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Coamo Agroindustrial Cooperativa | Edição 371 | Abril de 2008 | Campo Mourão - Paraná

Safra de Inverno

Mais trigo nos campos de Ivaiporã

Clima e mercado favoráveis animam cooperados a ampliar cultivo, que faz parte do esquema de produção da região

Clima favorável; qualidade do solo e uso adequado das tecnologias. Fatores que, associados ao esquema de produção adotado pelos agricultores de Ivaiporã (Vale do Ivaí, no Paraná), favorecem o desenvolvimento da cultura do trigo na região. O cereal, que  responde muito bem aos investimentos tecnológicos, é a principal alternativa econômica de inverno dos cooperados da Coamo em Ivaiporã e municípios vizinhos.

Nesta safra, conforme levantamento da Gerência de Assistência Técnica da Coamo, a área de cultivo de trigo terá um acréscimo. “O aumento no plantio é estimado em 35%, em relação a safra passada, e tem como principal motivo os bons preços praticados no mercado”, afirma o agrônomo João Francisco Pazda Júnior. No Paraná, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria Estadual da Agricultura (Seab), a estimativa de aumento de área é de 20%, em comparação com o ano anterior. O técnico da Coamo lembra que as produtividades médias na região, nos últimos anos, foram fechadas em 130 sacas por alqueire. “Alguns cooperados colheram, no ano passado, até 160 sacas por alqueire”, lembra.

Pazda Júnior esclarece que, quando se trata de altitude, a região de Ivaiporã está situada em uma zona intermediária. “O nosso clima, no inverno, é mais ameno, isto é: nem tão frio, nem tão quente. E este comportamento é ideal para o trigo”, salienta, reforçando que o fator climático está aliado a solos férteis e aos investimentos dos produtores rurais nas lavouras, bem como os cultivares adaptados. “Com todos estes pontos favoráveis, o trigo acaba se desenvolvendo melhor e respondendo ao agricultor em produção”, avalia o agrônomo.

Ótima opção de inverno – O cooperado João Carlos Matias, que possui propriedade no município de Arapuã, é um dos que vai ampliar o plantio de trigo em sua propriedade. Ele lembra que o cereal tem sido uma ótima opção de inverno. O manejo adotado pelo produtor prevê uma adubação maior do trigo, que depois deixa um residual para soja. Na safra passada, Matias plantou 25 alqueires de trigo e fechou a área com média de 135 sacas. Neste ano, ele planeja cultivar 35 alqueires. “Hoje está mais fácil trabalhar com o trigo. Com a alta dos preços conseguimos colocar o produto no mercado com mais rapidez e não corremos o risco de ficar com a produção estocada, sem poder vender”, comenta.

Resposta ao investimento – Para o cooperado Edinaldo Willeman, também de Arapuã, o trigo sempre respondeu bem aos investimentos. Ele conta que no inverno sempre plantou trigo e teve de volta, em forma de produção, o retorno do investimento feito. “Além da boa palhada que a cultura deixa sobre o solo, também tenho obtido um bom retorno financeiro com o trigo”, conta Willeman, que na safra passada colheu uma média de 127 sacas de média, em 50 alqueires cultivados. A área de plantio será repetida pelo cooperado nesta safra. Ele teme um pouco o comportamento do clima, que tem previsão de ser mais seco que em 2007. “Mesmo assim, vou apostar no trigo porque ainda é a nossa melhor opção de inverno”, afirma.

Esquema de produção – O agrônomo Marcos Tanaka, do Detec da Coamo em Ivaiporã, observa que o clima da região de fato ajuda na produção do cereal, “mas o fator determinante é o investimento feito pelos produtores, que utilizam pacote tecnológico para altas produtividades. Tanaka lembra ainda que a opção pelo cultivo do cereal está ligada diretamente ao esquema de produção, já que o trigo deixa uma boa cobertura de palha para o plantio direto, além de manter as áreas limpas de plantas daninhas.