Safra

Recordes da soja

Sem conter investimentos em tecnologia, cooperados ultrapassam limites da soja e colhem acima da média

O que poderia ser melhor: sonhar ou viver o próprio sonho? Nenhuma coisa, nem outra! O ideal mesmo é viver a realidade. Constatar na prática os resultados do trabalho e, se possível, comemorar os avanços conquistados com esforço e uma boa dose de conhecimento e informação. Não há limites para quem está sempre buscando o sucesso. As ferramentas existem e estão à disposição de todos. Cabe a cada um de nós a decisão sobre quais serão utilizadas e quando lançar mão delas.

Decidir pelo melhor caminho nunca foi problema para os cooperados da Coamo. Sempre bem orientados, eles são exemplo nos negócios que administram e contabilizam melhores resultados a cada safra. No caso da soja - que é a 
cultura principal da área de ação da cooperativa, por exemplo, os agricultores estão superando os próprios limites e quebrando recordes de produtividade. Sem conter investimentos em tecnologia, eles exploram ao máximo o potencial da soja e colhem acima da média.

A maioria dos agricultores nem imaginava que a soja pudesse alcançar os atuais níveis de produtividade no campo. "Resultados antes verificados apenas em condições experimentais hoje já podem ser comprovados em lavouras comerciais", assinala Nei Leocádio Cesconetto, gerente de Assistência Técnica da Coamo. A produtividade, segundo ele, tem crescido ano após ano, revelando o alto potencial da cultura em responder os investimentos tecnológicos. "Há casos, inclusive, em que a média ultrapassa as 200 sacas por alqueire num único talhão", revela.

Hoje é comum o agricultor conseguir, explorando grandes áreas, resultados volumosos em lavouras cujo desempenho supera a casa das 170 sacas por alqueire produtividade média. A verdade é que os cooperados da Coamo estão
 ultrapassando seus próprios limites, com respostas produtivas cada vez mais expressivas. "Todo o processo produtivo da soja envolve uma série de fatores que fazem a diferença no resultado final da lavoura", explica o diretor presidente da Coamo, engenheiro agrônomo José Aroldo Gallassini.

Entre os pontos decisivos está a utilização de um pacote tecnológico adequado às condições do solo da propriedade; o acesso às informações e a utilização de um manejo eficaz durante a condução da atividade. "Chegar a níveis elevados de produtividade não é difícil. Basta que o produtor queira alcançar os resultados e esteja disposto a investir. No mais, é só colher os lucros", completa o presidente da Coamo.

Uma colheita bem feita, com as
máquinas em condições ideais,
também contribui para a ampliação
dos resultados na propriedade
Gallassini: investimento com resultados
Cesconetto: atitudes fazem a diferença

 

Sorriso familiar

Os Gunzel: Giovano, Henrique (o pai) e Rosângela
Motivo para sorrir o cooperado Henrique Gunzel, de Toledo, tem de sobra: a família continua unida e a safra de soja rendeu acima do esperado. Na verdade, apenas a alta produtividade é novidade na vida dos Gunzel. A união familiar sempre serviu de base para a consolidação dos negócios. "Na hora do trabalho todos arregaçam as mangas", conta sorridente o cooperado. Aliás, o sorriso é outra
marca registrada da família. "Talvez seja porque o trabalho na lavoura e a busca por resultados cada vez melhores seja motivo de orgulho para todos nós", explica Gunzel.

A família está ainda mais sorridente nesta safra. A colheita da soja já foi finalizada e os resultados não poderiam ser melhores. Os Gunzel fecharam o verão com uma produtividade média 8% superior a conquistada da safra passada. "Colhemos 168 sacas em cada um dos 168 alqueires cultivados", revela o cooperado. Mas essa não é a única novidade. Com os investimentos em tecnologia, a produtividade tem crescido ano após ano. "A média tem ficado em 8% a cada ano", contabiliza Henrique Gunzel, destacando também a importância do apoio técnico recebido da Coamo.

Em alguns talhões da propriedade ele chegou a obter produtividades nas faixas de 185 e 193 sacas por alqueire. "O mais importante é trabalhar a informação como um insumo e aceitar a tecnologia como uma das ferramentas básicas do sucesso na agricultura", conclui Gunzel, que já está definindo o planejamento da próxima safra, pensando em ampliar ainda mais as médias de produtividade.

