Até o fechamento desta edição praticamente 100% da safra de verão na região de atuação da Coamo já estava colhida. Os cooperados não perderam tempo e apesar das dificuldades climáticas comemoram os resultados.
E o caso do cooperado Tadeu Voroniuk, de Roncador (Centro do Paraná). Ele já colheu toda sua área de soja (170 alqueires) e diz que as variedades precoces produziram menos por causa da estiagem, fechando a safra com uma produtividade média de 115 sacas por alqueire. “Entretanto, nas áreas onde o plantio foi mais tardio os resultados foram melhores, com média de 140 sacas por alqueire”, comemora.
O cooperado lembra que para manter uma produtividade média elevada, o produtor não deve abrir mão da fertilidade do solo e da orientação técnica. “Estou sempre ouvindo as recomendações dos técnicos da Coamo e não tenho do que reclamar. Minha área está bem corrigida e tenho conseguido produzir bem, mesmo em anos difíceis”, afirma.
Otimista ele aguarda uma melhora nos preços de mercado para comercializar bem a sua safra.
Recomendações “ao pé da letra” - Mas não é só Voroniuk que pensa assim. Na região da Coamo os investimentos nos últimos anos não têm variado muito, uma vez que os co-operados já utilizam um alto nível de tecnologia na condução das suas lavouras. Outro exemplo é o caso do cooperado Sadi Braganholo, de Luiziana (Centro-Oeste do Paraná), que segue as recomendações “ao pé da letra”.
Nos 150 alqueires de soja que cultivou neste verão, Braganholo obteve um excelente resultado: uma média de 130 sacas de soja por alqueire. “Eu sempre digo que se a terra for bem alimentada ela vai garantir os resultados que o agricultor quer e precisa”, ensina.
O cooperado enaltece o trabalho da assistência técnica da Coamo. “Estou muito contente com a apoio que recebo da cooperativa”, agradece Braganholo, que está sempre otimista e sorridente, e também aguarda a recuperação do mercado para comercializar a soja.
Comprovadamente o sucesso na exploração agrícola está mesmo diretamente relacionado com a utilização correta da tecnologia, o preparo e planejamento dos produtores rurais. No entanto, passa, também pelo o amor à terra e pela a ajuda mútua.
É desta forma que a família Forner, de Jardim Alegre, região de Ivaiporã (Vale do Ivaí, no Paraná), vem fazendo história ao longo de quatro décadas trabalhando com a agricultura.
Roberto Forner é o patriarca da família de sete irmãos. Quatro deles são associados à Coamo: Marcos, Mauro e Carlos Roberto e Paulo. Ao contrário dos três primeiros, porém, que trabalham em parceira com o pai, Paulo conduz sua própria área em outra região do Estado do Paraná.
Junto com o pai e sob as orientações do Detec da Coamo, Marcos, Mauro e Carlos Roberto tomam as decisões, dividem o trabalho e conduzem os 70 alqueires de plantio do Sítio Nossa Senhora Aparecida, na comunidade Escolhinha. Natural do interior do Estado de São Paulo, aos 67 anos de idade e aparentando estar em pleno vigor, ‘seo’ Roberto conta que chegou à região quando ainda era muito jovem e, de lá para cá se passaram 45 anos de muito trabalho, dedicação e à formação de uma família de muita fibra. “Eu não tinha nada. Comecei do zero e aos poucos fui comprando um pedaço de terra aqui e outro ali. Depois com a ajuda dos filhos ficou mais fácil. Hoje são eles que tomam conta de tudo. Eu só dou palpite. Não posso reclamar”, conta ele sorrindo, cheio de satisfação.
Marcos Forner conta que na hora de fechar os negócios todas as opiniões são bem-vindas. “Sentamos ao redor da mesa e analisamos as melhores opções, sempre tomando cuidado para não errar”, revela.
A parceria entre os irmãos é uma ferramenta eficaz para o planejamento das atividaes, na opinião de Mauro Forner. “Para pegar um saco sozinho é muito pesado. Mas juntos ele se torna bem leve e desta forma conseguimos carregar bem mais”, compara.
Os Forner só não estão muito satisfeitos com os preços dos produtos agrícolas, que estão em baixa. Mas para superar esta desvalorização eles sabem que a saída é produzir e não brincam em serviço.
