Site Coamo
Coamo Agroindustrial Cooperativa | Edição 371 | Abril de 2008 | Campo Mourão - Paraná

Safra de Verão

Um dia de colheita no Sul

Reportagem do Jornal Coamo acompanha o trabalho de colheita em diversos municípios das regiões Sudoeste, Centro-Sul e Centro do Paraná e Extremo-Oeste de Santa Catarina

Intitulado “um dia de colheita”, o acompanhamento da safra de verão pelo Jornal Coamo em todas as regiões da área de atuação da cooperativa, percorreu, no início do mês de abril, diversos municípios do Sudoeste, Centro-Sul e Centro do Paraná e Extremo-Oeste de Santa Catarina. O objetivo foi avaliar os resultados do trabalho no campo, tomando por base o momento em que o cooperado está recolhendo a produção da lavoura. Assim, poder reportar todo o sentimento do produtor em concluir uma das etapas mais importantes de uma safra inteira. Além do que, comprovar os bons rendimentos alcançados pelos produtores rurais neste ano, certificando de que a ‘lição de casa’ foi bem feita.

A reportagem do JC esteve em Clevelândia (Sudoeste do Paraná); Ouro Verde (Extremo-Oeste de Santa Catarina); Pinhão e Cantagalo (Centro-Sul do Paraná); Palmital e Pitanga (Centro do Paraná). Uma viagem de três dias e mais de 1,5 mil quilômetros percorridos. Tudo para mostrar o rendimento das lavouras de milho e soja, além da satisfação estampada no sorriso dos cooperados com um ano de boa safra e bons preços.

Bom momento para o produtor de Ouro Verde

Depois de fechar os números de colheita o cooperado Pedro Rebeschini, de Ouro Verde (Extremo-Oeste de Santa Catarina), teve uma certeza: a safra foi positiva e correspondeu às expectativas dos agricultores. “Estávamos esperando por este momento. Plantamos a semente com carinho; o tempo colaborou para o desenvolvimento das lavouras e, hoje, na colheita, estamos contentes, porque os resultados não pode-riam ser melhores, nos deixando mais animados e com mais esperança que os outros anos possam repetir esse sucesso”, considera.

Para o cooperado, os bons resultados alcançados neste ano ajudarão os produtores rurais a se capitalizar para sustentar os desafios que vêm pela frente. “O momento é positivo para o campo, mas não podemos perder o foco dos nossos negócios. Ainda temos muitos anos pela frente e temos que pensar neles, também”, alerta.

Soja e milho – Nesta safra, o produtor optou por plantar mais soja do que milho em sua propriedade. “Tomamos esta decisão em função da conjuntura do mercado, na época”, lembra. O milho ocupou 10 alqueires da propriedade de Rabeschini e o restante da área (57 alqueires) foi ocupado pela soja.

A produtividade média do cereal foi fechada em 430 sacas por alqueire, com a comercialização num excelente preço. “Se soubesse desse bom comportamento do mercado de milho talvez tivesse mudado o panorama de plantio aqui na propriedade, ou seja, investiria mais no milho do que na soja”, analisa. Com a soja, o cooperado fechou a colheita com uma produtividade média de 140 sacas por alqueire. “Foi uma agradável surpresa, principalmente neste ano que está remunerando bem a produção”, afirma.

Parceria – Rabeschini fez questão de frisar que todo o resultado construído em sua propriedade é fruto da sólida parceria que mantém com a Coamo desde a chegada da cooperativa a Ouro Verde. “Não há como esquecer a importância da presença da Coamo na região, que é uma empresa séria e idônea e que tem colaborado, efetivamente, para a ampliação dos resultados no campo e da qualidade de vida da família cooperada”, valoriza.

A assistência técnica da Coamo e os financiamentos de custeio através da Credicoamo são outras ferramentas muito utilizadas pelo cooperado. “De uma forma ou de outra a cooperativa está sempre presente em nossas propriedades. Então, sempre estamos em casa”, destaca.