 

Tecnologia alavanca resultados

Ferrari confere a lavoura: surpresa ao finalizar a colheita
A soja sempre foi o carro-chefe da propriedade do cooperado Hélio Ferrari, de Tupãssi, durante o verão. Nesta safra ele destinou 29 alqueires de área para a cultura. Mas apesar de estar acostumado com altas produtividades, Ferrari teve uma surpresa ao finalizar a colheita. A produtividade média total chegou a 157 sacas em cada um dos alqueires cultivados. "Em alguns talhões a média chegou a 183 sacas por alqueire. Realmente fiquei surpreso com tanta soja", confessa.

Com apoio da Coamo, há vários anos Ferrari vem apostando no investimento tecnológico. "Compensa fazer um pacote para ampliar a produtividade. O aumento 

no custo de produção é pequeno comparado com a resposta que a lavoura dá", explica. Orientado pelo Detec da cooperativa em Tupãssi, Ferrari optou por um pacote tecnológico completo. "Procuro seguir a recomendação dos técnicos da Coamo e venho acumulando bons resultados, safra após safra", comemora.

Para o próximo verão, o cooperado já está preparado. Ele planejou o cultivo da soja em parceria com o Detec da cooperativa. Ferrari vai investir novamente em tecnologia e buscar um resultado ainda melhor. "Acompanhamos o desempenho das novas variedades de soja neste ano e vamos apostar no potencial produtivo delas para ganhar mais", conclui.

 

Informação e muito trabalho

Weber com filho Marcelo: satisfação com resultados
A experiência do cooperado Salézio Weber, de Nova Santa Rosa, é um exemplo clássico de que informação aliada à tecnologia e trabalho dá resultado. Aliás, um excelente resultado. Em média, nas últimas 4 safras, o cooperado acumulou um incremento de 40% na produtividade média da soja. "Esse tripé é a base do sucesso de qualquer produtor rural", afirma
Weber, que encontrou na Coamo a parceria perfeita para desenvolver a sua atividade com entusiasmo e resultados. "A Coamo está ao nosso lado em todos os momentos. Desta forma, conseguimos pensar apenas em melhorar a nossa atividade. Esta é a nossa grande diferença", salienta.

Nesta última safra, a produtividade média do cooperado chegou a 170 sacas em cada um dos 50 alqueires cultivados. Alguns talhões produziram próximos a 190 sacas por alqueire. "A nossa média neste ano foi 12% 
maior que a alcançada na safra passada", comemora Weber.

O cultivo de verão do próximo ano também já está sendo planejado. O cooperado vai apostar, novamente, na soja. "E não vou abrir mão dos investimentos em tecnologia e da busca pela informação para somar ainda mais aos resultados da propriedade", completa.



Automação agiliza recepção da safra

Tecnologia reduz pela metade tempo de descarga, com maior segurança aos cooperados

Principais unidades são dotadas de tombadores para agilizar descarga
Agilidade e segurança são a base do processo de recepção da safra na Coamo. "O tempo é precioso quando estamos em colheita", lembra o superintendente Operacional da Coamo, Antonio Granado Martinez. A exemplo dos anos anteriores, a cooperativa se preparou muito bem para recepcionar a safra. Foram investidos mais de R$ 8 milhões
na ampliação das unidades de recebimento de grãos. As principais melhorias foram no fluxo de recepção. "Ampliamos a capacidade das fitas transportadoras e dos secadores, garantindo mais agilidade às descargas", explica Granado. 

Desde o ano passado, a cooperativa também trabalha com um moderno sistema de automação no fluxo de recebimento de grãos. A tecnologia tem feito com que os cooperados depositem seus produtos com maior rapidez e segurança. "Em média, reduzimos pela metade o tempo que cada caminhão levava para descarregar na Coamo", comemora o superintendente. Sem contar 
Granado: maior segurança aos cooperados
que as informações de cada carga são disponibilizadas em tempo real nos computadores centrais da cooperativa, o que possibilita ao cooperado o fechamento de negócios no mesmo instante em que depositou o seu produto. 

Como meta para o próximo ano, a Coamo já estuda a instalação de tombadores de caminhões em todas as principais unidades. "Queremos agilizar ainda mais a recepção da produção, valorizando o tempo do nosso cooperado", conclui Granado.