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Coamo Agroindustrial Cooperativa | Edição 393 | Abril de 2010 | Campo Mourão - Paraná

Safra

O resultado da união dos Paglia

Pai e filhos comemoram a colheita e reafirmam importância da parceria com a Coamo na construção da produção estável no campo

Na última etapa do acompanhamento de colheita na área de atuação da cooperativa, a reportagem do Jornal Coamo esteve nas regiões Sul, Centro-Sul e Centro do Paraná e Oeste de Santa Catarina. Nessas regiões, mais altas e frias, a colheita chega um pouco mais tarde, em relação às demais onde a cooperativa está instalada. Durante o “giro de colheita”, a reportagem do Jornal Coamo esteve em Abelardo Luz, Palmas, Cantagalo e Pitanga, onde visitou propriedades rurais e conversou com cooperados sobre os resultados alcançados no campo. E a exemplo das demais regiões da área de ação da cooperativa, constatou que os cooperados também comemoravam bastante os rendimentos das lavouras, diante do bom andamento do clima e dos investimentos tecnológicos proporcionados pelos agricultores, tanto na soja quanto no milho.

ABELARDO LUZ – O associado Dilso Paglia, de Abelardo Luz, no Oeste de Santa Catarina, é um dos que comemoram os bons resultados da safra desse ano. A lavoura do produtor está localizada na região de Araçá. Na parceria com os filhos Fernando e Rafael, também cooperados, o produtor manteve o trabalho de colheita em ritmo acelerado. No total, os Paglia cultivaram 206 alqueires de área, divididos em soja e milho. “Na soja mais precoce colhemos em torno de 157 sacas por alqueire e nas cultivares mais tardias a produtividade caiu um pouco, em função do clima. No entanto, fechamos a colheita de soja com uma produtividade média de 150 sacas por alqueire, o que, para nós, é uma excelente média”, destacam os cooperados. Com o milho não foi diferente. Os Paglia colheram uma produtividade média de 435 sacas por alqueire.

Médias crescem, nesta safra, na região de Abelardo Luz

A produtividade média alcançada pelos cooperados assistidos pelo entreposto local da Coamo é de 145 sacas por alqueire. “Em alguns talhões mais precoces os produtores fecharam a colheita com médias que beiraram 190 sacas por alqueire”, revela o agrônomo Almir Scheadler, do Detec da Coamo em Abelardo Luz. Com o milho a produtividade média deve fechar em 435 sacas por alqueire. Ele afirma que os fatores que contribuíram para os bons resultados alcançados pelos agricultores na região são a boa adoção da tecnologia, o apoio técnico da cooperativa e o comportamento do clima. “Essa, seguramente, é uma das melhores safras já colhidas aqui na nossa região, historicamente. A produtividade média dos produtores rurais deve fechar com um crescimento de 20%, na comparação com a safra passada”, comemora.

Lavoura de Bueno com 30% a mais

Clima favorece, também, o rendimento do trabalho durante a colheita de verão na região de Palmas e cooperado comemora

Em Palmas, no Sul do Paraná, o associado Luiz Carlos Bueno de Araújo não perdeu tempo para re-colher a sua lavoura de soja. Apesar do friozinho típico da re-gião, a constância do sol durante os dias contribuiu para um bom rendimento do trabalho. Quando visitado pela reportagem do Jornal Coamo, o produtor já estava fina-lizando a colheita na última terça parte das suas lavouras de soja e de milho.

SATISFAÇÃO – Bueno cultivou nessa safra 124 alqueires de área, sendo 30% de milho e o restante com a soja. Ele investiu nas culturas e contou com apoio técnico da Coamo. E comemora um resultado 30% maior, na comparação com a safra passada. “O clima ajudou. No entanto, tenho consciência de ter feito uma boa lição de casa, buscando, realmente, esses resultados”, enfatiza. Ele só lamenta o fato do mercado não acompanhar os bons números do campo. “Seria perfeito se os preços estivessem melhores. Mas, mesmo assim, estou satisfeito com o encerramento de mais esse ciclo produtivo”, salienta.

NÚMEROS – Na propriedade do associado a produtividade média da soja, nessa safra, foi fechada em 135 sacas por alqueire de soja, enquanto que o milho, também já finalizada a colheita, fechou com 415 sacas por alqueire. “Esta é a média que a região deve encerrar a safra, o que, para nós, está excelente e configura o sucesso também por aqui, a exemplo das demais regiões da Coamo”, comenta o agrônomo Leandro Amadori, do Detec da Coamo em Palmas.

Satisfação dobrada em Cantagalo

Os irmãos André e Antonio Dambrowski, cooperados da Coamo em Cantagalo, no Centro-Sul paranaense, não escondem a satisfação com a colheita deste verão. A maior parte dos 58 alqueires cultivados por eles está localizada na região de Lagoa Bonita, no município de Virmond. A soja ocupou 60% da área da propriedade, sendo que o restante foi destinada ao milho. “Fazemos questão de rotacionar o plantio de verão. Tanto o milho quanto a soja respondem melhor quando cultivados na resteva um do outro”, afirmam.

Os resultados de colheita agradaram os produtores. No entanto, eles reclamaram que poderia ter sido melhor não fosse os 15% da área danificados pelo excesso de chuvas e o comportamento do mercado. “A nossa média final, na soja, é de 150 sacas por alqueire, mas tivemos picos de 180. É um ano positivo e nós, com certeza, também vamos comemorar”, esclarecem.