Recorde no sítio de Kleinubing

Na Linha Fazenda Moraes, em Clevelândia (Sudoeste do Paraná), o cooperado Valdemar Kleinubing é uma referência quando se trata de produzir grãos. Agrônomo por formação e acostumado a obter bons índices de produtividade no sítio de 34 alqueires, o agricultor se surpreendeu com os resultados alcançados neste verão. Cada um dos 17 alqueires cultivados com o milho rendeu 446 sacas do cereal. A soja fechou a safra com uma produtividade 15% maior que a atingida no ano passado, chegando a 160 sacas em cada um dos 17 alqueires cultivados.

“Gostei muito dos resultados desta safra. Foram os melhores que já alcancei”, comemora Kleinubing. Outro motivo valorizado pelo cooperado foi o comporta-mento dos preços no mercado. “Vendi parte da minha produção com boas médias de preços. E com o que ainda resta para comercializar consigo pagar o restante das contas e ainda me sobrará um bom dinheiro”, contabiliza.

Feijão – Na área cultivada com o milho verão, o produtor aproveitou a palha deixada pela cultura para apostar na safrinha de feijão. A expectativa é de que a lavoura renda uma média de 80 sacas por alqueire. “É muito difícil, nesta época, chegarmos a uma alta produtividade com o feijão, por causa do clima. No entanto, a lavoura se desenvolveu bem e espero poder comemorar uma boa remuneração nesta cultura, também”, avalia Kleinubing, que tem no feijão uma alternativa de renda também na safra das águas.

Na ponta do lápis – O agricultor também faz a gestão da propriedade rural com o auxílio do Programa Coamo de Aperfeiçoa-mento em Gerenciamento Rural. Ele sempre fez anotações dos custos e receitas da propriedade, para saber como melhorar a renda do sítio. “O programa da Coamo aprimorou mais o que eu já vinha fazendo, consolidando o meu trabalho, na certeza de que a produtividade e a lucratividade da minha propriedade são reais”, assegura o cooperado.

Para Kleinubing, a parceria com a Coamo é muito valorizada pelos cooperados. “Ela faz do produtor rural um profissional ainda melhor”, destaca. Segundo ele, “ninguém sabe tudo. Agricultores humildes muitas vezes nos dão aulas de produção, no que se refere à prática. Então, todos nós estamos aprendendo, diariamente. E o apoio que recebemos da Coamo, em qualquer momento da nossa produção, garante ao produtor rural uma mão amiga e forte para que ele possa produzir com segurança e alcançar os rendimentos desejáveis”, considera.

Cautela na comemoração

Ainda em Clevelândia, o cooperado Silvano Renato Daneluz, também comemora os resultados alcançados com a colheita da safra de verão. Ele lembra que as boas produtividades e os bons preços praticados no mercado, tanto para a soja quanto para o milho, devem colaborar para uma elevação no custo de produção da próxima safra. “Este otimismo gerado pela safra positiva que estamos colhendo e pela remuneração mais vantajosa pode resultar em insumos mais caros. É bom ficar ciente deste fato e aproveitar bem o momento favorável para se capitalizar e ficar preparado para o que vem pela frente”, orienta Daneluz.

O cooperado plantou, nesta safra, 70 alqueires de soja e 20 de milho. Até o fechamento desta edição o cooperado ainda não havia encerrado a colheita de soja. Por outro lado, o milho já havia sido todo recolhido do campo, com produtividade média de 400 sacas por alqueire. No caso da soja, tudo indica que a média das áreas cultivadas ficará em torno de 135 sacas por alqueire. “É um resultado menor que o alcançado na safra passada, mas, mesmo assim, ainda é mais representativo, pois é bem melhor colher 135 sacas por alqueire e vender a R$ 40,00 do que colher 150 sacas por alqueire e vender a R$ 25,00 a saca”, compara.

Produção estável

Em Pinhão, município da região Centro-Sul do Paraná, o cooperado Roberto Kreuscher, também comemora os números positivos deste verão. Até o fechamento da edição, as máquinas do agricultor ainda estavam a campo, recolhendo a produção de soja. Nesta safra, Kreuscher plantou 620 alqueires de área, entre soja e milho. “Esta é a média que temos cultivado com as duas culturas aqui na propriedade”, destaca, informando que este é um ano positivo para o produtor rural. “As lavouras tiveram bom desenvolvimento e os resultados da safra confirmam este panorama agora, na colheita, com rendimentos acima do esperado”, avalia o produtor.

