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Coamo Agroindustrial Cooperativa | Edição 393 | Abril de 2010 | Campo Mourão - Paraná

40 Anos

Appelt: “A Coamo é a Coamo. E isso é tudo!”

Parte da história do associado Ermindo Appelt, de Mamborê, que foi o 8º a assinar a ata de constituição da Coamo em 28 de novembro de 1970

A história do gaúcho Ermindo Appelt, fundador da Coamo com o número 8, teve início na região com sua chegada em Mamborê no ano de 1953, acompanhado do seu pai, irmãos e cunhado. “Vim de Passo Fundo, aqui era tudo feio, tinha muito mato, taquara e samambaia. Tudo era cortado na foice”, conta.

O trabalho na lavoura era braçal e as destocas começaram em 1956 quando ele trouxe um trator do Rio do Grande do Sul, que afirma ter sido o único na época na região. “Começamos a lavrar a terra para plantar arroz e tínhamos cinco famílias trabalhando. Mas não deu muito certo e eles voltaram para o Rio Grande”.

Um ano depois da sua chegada em Mamborê, Appelt montou um moinho de milho – Nesse ano já era casado e pai de três filhos. Ele conta que tudo era muito difícil e não imaginava que anos mais tarde essa realidade fosse ser alterada com a chegada de tecnologias. “Se não fosse a tecnologia a gente tinha até hoje só taquara e samambaia, veio o calcário, a assistência técnica e as nossas terras começaram a produzir e muito bem”.

ORGULHO – Aos 85 anos de idade, a identificação de Ermindo Appelt com a Coamo começou quando ele foi chamado para ir a Campo Mourão participar de uma reunião que tinha o objetivo de fundar uma cooperativa. “Conheci o doutor Aroldo antes mesmo da fundação da Coamo, quando ele prestava assistência como agrônomo da Acarpa ao associado fundador que pedia orientação para saber como plantar soja. Plantei soja, mas fiquei uma sema-na fora e quando cheguei a soja estava bem alta e os ‘bichinhos’ já tinham comido as folhas, coisa que eu não sabia. Era muito mato e não tinha nada para limpar a lavoura”.

Orgulhoso por ser um dos fundadores da Coamo, Ermindo Appelt diz que isso significa muito pois ele viu a Coamo ser construída e crescer, sendo bem administrada ao longo desses 40 anos. “A gente nunca pensava e nem esperava que a Coamo seria o que é hoje, tenho um sentimento de muita alegria e orgulho em ver que tudo foi bem feito. Antes eu tinha que levar a produção a Campo Mourão e ficava 2, 3 dias na fila. Hoje o entreposto da Coamo em Mamborê está à 5 km da minha propriedade, e tudo é muito rápido e fácil pois a Coamo está na porta da minha lavoura”.

A mensagem de Ermindo Appelt aos mais novos produtores é de confiança e muito trabalho. “Trabalhem certinho com a sua cooperativa, porque a Coamo é a Coamo, a gente se sente em casa com muita segurança, confiança e alegria. E quando a gente precisa a co-operativa está ao nosso lado e nos atende. E isso é tudo!”.

Ocepar apresenta reivindicações ao novo ministro da Agricultura

Durante audiência realizada no dia 28 de abril, com o ministro da Agricultura, Wagner Rossi, em Brasília, o presidente do Sistema Ocepar, João Paulo Koslovski en-tregou reivindicações das cooperativas paranaenses. O encontro foi acompanhado pelo deputado federal, Moacir Micheletto (PMDB/PR), pelo presidente da Coamo, José Aroldo Galassini, pelo coordenador da Câmara Setorial das Culturas de Inverno e presidente da Fecoagro/RS, Rui Polidoro, pelo Secretário de Política Agrícola do Mapa, Edilson Guimarães, José Maria dos Anjos, diretor do Deagro/SPA e pelo superintendente do Mapa no Paraná, Daniel Gonçalves Filho.

PLEITOS – Na avaliação de Koslovski, o ministro foi bastante receptivo as reivindicações, como a que diz respeito a realização de leilão PEP (Prêmio de Escoamento do Produto) para a cultura de milho. Já em relação ao trigo, o ministro disse que a realização de leilão PEP seria feita numa próxima Portaria junta-mente com a cultura do algodão.

PLANO SAFRA – Wagner Rossi também afirmou que em maio, durante o anúncio do Plano Safra 2010/2011, o ministério atenderá outro pedido que consta no documento e que já havia sido entregue ao ministro anterior, Reinhold Stephanes: criação do programa de recuperação de áreas degradadas no Arenito Caiuá, que abrange 106 municípios paranaenses numa área de 3,2 milhões de hectares de pastagens, lavouras, florestas e solos arenosos. Um antigo pleito das cooperativas da região Noroeste do Paraná.

DOCUMENTO – No documento entregue ao ministro estão os seguintes pontos: política para comercialização para o trigo; política para comercialização para o milho; proposta para política de câmbio; resgate da capacidade produtiva dos agricultores; contratos e certificação de armazéns; programa de recuperação de áreas degradadas; proposta do Prodecoop para o varejo; necessidade de alterações no Procap-Agro e Proagro, ajustes no manual de crédito rural.