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Coamo Agroindustrial Cooperativa | Edição 403 | Abril de 2011 | Campo Mourão - Paraná

Colheita

Um verão para gravar na memória

Diante de um mercado aquecido, lavouras de soja e milho produzem mais, na média, em comparação com o resultado da safra de 2010

Com a colheita de verão praticamente encerrada, é hora de avaliar os resultados de uma safra marcada inicialmente por desconfiança, mas que se confirmou com boas produtividades, e o melhor: bons preços. O anúncio da influência do fenômeno La Niña sobre o clima brasileiro neste verão deixou os produtores temerosos e ao mesmo tempo em alerta quanto a possíveis adversidades, o que, para alegria de todos, não aconteceu. Pelo contrário, choveu muito bem durante todo o período vegetativo das lavouras, e em algumas regiões até mais do que o necessário.

Na análise do supervisor de assistência técnica da Coamo, Marcelo Sumiya, os resultados não poderiam ser melhores, uma vez que tanto o milho quanto a soja, que tiveram resultado positivo. "Na média geral, as duas culturas produziram mais que a safra passada, que já havido sido muito boa", comemora o técnico.

O resultado da soja, por exemplo, que já está com 98% da área colhida na região da Coamo, é 1,7% superior ao da safra de 2010, que teve uma média geral de 129 sacas por alqueire, contra 131 deste ano. Já o milho, que teve o trabalho de colheita retardado em função da necessidade de conclusão do recolhimento da soja, está com 85% do trabalho de corte concluído. O cereal também teve um bom rendimento, com média de 356 sacas por alqueire. Resultado de 1,1% maior, na comparação com a safra passada, que foi de 351 sacos por alqueire, entre todos os cooperados da Coamo.

Sumiya, explica que temendo a estiagem tão anunciada pelos institutos climatológicos, o produtor se preparou melhor, fazendo um bom trabalho de implantação das lavouras, além de melhorar o tratamento de sementes e a qualidade do controle de pragas e doenças. Fatores que aliados ao bom clima favoreceram o desenvolvimento das culturas que, bem tratadas, responderam positivamente.

De diferente, segundo o supervisor, foi o fato de a soja ser colhida antes que o milho neste ano. Ele esclarece que tal fato ocorreu por conta da precocidade das cultivares de soja utilizada nesta safra, que determinou um período menor de vegetação e a antecipação da colheita da oleaginosa.

Quanto ao atraso no início o trabalho de recolhimento dos grãos, provocado pelas chuvas, o agrônomo afirmou que quando o clima voltou a ficar propício para o corte das lavouras, rapidamente os produtores conseguiram recuperar o tempo perdido. "Hoje temos uma evolução muito grande na qualidade dos equipamentos. Tanto as plantadeiras como as colhedeiras são muito modernas, o que agiliza muito o trabalho de plantio e colheita. Então, quando o tempo ajuda, essas operações são feitas em muito pouco tempo, e foi o que aconteceu", explica.

LINHA DE FRENTE – Os produtores do Sudoeste do Paraná e extremo-Oeste catarinense foram os campeões de produtividade entre os cooperados da Coamo nesta safra. Conforme o supervisor, o fato de no verão o milho ter presença certa nas áreas destas regiões, acabou contribuindo com o sistema de produção e, como clima também ajudou, o sucesso foi inevitável. "Eles não deixam de fazer rotação de culturas e todo ano cultivam, além de soja, também o milho. Nessas duas regiões é justamente onde temos a nossa maior área do cereal no verão. Além disso, assim como nas demais regiões da Coamo, neste ano eles fizeram um excelente controle da ferrugem, entre outros cuidados, que ajudou muito na obtenção dessa produtividade", argumenta Sumiya, sem deixar de lembrar que o planejamento adotado pelo cooperado Coamo, junto com a assistência técnica, tem sido determinante na conquista dos resultados.

"Esperamos que para o próximo ano esse incremento seja ainda melhor, pois a tecnologia recomendada se validou com os resultados que obtivemos nesta safra. Para essas produtividades se manterem é questão de ajustar a tecnologia e o manejo utilizado e certamente vamos ter novamente boas produtividades caso o clima também ajude. Temos que comemorar e se planejar, já que está comprovado que o planejamento trás o sucesso e diminui os riscos para o nosso cooperado", finaliza o agrônomo da Coamo.