No milho os Dambrowski encerraram a colheita com uma produtividade média de 420 sacas por alqueire.

COAMO INCORPORA TECNO-LOGIA – Quando a Coamo chegou à região, em 2003, as condições de produção dos agricultores cantagalenses eram bem diferentes. “As médias não passaram de 110 sacas de soja e de 300 sacas de milho por alqueire”, re-vela o agrônomo Sandro Klein, responsável técnico pelo entreposto da Coamo em Cantagalo. O agrônomo acredita que a cooperativa mudou a realidade regional por meio do incremento tecnológico e apoio em todos os momentos da produção. “Ainda estamos perseguindo os nossos objetivos, visando proporcionar condições cada vez melhores para que os cooperados ampliem os resultados de seus negócios e, consequentemente, tenham maior qualidade de vida”, completa o Marlon Costa, gerente do entreposto de Cantagalo.

As produtividades médias das duas principais culturas do município, nessa safra, são de 130 sacas de soja e 380 sacas de milho por alqueire. “Em relação ao ano passado tivemos um acréscimo na produtividade média da soja de 15% e de 26% no milho”, conclui Klein

Colheita com informação

Em Santa Maria do Oeste, na região de Pitanga, o associado Anselmo Stuepp não abre mão da boa informação para a construção dos resultados no campo

Na propriedade do associado Anselmo Stuepp, localizada entre as comunidades Lagoa e Barreiro, em Santa Maria do Oeste, na região de Pitanga, no Centro do Paraná, informação é o que não falta. O produtor faz questão de se manter o mais atualizado possível, afim de consolidar a estabilidade das atividades do sítio. Enquanto se preparava para recolher os últimos talhões de soja cultivados no sítio, Stuepp aproveitou a presença da reportagem do Jornal Coamo para demonstrar parte do que faz, diariamente, para se manter informado.

“Monitoro o clima e leio, muito”, resume Stuepp, enquanto aponta para três termohigrometros (aparelhos usados para medir a temperatura ambiente e a umidade relativa do ar) diferentes, fixados na parede da varanda, e folheia parte do acervo de publicações de diversas cooperativas. “Tenho todas as informações do Jornal Coamo”, conta, orgulhoso, mostrando que uma espécie de ficha, anotada à mão num pequeno pedaço de papel, onde seleciona as reportagens com as informações que mais interessam a ele. “Leio os textos e faço marcações neles. Assim, quando precisar voltar ao assunto já vou direto na informação que mais me interessa”, salienta.

O que verifica no campo, Stuepp relaciona com as informações técnicas, principalmente através do contato com agrônomo que assiste sua propriedade. “É fundamental manter essa ‘sintonia fina’ com a assistência técnica, sobretudo para a consolidação dos nossos resultados dentro da porteira”, destaca.

FALTA DE LUMINOSIDADE – Nesta safra, o resultado de colheita do produtor foi considerado bom. “Percebi que houve falta de luminosidade na região, o que propiciou um ataque maior de doenças na soja e, consequentemente, dificultou o controle delas. Assim, os grãos tiveram o peso comprometido. No entanto, essa é uma característica do micro clima regional. Temos que conviver com isso”, lamenta. Contudo, Stuepp comemora os números da colheita: a soja fechou com uma produtividade média de 118 sacas por alqueire, numa área de 30 alqueires, e o milho 330, em 12 alqueires.

Há mais de 11 anos na região, “seo” Anselmo vem aprendendo com o micro clima regional, propício para o milho e menos eficiente para a soja. “Vale a pena ressaltar que ano após ano a média de produtividade é uma constante aqui no sítio”, admite o agrônomo Fabrício Klen Marcondes, do Detec da Coamo em Pitanga, que atende a região. O fato do produtor buscar sempre a reciclagem de informações é encarado por Klen como fundamental. “É na interação entre o técnico e o produtor que se identificam e resolvem as questões que podem contribuir para o incremento da produtividade e renda na propriedade”, completa o agrônomo.

ERRAR MENOS – O objetivo de Stuepp, estando atualizado, é errar menos na condução das atividades do sítio. Com isso, o produtor também busca novas alternativas para ampliar os resultados dentro da propriedade. “Quero chegar, por exemplo, a uma produtividade média de 400 sacas de milho por alqueire. E para que isso aconteça, estou disposto a investir ainda mais na estrutura do solo, equilibrando a química e a física. Assim, ganho na somatória de fatores capazes de garantir a nossa sobrevivência no futuro”, conclui o associado.

Boas médias também para Storti

O associado Valmor Paulo Storti, que cultiva 50 alqueires de área na região de Arroio Grande, em Pitanga, também fechou a safra deste ano satisfeito. É que ele vem mantendo uma estabilidade em seus números de produção. Nesta safra, as suas lavouras de milho e soja alcançaram produtividades dentro da média do município. Foram 135 sacas de soja por alqueire e 420 de milho. “Sempre buscamos o máximo do potencial dos materiais. Essa é a nossa forma de trabalho, orientada pelos agrônomos da Coamo”, afirma Storti.

10% A MAIS – Na avaliação do agrônomo Giulianno Rampazzo, responsável técnico pelo entreposto da Coamo em Pitanga, as produtividades foram positivas nesta safra. “No caso da soja, os materiais mais precoces ultrapassaram a casa dos 140 sacas por alqueire. Já os mais tardios sofreram um pouco mais com doenças e com clima. E com o milho, a produtividade média, desde o início, foi muito boa. Com relação ao ano passado, a produtividade média das duas culturas crescerá em torno de 10%”, compara.