“A planta é como uma criança. Se você alimentá-la ela vai crescer saudável e com vigor”. Com estas palavras o cooperado Losmir João Spuldaro, de Guarapuava, região Centro do Paraná, define como trata da sua lavoura de milho. Na propriedade de 90 alqueires de plantio, 30% da área foi reservada para o milho neste verão, e os outros 70% foram ocupados pela soja.
Bem humorado, Spuldaro lembra que quando começou a plantar milho os colegas de atividade o taxavam de “louco”, uma vez que o preço do cereal, na época, não cobria o custo de plantio. “É claro que planto com o objetivo de obter lucro, mas também sei o benefício que a cultura traz para o sistema, por isso não abro mão dos investimentos. Neste ano fiz tudo certo e me dei bem”, comenta o cooperado, explicando que além do bom pacote tecnológico que adotou, orientado pelo Detec da Coamo, o clima funcionou como um relógio e a produtividade superou todas as expectativas.
A produtividade média do cooperado foi fechada foi de 503 sacas de milho por alqueire. A maior safra do cereal colhida até agora pelo produtor, que prioriza a correção de solo, adubação pesada e a escolha de bons híbridos. “É preciso deixar a planta emergir no limpo e não economizar em adubação. Nesta safra, limpei minha lavoura três vezes e não me arrependi”, diz Spuldaro.
O cooperado valoriza a assistência técnica da Coamo, que segundo ele, conseguiu provar o que ele não conseguia enxergar. Para Losmir, a Coamo é um grande suporte para o produtor rural. “Confesso que fiz algumas coisas até contrariado, não acreditando muito, mas estava errado. Ouvi e segui as orientações do agrônomo e acertei”, esclarece, sem esquecer do apoio da família, em especial da esposa, Tânia Mara, que para ele é o seu braço direito.
Comercialização – O único “descontentamento” do cooperado é com relação ao mercado, que segundo ele, é muito instável. Para Losmir, a única forma de driblar essa instabilidade de preços é produzir para se sobressair.
Soja – Com a oleaginosa os resultados também são expressivos. Ele fechou a média em 135 sacas por alqueire e está satisfeito. “Para uma região fria, onde o que se mais produz é milho, não está ruim. Temos que fazer a nossa parte e buscar a otimização do nosso negócio”, comemora.
O engenheiro agrônomo Adalberto Ragugneti, do Detec da Coamo, em Guarapuava, comenta que a produtividade alcançada pelo cooperado é fruto de um trabalho de mais de cinco anos dentro da fazenda. “É um produtor muito preocupado com a fertilidade do solo, que busca informação e investe na sua atividade. Ele procura sempre os melhores materiais e prepara o ambiente para extrair o máximo do potencial da lavoura, por isso tem sucesso”, elogia Ragugneti.
Quando o cooperado Sandro Luiz de Oliveira, de Pinhão, também na região Centro-Sul do Paraná, começou a trabalhar com a agricultura não sabia muita coisa sobre a atividade. Engenheiro civil por formação, ele está a apenas três anos cultivando lavouras e já adquiriu gosto pelo trabalho no campo.
O cooperado trabalha com uma área de 82 alqueires de plantio e prioriza a rotação de culturas. Cultiva milho em 27 alqueires e soja nos 53 restantes. Não fugindo à regra desta safra de verão, Sandro também obteve resultados significativos, que vieram ao encontro a tecnologia adotada e o investimento aplicado. Com a milho a média alcançada foi de 443 sacas e a soja 161 sacas por alqueire, para alegria do produtor, que é integrante do Grupo Intermediário de Assistência Técnica Integral (GIATI), da Coamo.
Um dos insumos indispensáveis para Oliveira é a informação, que ele busca incessantemente e aplica no dia-a-dia da propriedade. “Estou aprendendo muito com a Coamo e procuro seguir esse ensinamento”, diz.
O cooperado revela que nesta safra plantou cinco variedades de soja, sendo metade da área destinada a materiais precoces. O objetivo, segundo ele, é observar o comportamento de cada uma, não correndo riscos, e depois analisar o custo benefício para as safras seguintes.
Desafio – Para Sandro Oliveira, a agricultura é um mundo novo a ser descoberto, mas que o tem agradado bastante. Ele lembra que logo no primeiro ano de atividade teve uma surpresa desagradável, em razão de uma doença que atacou a lavoura, mas que logo depois foi combatida, com apoio da assistência da Coamo. “Eu estou contente. Tenho tido bons resultados e não posso reclamar”, argumenta.
Apesar da pouca experiência na área, Oliveira sabe o que faz. Análise de solo é uma das técnicas freqüentes utilizadas pelo jovem agricultor, que a cada três anos, conforme ele, corrige a área de acordo com os resultados das analises.
