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Queijo com sabor de lucro
Com qualidade de encher os olhos, produtos são sensação
na região
Unindo
o útil ao agradável. Assim pode ser definida a iniciativa
do cooperado Agnaldo Ramos e sua esposa Maria Aparecida, que possuem
uma pequena propriedade de 15 alqueires, na margem do rio Ivaí,
no distrito de Ivailândia, região de Engenheiro Beltrão.
A principal atividade do sítio é a agricultura. Nesta
safra, devido a estiagem, a produtividade média da soja foi
de 95 sacas por alqueire. Entretanto, um pequeno plantel de vacas
de leite vem fazendo a diferença na propriedade. São
oito animais em lactação que produzem uma média
diária de 40 litros de leite.
Com uma idéia de aproveitar o leite na cabeça e um
projeto na mão, eles encontraram na fabricação
de queijo uma alternativa para aumentar a renda na propriedade.
Investiram na instalação de uma pequena fábrica
e viabilizaram o negócio. Os recursos usados na implantação
do projeto foram da ordem de R$ 25 mil. Uma estrutura de 78 metros
quadrados abriga a fábrica – que possui fogão
industrial, pasteurizador e geladeira duplex; além da sala
de ordenha mecânica e sala de tratamento do gado. “Temos
uma estrutura para suportar uma produção de até
100 litros de leite por dia. Por isso, estamos pensando em investir
na melhoria genética do plantel e até aumentar o número
de animais”, revela o cooperado.
Toda a estrutura instalada na propriedade foi feita de acordo com
a legislação municipal, com acompanhamento da fiscalização
sanitária. Eles possuem o selo de qualidade da inspeção
municipal, o que garante a venda dos produtos em Engenheiro Beltrão.
Outra meta dos Ramos é buscar o selo da fiscalização
estadual, para ampliar as fronteiras de negócios.
Produção – O trabalho na fábrica
de queijo é de responsabilidade da dona Maria Aparecida,
que tem jornada dupla no sítio. De manhã ela prepara
os queijos e à tarde cuida da casa e dos filhos. “Tenho
o maior prazer em ajudar a engordar a renda da família fazendo
o que eu mais gosto: queijo”, destaca. Ela conta que aprendeu
as receitas com a Coamo, num curso feito há 8 anos atrás.
Mas não revela o toque pessoal, que seduziu os clientes.
A produção é totalmente absorvida pela comunidade
da região, devido a qualidade e o sabor especial do queijo.
Os queijos são produzidos todos os dias. Com a média
de 40 litros de leite, dona Maria prepara de 7 a 10 peças
por dia, que podem variar de 500 gramas a 1 quilo. A produção
média chega a 80 peças por semana e é vendida
na feira do produtor, em Engenheiro Beltrão, ou entregue
em domicílio. Alguns clientes mais assíduos vão
buscar o queijo no sítio e aproveitam para conhecer as instalações
da fábrica, que se destaca pela limpeza e higiene.
Com a venda de queijos dona Maria consegue chegar a uma renda mensal,
líquida, de 1,5 salário. As principais receitas são:
queijo fescal (branco), requeijão cremoso, queijo meia cura
(amarelo), queijo furadinho e gato preto – um aperitivo que
acaba de ser lançado.
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