Resultados – O milho plantado na propriedade de Kreuscher já foi todo recolhido da lavoura e rendeu, neste ano, 400 sacas, em média, em cada um dos 205 alqueires cultivados. No caso da soja, o rendimento médio das lavouras está em torno de 130 sacas por alqueire. “É um resultado muito bom, porque a região sofreu um pouco com a falta de chuvas durante o desenvolvimento das lavouras, mas, mesmo assim, a cultura correspondeu”, lembra o cooperado, que plantou 415 alqueires de soja nesta safra.

Os números de produtividade registrados neste ano pelo agricultor já vêm sendo alcançada há três anos seguidos. “Utilizo toda a tecnologia disponível pela assistência técnica da Coamo, lançando mão de tudo que é preciso para produzir com volume e qualidade. Investimos para manter e até ampliar os nossos resultados aqui na fazenda, uma vez que o produtor tem que sempre estar preparado para os anos bons, porque quando ele chega, como agora, é só comemorar”, conclui.

Colheita do reconhecimento em Cantagalo

A chegada da Coamo a Cantagalo não poderia ser mais valorizada pelos associados da região. O cooperado Roberto Marcondes é um dos que comemoram a parceria com a cooperativa

Sem interromper o trabalho das colheitadeiras no campo, uma vez que tempo é dinheiro durante a colheita da safra, o cooperado Roberto Espedito Araújo Marcondes, de Cantagalo, no Centro-Sul paranaense, recebeu a reportagem do Jornal Coamo com generosidade e um grande sorriso no rosto, que fez com que a equipe se sentisse, literalmente, em casa. Ao lado da esposa, Noélia, o produtor contou que na Fazenda São Sebastião, localizada na região conhecida como Juquiá, sempre é assim. “Quando falamos do que é importante para nós, como é o caso das nossas atividades e dos resultados gerados a partir do nosso trabalho, não há porque esconder a emoção e a satisfação”, afirma Marcondes.

Investir para produzir – Como a colheita do milho já havia sido encerrada, o cooperado co-ordenava o trabalho das máquinas no corte da soja. A oleaginosa ocupou 250 alqueires da sua propriedade neste verão. As lavouras receberam alto investimento, aliás, como sempre acontece. “Investir na produção é o nosso dever de casa. Esperamos sempre o ano bom e quando o clima corre bem não dá outra: é alta produtividade”, destaca, relatando dados preliminares da colheita de soja, que indicavam uma produtividade média de 140 sacas por alqueire. “Este número eu ainda não havia colhido, portanto, esta será a maior safra da história da fazenda”, comemora.

Com o milho a produtividade também foi boa, levando em conta uma alta infestação de pragas que prejudicou bastante a lavoura. A média de Marcondes foi fechada em 362 sacas por alqueire, em 55 alqueires cultivados neste ano.

Força que vem do campo – Para o cooperado, esta é uma safra para se comemorar e recuperar o fôlego do agricultor. “Mas os nossos resultados não são frutos do acaso. Contamos com uma alavanca que nos impulsiona em todos os períodos do ano, que é a Coamo”, enfatiza. Desde que chegou à região, a cooperativa ofereceu estrutura para os cooperados produzirem mais e melhor. “Ficou bem mais fácil porque não temos mais que nos preocupar com a segurança da nossa produção. Melhorou, muito, no sentido logístico e também na assistência técnica. Uma força que favorece não só eu, mas a toda a nossa região”, salienta.

Marcondes avalia que a parceria com a Coamo é fundamental para o homem do campo, “porque, hoje, sozinho, ninguém faz nada. Sem o amparo da cooperativa a situação dos produtores não seria a mesma que encontramos agora. Por isso, penso que essa parceria tem que continuar porque em time que está ganhando não se mexe”.

Verão produtivo para Ademar Caramuru, em Faxinal

Nos 65 alqueires de plantio de verão do cooperado Ademar Caramuru Saldanha, de Faxinal (Norte do Paraná), 45 foram cultivados com a soja e o restante com milho. Bem planejada, a propriedade tem 120 alqueires de área total, sendo 40 de reserva e 35 de pastagem.