Controle com eficiência – Para um engenheiro civil, lidar com números e cálculos é praticam bastante comum e, essa experiência da construção civil Oliveira está trazendo e adaptando na atividade agrícola. Com o notebook sempre ao alcance das mãos ele anota tudo que é possível e consegue um resultado bastante eficaz. “Toda a aplicação que é feita, desde uma simples pulverização até o custo de sementes e o desgaste de maquinário e, é claro a produtividade que alcançamos, e o preço que conseguimos na hora de comercializar vai para essa planilha de custo. Assim fica bem mais fácil administrar”, comenta.
O engenheiro agrônomo Clodoaldo Medeiros, do Detec em Pinhão, cita Sandro Oliveira como modelo para muitos produtores. Conforme o agrônomo, Oliveira está demonstrando que realmente é possível praticar a agricultura com profissionalismo. “O clima foi bom para todos e nem todos estão fechando essas médias que o Sandro está fechando. Isso comprova a seriedade que ele conduz a propriedade mesmo sendo novo na atividade. Além de obter boas produtividades ele também aproveitou o momento e comercializou bem parte da produção, fazendo com que ele tenha margem na atividade”, elogia Medeiros.
Otimização – Ao mesmo tempo que desenvolve o trabalho diário na lavoura o cooperado está melhorando a estrutura física da sede da propriedade e pretende, inclusive, concertar as estradas que levam até fazenda. “Precisamos otimizar todo o sistema e investir na infra-estrutura faz parte do esquema para melhorar a logística”, planeja.
Em Abelardo Luz, no Extremo- Oeste catarinense, os cooperados da Coamo caminham para o mesmo rumo dos produtores de outras regiões, associados à cooperativa, onde ela está inserida: o do sucesso. A região é a última, onde da área de ação a encerrar a colheita. O clima favorável e o uso de tecnologia fez com que nesta safra, de maneira uniforme, seja os cooperados em Santa Catarina, no Mato Grosso do Sul ou nos quatro cantos do Paraná, colhessem resultados até acima da média almejada por eles.
É o caso dos cooperados Laurindo e Gilmar Castioni. Os dois cultivaram nesta safra de verão 42 alqueires entre soja e milho. O cereal ocupou 18,5 alqueires da área e a média foi fechada em 452 sacas por alqueire. A soja, no entanto, foi fechada em 170 sacas de média, numa área de 23,5 alqueires. “Como temos pouca área procuramos ter o máximo de aproveitamento e extrair a maior produtividade possível. Para utilizamos tecnologia de média a alta e caprichamos na correção de solo, tratamento de sementes, escolha de variedades entre outras técnicas”, explica Laurindo, que há 16 anos faz parte do quadro social da cooperativa.
É muito comum na região os irmãos capricharem na adubação do milho e garantirem o retorno produtivo da lavoura. “Jogamos quase 1.100 quilos de adubo por alqueire e tivemos uma resposta muito positiva”, comemoram os cooperados, que não esquecem de elogiar a assistência técnica da Coamo. Conforme Laurindo, com as orientações recebidas da assistência fica fácil de trabalhar e mais difícil de errar. Ele revela que procuram trocar idéias e encontrar a melhor caminho na hora de tomar as decisões. “Por enquanto estamos satisfeitos e não podemos reclamar. Nem do clima, nem da safra e muito menos da Coamo”, agradece.
Ademiro Selig, de Ouro Verde, é outro exemplo bem sucedido do Extremo-Oeste de Santa Catarina. Incansável na utilização de alta tecnologia, Selig faz correções periódicas do seu solo e está sempre buscando novas variedades de soja e híbridos de milho, com objetivo de aumentar a produtividade e ter mais opção no período de inverno.
Neste verão, ele cultivou 165 alqueires. O milho foi semeado em 54 e a soja em 111. Seguidor assíduo das recomendações técnica da Coamo, o cooperado atribui os bons resultados obtidos na sua propriedade à alta tecnologia que sempre tem lançado mão, ao clima deste ano e à parceria com a cooperativa. Selig revela que nunca tinha colhido tanta soja como agora. “De fato, me surpreendi muito. O máximo que havia colhido perdeu em dez sacas para minha produtividade deste ano. Graças à Coamo, que é uma cooperativa séria, estou colhendo esta ótima safra”, agradece.
O milho foi fechado em 465 sacas por alqueire, mas segundo o produtor, esta não foi a melhor marca alcançada por ele. “Já consegui colher mais milho que isso. Tive uma pequena estiagem neste ano que acabou fechando nesta média, mas estou satisfeito”, comenta. Já a soja, nos 111 alqueires cultivados, foi fechada com média de 170 sacas por alqueire, para surpresa de Selig. “Sempre busquei essa marca e agora alcancei”, agradece.