A safra deste ano já foi toda colhida e as produtividades médias da família mais uma vez agradaram. O milho sofreu com a falta de chuva e nos 15 alqueires semeados para efeito de rotação a média foi fechada em 250 sacas, por alqueire. Com a soja o resultado foi bem melhor: nos 55 alqueires de plantio a média final foi de 135 sacas por alqueire.
Os bons resultados dos Forner não são conquistados por acaso. Bem tecnificados, eles sabem o que e como fazer para que o solo produza cada vez mais. Análise e correção de solo; adubação adequada e aplicações preventivas para ferrugem, recomendadas pela assistência técnica, foram determinantes para chegar aos resultados positivos.
A família já plantou o milho safrinha em uma área de 8 alqueires; aveia em outros 12 e feijão em outros 14 alqueires. “É a segunda vez que apostamos no feijão na propriedade. A escolha está ligada à possibilidade de cultivar o trigo nesta mesma área, na seqüência”, revela Marcos Forner, informando que o cereal vai ocupar 50 alqueires neste inverno dos 70 de plantio na propriedade. A expectativa, segundo ele, é de colher 100 sacas de feijão nesta entressafra. Em 2005, quando do primeiro plantio de feijão, a média com a cultura foi fechada em 70 sacas. “Neste ano estamos utilizando um nível maior de tecnologia, buscando uma produtividade bem maior”, explica o cooperado.
O engenheiro agrônomo Alessandro Seco, do Detec da Coamo em Ivaiporã, argumenta que os Forner estão no caminho certo. Para ele, a união da família, de fato, tem feito à diferença. “Quando todos caminham em uma única direção, depois de analisar e tomas o rumo certo, não há como errar. Os Forner estão de parabéns”, valoriza.
Eficiência. Esta é a palavra-chave para o sucesso das operações básicas que são executadas pelos produtores rurais na exploração agrícola: plantio, pulverização e colheita das lavouras. Sabendo disto, a Coamo tem orientado os associados e seus funcionários para o melhor aproveitamento do maquinário e assim evitar desperdícios e redução de lucratividade. As informações são repassadas aos agricultores através do Centro de Treinamento Agrícola (CTA), que está completando 30 anos de atividades, e que trabalha com um calendário anual de atividades específicas para cada época do ano.
Para 2006 os cursos já foram iniciados. A programação prevê uma média de 2 cursos por entreposto. “Já realizamos os cursos de regulagem de colheitadeira. Agora estamos trabalhando com os de pulverizador e na seqüência vamos realizar cursos de regulagem de semeadeiras e plantadeiras”, adianta Domingos Carlos Basso, instrutor de Treinamentos da Coamo. No ano passado o CTA, com apoio do Senar – Serviço Nacional de Aprendizagem Rural, realizou 108 cursos, com participação de 1.646 pessoas.
A participação dos cooperados, na opinião de Basso, mostra que eles estão preocupados e buscam cada vez mais as informações. “Antes somente os funcionários compareciam aos cursos. Mas hoje os proprietários rurais também participam, efetivamente. Isto tem facilitado as decisões para melhorar o trabalho na propriedade, porque o produtor também tem consciência da importância da mudança de comportamento”, explica.
Regulagem de pulverizador – A aplicação de produtos químicos corresponde a mais de 50% dos custos da lavoura. “Diante deste fato, o produtor deve contar com o profissionalismo de todos os aplicadores, bem como o conhecimento do tipo de equipamento para a sua melhor utilização”, explica o instrutor da Coamo. O produtor, segundo Basso, deve, acima de tudo, conhecer o seu alvo e escolher o bico adequado para os diversos tipos de aplicação, controlando os ventos, temperatura e umidade relativa do ar, “além de conhecer o produto que ele vai utilizar e só usar, efetivamente, no momento correto, porque aí você vai ter melhor eficiência”, ensina.