Em alguns talhões da área de lavoura o produtor teve picos de produção de até 151 sacas de soja, muito embora, a média geral tenha sido fechada em 128 sacas por alqueire. “Infelizmente tive alguns problemas em um dos talhões, o que derrubou minha média, mas no geral a produtividade foi muito boa, não posso reclamar”, explica Saldanha.

No caso do milho, o cooperado obteve uma das suas mais altas produtividades. Nos 20 alqueires que plantou, Caramuru colheu 462 sacas de média.

Bem corrigidas, as áreas que são cultivadas com lavouras na propriedade de Ademar Caramuru respondem bem ao investimento e ao pacote tecnológico adotado por ele, orientado pela assistência técnica da Coamo. Ele elogia o atendimento recebido na cooperativa e garante que todo o seu sucesso está diretamente relacionado à parceria. “Tenho sido muito bem assistido e estou contente com os resultados que venho alcançando. Minha produção tem sido crescente e certa-mente a Coamo tem me ajudado muito. É uma cooperativa que se dedica bastante e proporciona uma ótima assistência técnica, participando no resultado dos seus cooperados”, agradece Ademar Caramuru.

Bovinocultura – O produtor também é pecuarista, fazendo da bovinocultura de corte uma alternativa para complementar a renda da propriedade. O cooperado trabalha, atualmente, manejando um plantel de 100 cabeças de animais, destinados para a engorda. O gado é fruto de cruza-mento industrial, entre as raças Nelore e Charolês. São 35 destinados a pastagem no verão.

Milho acima de 500 sacas em Palmital

Investindo na adubação do sistema cooperado Hermann Weigand vem ampliando gradualmente a produtividade do cereal

No dia-a-dia do cooperado Hermann Weigand, de Palmital (Centro do Paraná), não falta planeja-mento e dedicação. As atividades mantidas na propriedade de 120 alqueires, localizada na região de Guabirobinha, são administradas com gestão empresarial. O foco do produtor está em saber quanto custa a sua produção para conhecer o resultado real de cada cultura implantada. As informações de 12 anos de trabalho na propriedade são armazenadas em um computador portátil, que está sempre ao alcance das mãos de Weigand. E além do gerenciamento, o produtor também é um exemplo em dedicação à terra, procurando tirar o máximo proveito do solo sem esgotar a sua capacidade produtiva. A receita para a sintonia com a terra ele não esconde: “invisto na adubação do sistema de produção e, por isso, todas as culturas têm condições de expressar altos níveis de produtividade”, revela.

Passado, presente e futuro – O cooperado utiliza os dados gerados a partir dos resultados do trabalho no campo para planejar os próximos passos dentro e fora da porteira. “Conhecendo o passado e o presente é possível prever o futuro”, conta, dizendo levar o gerenciamento da propriedade com muito rigor “porque eu tenho que saber quando me rende cada uma das atividades da minha propriedade. Afinal de contas, se eu não souber quanto me custa eu não sei quanto que eu ganho. E isso tem sido praxe dos últimos doze anos de anotações, tanto dos custos quanto dos resultados das lavouras”.

Recorde no milho e estabilidade na soja – Com o computador aberto em um arquivo que comporta todos os dados gerais do rendimento das suas lavouras cultivadas, Weigand aponta os resultados da última safra de verão, já encerrada pelo produtor. O destaque nesta safra ficou por conta do milho que rendeu acima da média que o cooperado vinha obtendo na propriedade. “A minha produção sempre foi estável, tanto na soja quanto no milho, mas neste ano o cereal surpreendeu ao romper a barreira dos 500 sacas por alqueire”, come-mora. Em cada um dos 28 alqueires cultivados com o milho Weigand colheu uma média de 505 sacas, um rendimento 10% maior que o registrado na safra passada. “As produtividade de milho na propriedade vinha numa crescente nos últimos anos. Fruto de vários anos de trabalho e da busca incessante de melhores resultados”, destaca o produtor.