O engenheiro agrônomo Edivaldo Ferreira Júnior, do Detec da Coamo em Ouro Verde, enaltece o sistema do cooperado em conduzir a lavoura. “Ele é bem tecnificado e há vários anos vem corrigindo sua área e seguindo as nossas recomendações. Por isso, os resultados aparecem”, elogia o agrônomo.
O grande desafio do cooperado Ademiro Selig, a partir de agora, é superar as marcas alcançadas nesta safra. E ele esta ciente disso. Para tanto ele já divide a responsabilidade com a assistência da Coamo. “Tenho certeza que juntos vamos conseguir”, prevê o cooperado.
Para o inverno, Selig vai cobrir parte da área com aveia e nabo forrageiro, onde o milho entrará no próximo verão.
A colheita da safra de verão 2006/2007 está caminhando para o final. Em torno de 90% da soja plantada na área de ação da Coamo já foi colhida. Com exceção das regiões Sul e Centro-Sul, que avançam para o fim da colheita, todas as regiões onda a cooperativa está presente já encerraram a safra com bons resultados. Por isso, os cooperados estão comemorando o início de ano favorável e planejando o período de inverno.
Na região de Pitanga, por exemplo, no Centro do Paraná, o cooperado Pedro Fernandes Moraes, cultivou 120 alqueires de soja e 20 de milho e, para sua felicidade, as médias não poderiam ser melhores. O milho, colhido primeiro, foi fechado com 370 sacas por alqueire. Já a soja, para surpresa de Moraes, atingiu 151 sacas de média nos 120 alqueires de cultivo, superando em dez sacas o resultado da última safra.
Moraes diz que não pode reclamar. O resultado foi satisfatório e a margem de lucro ficou acima do esperado. Ele lembra que nesta safra conseguiu ter um custo menor, com produtividade maior e preço melhor e, em conseqüência, um resultado econômico positivo. “Mas este resultado não é fruto de ações desenvolvidas a curto prazo. Venho buscando isto ano a ano”, revela o cooperado, lembrando do investimento que faz para alcançar o máximo de produtividade da lavoura. “O clima foi extremamente favorável, mas sem o manejo que faço e o sistema de produção que adoto, sob orientação do Detec da Coamo, não conseguiria atingir essa meta. Temos que fazer a nossa parte também e a nossa região ajuda, já que não tivemos problema com o clima por aqui”, explica.
Alicerce – Sobre o apoio da cooperativa, Moraes não poupa elogios e faz questão de deixar claro a importância da Coamo para o seu desenvolvimento profissional e pessoal. “Ela realmente faz a diferença. Sem a Coamo seria muito difícil. Essa parceria sempre deu certo e com certeza tenho crescido junto com a cooperativa e vou continuar”, afirma.
O técnico agrícola Edson Pierazzo, do Detec da Coamo em Pitanga, comenta que Pedro Moraes é um dos bons exemplos da região. Conforme ele, o cooperado está sempre em sintonia com a assistência e buscando tecnologia e informação. “Não só o Pedro como os demais cooperados assistidos pelo Detec da Coamo aqui na região colheram ótimas médias, fazendo valer o uso de tecnologia e a troca de informação. É necessário buscar informação e isso ele faz com freqüência”, elogia.
Comercialização – Sempre bem orientado, Moraes diz que, de acordo com o seu custo de produção, já comercializou parte da safra através das opções de contratos futuros, oferecidos pela Coamo. O restante da produção, segundo ele, está depositada na cooperativa aguardando o melhor momento para ser vendida.
“A minha escola foi a Coamo. Aprendi tudo que sei com a cooperativa e hoje estou colhendo os frutos desse aprendizado”. Assim, o cooperado Lindolfo Rengel, de Manoel Ribas, também na região Centro do Paraná, agradeceu os resultados conquistados na colheita de verão. Ele conta que há três anos vem tentando colher uma boa safra e o clima não colaborava. Mas neste ano a história foi bem diferente. Ele conseguiu alcançar o seu objetivo.
Não fugindo à regra da maioria dos cooperados da Coamo, que colheram ótimas médias neste verão, Rengel investiu na sua lavoura e com a ajuda do clima colheu até mais do que esperava. Na soja, a média fechada do produtor foi de 160 sacas por alqueire, em uma área de 54 alqueires. Os resultados obtidos pelo cooperado, não são frutos do acaso. “Para mim foi um recorde. Nunca havia colhido tanta soja assim. Busquei informação, melhores variedades e apliquei o que me foi recomendado. Com o clima favorável e a assistência da Coamo, deu certo, o resultado esta aí”, comemora.
Aveia e trigo no inverno - Lindolfo Rengel revela que investe há anos em tecnologia de ponta como: micro e macronutrientes; adubação; rotação de culturas; novas variedades; analises e correções. Para este inverno ele vai semear trigo e aveia, fazendo rotação de culturas.