vista que Campo Mourão foi a segunda cidade do Brasil a implantar esta tecnologia, que além de conservar e proteger o ambiente produtivo, com o uso da rotação de culturas melhora a estrutura e aumenta a matéria orgânica no solo. Sistema está presente na região há 47 anos, sempre com apoio da assistência técnica da Coamo.


Sem dúvida, o Cooperado On- -Line é um exemplo de inovação, sendo uma ferramenta que oferece serviços para que os cooperados façam operações e obtenham informações de onde estiverem por meio do computador pessoal, smartphone ou tablet.


O início das operações do novo Moinho de Trigo da Coamo aconteceu em 2015 e superou todas as previsões iniciais atingindo em poucos meses a capacidade máxima de produção.


Sim, pois em dezembro desse ano a Coamo lançou a pedra fundamental de suas unidades de processamento de soja e refinaria de óleo de soja em Dourados (MS), cuja entrada em operação se deu em novembro de 2019.


Em 2016, cumprindo com seus objetivos de disponibilizar benefícios para o desenvolvimento dos seus cooperados, a Coamo apresentou oficialmente suas Diretrizes Corporativas, presente em todas as unidades da cooperativa para conhecimento de cooperados, funcionários, clientes, parceiros, fornecedores e comunidades, com “Missão”, “Visão” e os “Valores” da Coamo.


Em fevereiro de 2020, quando o engenheiro agrônomo e idealizador da cooperativa, José Aroldo Gallassini foi eleito presidente do Conselho de Administração 2020/2024 e na assembleia geral foi apresentada a Diretoria Executiva, que tem como presidente Airton Galinari e o apoio direto de cinco diretorias para execução do plano de atividades da cooperativa.


A marca do jubileu de ouro é resultado de ideias e representa o conceito ´Aliança´, sendo exploradas as ideias de união e eternidade. O símbolo do infinito e o formato circular de anéis foram usados como base para a construção do número 50 e o desenho também procurou transmitir a solidez e confiança desses 50 anos, através do peso dos elementos, e o logotipo reforça o espírito de constante evolução e crescimento da cooperativa. O slogan é “A vida é a gente que transforma”. Ele está alinhado com o que acreditamos e os novos tempos em que vivemos, e traduz bem o propósito da Coamo e os desafios de ir mais além, crescer e prosperar. O logo "Coamo 50 anos" é resulta do do trabalho do Comitê Coamo 50 anos integrado por funcionários da cooperativa.