O cenário é, ao mesmo tempo, simples e fascinante. Uma casa de madeira construída há dezenas de anos na bonita propriedade do cooperado Nelson Mugnol, na comunidade Faxinal Santo Antonio, em Candói (Centro-Sul do Paraná). Pano de fundo para receber a reportagem do Jornal Coamo, recepcionada por cerca de vinte pessoas das famílias: Brandelero, Mugnol e Turco, pioneiras naquela região e protagonistas de uma saga que transformou um sonho no destino de várias gerações.
A história da presença das famílias e o desbravamento da atividade agrícola na região tem como palco o final da década de 40 e o início da década de 50, quando Paulino Mugnol juntamente com seu cunhado Silvio Turco e seu concunhados Vitório Brandelero fizeram uma viagem a cavalo de cerca de 300 km em 13 dias, equivalente a 23 km por dia, de Videira, Santa Catarina, até a Colônia São Judas Tadeu, hoje vizinha da Colônia Faxinal Santo Antonio, em Candói.
Como resultado da viagem eles conseguiram comprar terras e abriram picadas para inicialmente construir casas e cercados para o gado. Com o objetivo inicial realizado voltaram para Santa Catarina para buscar suas respectivas famílias. Relatos históricos das fa-mílias afirmam que a viagem de transferência definitiva para o Paraná foi sofrida e cansativa até aportar na comunidade São Judas Tadeu, localidade escolhida para nova moradia das famílias, que na época pertencia a Guarapuava.
Passado mais de meio século do início e sonho, as famílias reúnem-se hoje freqüentemente nos encontros realizados com as presenças dos pais, filhos, netos e bisnetos, em convivência harmoniosa. Simpáticos, simples e calorosos, eles são exemplos de determinação, disciplina, dedicação e sucesso, não só na condução das suas lavouras e pecuária, mas também na participação e integração junto a comunidade. “Hoje a realidade é outra e felizmente acompanhamos o progresso e a evolução da nossa agricultura”, lembra dona Nilse Brandeleiro, filha de Vitório e Maria Turco.
As três famílias comemoram a transformação e os bons resultados conquistados na atividade agropecuária, principal-mente após a chegada da Coamo à região, em fevereiro de 1999. Com a assistência integral da cooperativa, através de inúmeros benefícios, mudou para melhor o panorama regional. “Os índices de produtividades, bem como os cuidados com o solo e a natureza foram incrementados de tal forma que não temos saudades da produção anterior”, afirma Nelson Mugnol, filho do casal Paulino e Oliva Mugnol, que tinha dois anos de idade quando chegou à comunidade São Judas Tadeu junto com seus pais.
O cooperado Nelson Mungol, que também conta na sua família com os filhos Reginaldo e Cleverson associados à Coamo, além dos irmãos Severino e Nilo, cultiva uma área de 80 alqueires diz com satisfação dos primeiros con-tatos que teve com a Coamo, que por sinal, também em Candói foi bem recebida e desde a sua instalação vem ajudando a promover o desenvolvimento dos produtores e também da comunidade. “Quando saiu a notícia da vinda da Coamo à região, me informei com o meu primo Marino, que estava em Mangueirinha e então fiquei torcendo para que ela viesse logo.
Precisávamos de um apoio e de uma assistência aos agricultores, que na verdade não existia”, disse.
Para um dos mais jovens cooperados da família, Paulino Brandelero, o apoio da cooperativa aos produtores foi decisivo para que eles se mantivessem na atividade e também plantassem na hora certa.
“Hoje a gente tem segurança, tem equilíbrio nos preços na hora da comercialização. Antes a gente não sabia o que era isso. Além do mais, a gente tem uma cooperativa que está ao nosso lado o ano todo e defende os nossos interesse”, destaca Paulino que integrou uma das turmas do projeto de formação de jovens líderes cooperativistas da Coamo, premiado como modelo de educação cooperativista.
Mas, o pioneiro das três famílias a se associar à Coamo foi Adalto Brandelero, em 1999, como optante da unidade em Candói. “Naquele ano cheguei até a jogar na Copa Coamo. E eu tinha muita expectativa já que antes a gente ficava dependente de outras pessoas e muitas delas ‘anoiteciam mas nem sempre amanheciam’, fazendo com que nossa produção fosse perdida e tivéssemos muitos prejuízos”, lembra. O trabalho e a filosofia administrativa implantada pela Coamo é motivo de elogio para o cooperado. “A Coamo é a nossa segunda casa, se não fosse ela não era agricultor há muito tempo. Aqui na Coamo a gente se sente bem e tem confiança. Isso é fundamental para uma boa parceria nos negócios”, comemora.
Outro da família que faz questão de ressaltar o sucesso dos produtores da região associados à Coamo é Alcir Brandelero. “Quem não é sócio da Coamo tem muito mais dificuldades no dia-a-dia, pois milagre não existe. Com o apoio da cooperativa a gente tem assistência e insumos na hora certa, entrega a produção, recebe à vista e dorme tranqüilo”, destaca.
Ao todo, as três famílias através de 14 cooperados administram cerca de 300 alqueires, com cada um sendo responsável pela condução dos seus respectivos lotes.
Um novo horizonte. Assim os cooperados das famílias Mugnol, Brandelero e Turco resumem a parceria com a Coamo nesses últimos sete anos. “A nossa agricultura tem um divisor, antes e depois da Coamo. Hoje é tudo muito mais fácil”, diz emocionado Nelson Mugnol. Ele lembra que antes tudo era muito difícil.
As médias de produtividades dos cooperados nas comunidades São Judas Tadeu e Faxinal Santo Antonio eram de 200 sacas de milho por alqueire e hoje já ultrapassam a casa dos 350. Na soja, a evolução não foi diferente, já que da média de 100 a 120 sacas, hoje eles colhem entre 140 a 160 sacas por alqueire.
“O segredo é produzir e bem. Aprendemos com a Coamo a necessidade de analisar e equilibrar o solo, bem como utilizar o máximo da tecnologia disponibilizada pela pesquisa. A cooperativa está sempre ao nosso lado, informando e orientando o seu cooperado para um melhore resultado”, valoriza Paulino Brandelero.