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O cooperado Rovilço Antonio (foto) de Quinta do Sol, na região do Vale do Ivaí, no Paraná, diz que sempre ganha muito quando participa dos treinamentos através do CTA da Coamo. “Temos que olhar para a frente e enxergar os benefícios que ainda estão por vir. E em época de dinheiro curto todo o cuidado para evitar desperdício é sempre bem-vindo”, destaca. Segundo ele, “esta iniciativa da Coamo só traz vantagens, porque facilita e faz com que o nosso trabalho renda, com qualidade e eficiência”, comemora. |
Com altitudes entre 700 e 800 metros, chegando, muitas vezes, a mais de 1000 metros acima do nível do mar, as regiões da área de atuação da Coamo que ficam mais ao Sul do País, se estendendo de Roncador (Centro do Paraná), passando por Palmas (Sul do Estado) e chegando a São Domingos (Extremo-Oeste de Santa Catarina), têm características específicas de clima e solo que exigem um posicionamento diferenciado para o plantio das cultivares de soja que hoje existem no mercado. Diante de peculiaridades como o frio intenso, períodos longos de geadas e solos com elevado teor de matéria orgânica, a cooperativa vem trabalhando há quase uma década, em parceria com a pesquisa oficial, na adaptação de variedades para alcançar os melhores resultados em produtividade. O trabalho conta com o apoio da pesquisa oficial e teve a sua parte mais importante de estudos concluída durante esta última safra de verão.
“Estas condições específicas de clima e solo propiciam comportamentos diferentes nas lavouras de soja, milho e trigo, determinando a intensificação de doenças do sistema radicular das plantas, além de alongar o ciclo das variedades e influenciar para um maior acamamento das plantas, o que tem limitado o potencial de rendimento das lavouras”, explica o engenheiro agrônomo Joaquim Mariano Costa, responsável pela Fazenda Experimental da Coamo, em Campo Mourão (Centro-Oeste do Paraná). Segundo ele, o objetivo do trabalho consiste em buscar as melhores soluções técnicas para minimizar os efeitos nas lavouras, principalmente de soja. “Atualmente está estabelecida uma base de pesquisa da Coodetec e da Embrapa na região de Guarapuava - FAPA (Centro-Sul do Paraná), que tem características semelhantes de clima e solo, de forma a representar muito bem toda essa região de atuação da Coamo. Com base nos estudos, a cooperativa vem selecionado variedades que mais se adaptam às condições regionais, ou seja, que apresentem um bom comportamento para doenças de solo, não tenham um ciclo muito longo e que não apresentem acamamento”, relata Costa.
Materiais adaptados – Todos os esforços envidados até agora pela Coamo e pesquisa foram determinantes para o desenvolvimento de novas cultivares e adaptação de variedades já existentes no mercado. Este fator, conforme informa Antonio Eduardo Pípolo, da área melhoramento da Embrapa Soja, é responsável por 80% dos problemas da região. “Os demais são de ajustes, e que são inerentes ao pacote de manejo adequado da cultura”, afirma.
O pesquisador lembra que em regiões mais altas o milho se dá muito bem, mas a soja tem algumas limitações. “Já pontuamos um grupo de cultivares mais adequadas, fruto deste trabalho conjunto, ampliando o leque de opções para os produtores desta região específica da Coamo”, relata, alertando para o alto índice de utilização, na região, de variedades transgênicas contrabandeadas. “As cultivares nacionais são similares em produtividade. É só uma questão de posicionamento para explorar melhor os fatores limitantes de clima e solo”, orienta.
Para Pípolo, a região é uma área geográfica grande e importante para ser explorada. “A preocupação da Coamo em desenvolver alternativas para as regiões mais altas e frias é de extrema importante. A cooperativa sente isso porque vai buscar a necessidade local e procura desenvolver, junto com a pesquisa, materiais específicos para cada região”, elogia o melhorista da Embrapa Soja.
Preocupação – A Cooperativa Central de Pesquisa (Coodetec) também está trabalhando no desenvolvimento de materiais adaptados para estas áreas mais elevadas, que no Brasil, equivalem a quase dois milhões de hectares. “Nestas regiões a precipitação mensal é alta e a quantidade de luz é menor, comparando com áreas mais baixas. Assim, existe uma competição maior de plantas por luz”, salienta Marco Antonio Rott de Oliviera, da área de melhoramento de soja. Ele diz que a Coodetec busca a seleção de linhagens mais específicas para esse tipo de região. “As tratativas feitas foi justamente colocar essa situação: de como romper essas barreiras na região para uma melhor produção”, destaca.