Com relação à soja, o cooperado vem obtendo resultados estáveis nos últimos anos. Ele tem conseguido boas colheitas, sempre superando a casa dos 140 sacas por alqueire. “É um trabalho envolve a correção da acidez do solo e dos níveis de fósforo no solo, trabalhando a adubação de sistema, fornecendo ao solo parte da adubação no inverno e o restante no verão. Não tem muito segredo”, orienta Weigand.

Lições de anos bons – No planejamento adotado pelo cooperado o cultivo para os próximos cinco anos já estão projetados. “A rotação de culturas aqui na propriedade é periódica, não dependendo de preços do mercado ou do clima. Ela é adotada levando em conta as questões técnicas, sempre visando o sistema”, reforça Weigand, aproveitando para opinar sobre as lições que os agricultores devem tirar dos anos bons para a agricultura. “Já tivemos outras situações de euforia no passado e aprendemos com elas. Agora é o momento do produtor rural se capitalizar porque não sabemos o que vem pela frente. Investimentos, no meu caso, só na fertilidade do solo”, conclui.

Adubação do sistema

O agrônomo Lucas Simas de Oliveira Moreira, do Detec da Coamo em Palmital, explica que adubar o sistema de produção é olhar a propriedade rural como um todo, buscando maximizar os resultados de todas as lavouras cultivadas no sítio. “Adubar o sistema é adubar o solo, independente da cultura. Assim, o que você tiver interesse de produzir comercialmente você vai produzir bem”, explica.

O programa consiste em fazer uma parte da adubação, ou quase toda ela, no inverno, e uma complementação por ocasião do plantio de verão. “No inverno, em função de clima mais ameno, maior reciclagem de nutrientes e decomposição da matéria orgânica mais lenta, o fertilizante colocado no solo é aproveitado em parte pela cultura de inverno. O restante fica guardado no solo, para a cultura seguinte, que, certamente, responderá melhor a esse tipo de adubação”, assegura Moreira.

Lucachevicz: “colheita é o momento da nossa recompensa”

Ao encerrar a colheita da safra de verão o cooperado Carlos Lucachevicz, que possui propriedade na região do Rio Quinze, em Pitanga, no Centro do Paraná, fez questão de expressar um sentimento de dever cumprido. “Este ano tudo correu bem e o término da colheita é sempre motivo para comemoração, pois foram quase quatro meses de trabalho e dedicação. Nem sempre podemos fechar uma safra como esta. Estou muito satisfeito. É a hora da nossa recompensa”, avalia.
  O produtor conta que começou a colheita pela lavoura de milho. Depois foi para a soja e, na seqüência, novamente o milho e a soja, finalizando a colheita da oleaginosa e, logo em seguida, o milho, novamente. “Praticamente levamos as duas colheitas juntas”, revela Lucachevicz.

Safra cheia – A área cultivada pelo cooperado neste ano foi de 70 alqueires de soja e 36 de milho. O plantio foi basicamente o mesmo que vem sendo trabalhado nos últimos anos na propriedade de Lucachevicz. As produtividades médias das culturas, segundo ele, foram fechadas em 450 sacas por alqueire de milho e 145 sacas por alqueire de soja. “São ótimas médias de produção, se compararmos com os resultados do ano passado. Neste ano as produtividades estão maiores”, comemora.

Na opinião de Lucachevicz, safra cheia e preço bom são motivos para os produtores ficarem com um grande sorriso no rosto. “Ainda mais quanto podemos contar com a parceria com a Coamo, que auxilia o nosso trabalho aqui no campo. Isso nos favorece, na lavoura, já que precisamos de apoio para chegar lá na frente com resultados expressivos”, afirma.

Participação – Para o agrônomo Leandro Martins, do Detec da Coamo em Pitanga, “não basta o clima correr bem; o produtor também tem que fazer a parte dele”. Segundo Martins, o ideal é sempre procurar melhorar os próprios resultados e estar atento ao que há de mais vantajoso no mercado. “Cooperado que participa dos eventos da Coamo sai na frente quando se trata de conhecer as novidades e, assim, ganha mais com a aplicação das novas tecnologias em suas atividades”, destaca.