Com relação aos materiais clandestinos, principalmente transgênicos, cultivados na região Oliveira é direto: “eles não têm as características específicas para estas áreas. Então o produtor pensa que está economizando por não pagar royalty’s sobre a semente mas, na verdade, está plantando uma variedade que não oferece segurança de produção”. O pesquisador garante que para a próxima safra os agricultores já terão materiais RR testados naquela região.
“Para as regiões como estas a pesquisa procura adaptar os materiais para chegar aos níveis mais altos de produtividade. Este é o desafio do melhoramento. Assim, a participação da Coamo é fundamental para dar esta condição de melhoria”, completa Oliveira.
Experimentos nos unidades – Paralelamente à pesquisa oficial, a Coamo instala anualmente as suas unidades demonstrativas nos entrepostos da área de atuação da cooperativa, onde as variedades são plantadas lado a lado. Este trabalho permite que a equipe técnica do entreposto acompanhe e avalie o desenvolvimento e desempenho destas novas variedades, de modo a eleger os melhores materiais e posicioná-los para as diferentes situações de lavouras dos cooperados em cada entreposto.
Para avaliar o comportamento das cultivares, considerando o posicionamento das opções da pesquisa para as regiões altas e frias, a Coamo realizou na semana de 22 a 24 de março um giro pelas áreas demonstrativas instaladas em propriedades dos cooperados nos municípios de São Domingos, em Santa Catarina; Palmas, Mangueirinha e Pitanga, no Paraná. Além de reuniões com os agrônomos dos entrepostos da Coamo na região, os pesquisadores também estivem à campo, apresentando os principais resultados aos co-operados.
A comitiva reuniu o responsável pela Fazenda Experimental da Coamo, engenheiro agrônomo Joaquim Mariano Costa; e os pesquisadores Lineu Domit, Antonio Pípolo e Francisco Krzyzanowski, da Embrapa; Fernando Gomide, da Fundação Meridional; e Cristiano de Sales Mendes, da Coodetec. “Na pauta da reunião com os pesquisadores, os técnicos da Coamo apresentaram um relato por entreposto do comportamento das lavouras nesta safra”, informa Costa.
Agenda – A série de eventos no Sul foi aberta em São Domingos, reunindo o quadro técnico da Coamo de São Domingos, Abelardo Luz, Ipuaçu e Clevelândia. Em seguida foi a vez de Palmas, que reuniu os técnicos de Palmas, Coronel Vivida, Mangueirinha, Honório Serpa, Guarapuava, Pinhão, Candói e Cantagalo.
No último dia, os eventos aconteceram em Mangueirinha, de manhã, reunindo os profissionais do Detec de Mangueirinha, Honório Serpa e Coronel Vivida. No período da tarde, os pesquisadores estiveram com os técnicos da Coamo dos entrepostos de Pitanga, Boa Ventura, Palmital, Ivaiporã, Manoel Ribas, Cândido Abreu, Faxinal, Marilândia, Roncador e Iretama.
“Os dias de campo foram realizados para analisar o posicionamento das cultivares e fazer recomendações da forma mais adequada possível. Estamos elaborando um mapa deste novo posicionamento e depois vamos encaminhar para os Detec’s que repassarão aos cooperados”, adianta Joaquim Costa.
Agrônomos e produtores devem ficar atentos. A partir de janeiro de 2007, os laboratórios do Paraná passarão a exibir em seus laudos o teor de matéria orgânica, e não mais a fração carbono, como é feito atualmente. A informação é do químico Mário Miyazawa, pesquisador do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar) e diretor-executivo da Comissão Estadual de Laboratórios
de Análises Agronômicas (Cela), órgão que define procedimentos técnicos e faz o controle de qualidade nos laboratórios públicos e privados, do Estado.
Do ponto de vista prático, a mudança vai até facilitar a vida dos agrônomos, diz Miyazawa. Atualmente, chega-se ao teor de matéria orgânica no solo por meio de cálculos. “A nova apresentação dispensa cálculos, o laudo vai trazer o total de matéria orgânica já pronto, em g/dm3”, explica o pesquisador.
A mudança tem razões ambientais. De acordo com o pesquisador, os laboratórios utilizam dicromato de potássio para determinação dos componentes orgânicos do solo. “É um reagente que contém cromo, um metal altamente poluente”, explica Miyazawa.
No Paraná são feitas cerca de 200 mil análises de solo por ano, o que consome cerca de cem quilos do reagente e produz em torno de 400 quilos de resíduos tóxicos.
Atenção redobrada com os grãos caídos. Colher o máximo possível de grãos cereja. E olho vivo na secagem, que deve ser feita em terreiro suspenso. São as principais dicas para um de café com qualidade. A safra deste ano na região da Coamo já está prestes a ser iniciada. Algumas áreas mais adiantadas já estão sendo colhidas.
O engenheiro agrônomo Gilberto Guarido, do Detec da Coamo em Campo Mourão, lembra que as atitudes que geram a qualidade não oneram o custo da colheita, mas podem assegurar uma boa margem de lucro ao produtor, garantindo uma melhor comercialização do grão.
O café é uma das alternativa para a diversificação de renda. Na região da Coamo cerca de 10 mil hectares são cultivados pelos cooperados.
Uma comitiva formada por 43 agricultores de Toledo (Oeste do Paraná), visitou a Fazenda Experimental da Coamo, em Campo Mourão (Centro-Oeste do Estado), no dia 8 de abril. O grupo também esteve em propriedades da região para conhecer o projeto de Integração Agricultura/Pecuária, desenvolvido pela cooperativa, em parceria com a Universidade Federal do Paraná (UFPR) e Iapar – Instituto Agronômico do Paraná, há sete anos.
Na Fazenda Coamo os produtores rurais acompanharam uma palestra que detalhou a parte técnica e econômica do projeto. Depois foram à campo para verificar o comportamento das pastagens de inverno e verão. Em seguida, numa propriedade na região de Farol, próxima a Campo Mourão, acompanharam o manejo dos animais dentro do sistema e comprovaram, na prática, as vantagens do sistema, em comparação com a cultura de inverno tradicional.
Satisfação – O agricultor Paulo Bernardi, presidente da Sociedade Rural de Toledo, disse que a iniciativa faz parte de uma estratégia regional para buscar alternativas de diversificação das atividades na agricultura, como forma de agregar maior valor à produção. “Os produtores têm especial atenção pelo projeto de integração agricultura/pecuária. Alguns até já desenvolvem um trabalho semelhante ao realizado pela Coamo, mas, sem dúvida, as informações que recebemos aqui hoje vai nos garantir um aprimoramento para o trabalho”, revela.
Salésio Brawn, cooperado da Coamo em Toledo, também acompanhou o grupo. Para ele, as informações sobre o manejo da pastagem dentro do sistema foi o que mais chamou a atenção na visita. “Estou com o projeto em fase inicial de instalação e as experiências já realizadas pela Coamo me animam ainda mais em investir nesta alternativa”, ga-rante. Brown diz que a pecuária sempre foi uma opção de renda na sua propriedade.
A exploração integrada entre a agricultura e a pecuária vem se consolidando na região da Coamo como uma excelente alternativa econômica. “Uma atividade complementa a outra, do ponto de vista de sustentabilidade”, explica o engenheiro agrônomo Joaquim Mariano Costa, responsável pela Fazenda Experimental Coamo. O sistema integrado, segundo ele, rende, no mínimo, 25% a mais por unidade área, se comparada com os resultados proporcionados apenas pela produção de grãos.
É possível trabalhar com uma média de 8 cabeças por hectare (podendo chegar até 15) e ter rendimento de cerca de um quilo por cabeça/dia, entre o pastoreio de verão (perene) e inverno (aveia e azevém). “Essa lotação de animais é fantástica e a faz a inversão do ‘boi sanfona’, que engorda no verão e emagrece no inverno”, comemora Costa, acrescentando que na atividade se aproveita todas as vantagens do gado para a agricultura e vice-versa.
A técnica vem sendo estudada desde o início dos anos 80, quando os pesquisadores já recomendavam a reforma de pastagem com o plantio de culturas agrícolas. E no final dos anos 90 o programa se intensificou com o aprimoramento dos resultados da pesquisa.
O sistema consiste em dividir a propriedade e explorar de forma conjunta a pecuária intensiva e o cultivo de soja e milho. O produtor pode trabalhar com corte ou leite, com uma reserva da área para pastagem perene de verão e o restante consorciado, cultivando no inverno aveia ou azevém.