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Coamo Agroindustrial Cooperativa | Edição 413 | Abril de 2012 | Campo Mourão - Paraná

Segunda safra

No Oeste do PR, sorriso com a safrinha

Com a quebra na produção da safra de verão, milho safrinha passa a ser a principal fonte de renda na agricultura da região

O milho safrinha ocupa um papel de destaque na região Oeste do Paraná. Cooperados começam a planejar a cultura ainda no momento da implantação da safra de verão, o que possibilita diminuir os riscos e desenvolver a lavoura sem perder o foco na atividade principal, que é a soja. E depois de um verão marcado pela estiagem e frustração na produção, a aposta agora é com a segunda safra.

Com esperança renovada, Edson Eloi Posselt, de Nova Santa Rosa, não poupou o uso de tecnologia e a expectativa é das melhores possíveis. Ele plantou 18 alqueires com o cereal, e a lavoura está em pleno desenvolvimento vegetativo. As perdas com a safra de verão não tiraram o ânimo do produtor que mora com a família em um sítio com o nome bastante sugestivo: “Sítio Sorriso”. “Nós, produtores rurais, temos que conviver com o clima. Neste ano deu seca e esperamos que o próximo seja melhor. O importante é fazer uma boa gestão e manter as contas equilibradas”, destaca.

Posselt observa que neste ano antecipou o plantio da segunda safra em função de ter colhido a soja mais cedo. "O milho foi plantado em uma época boa para desenvolver todo o seu potencial produtivo. Milho safrinha é o que a gente diz, mas na verdade o investimento é para uma grande safra", observa.

O cooperado comenta que o planejamento começa quando senta com o agrônomo e define o que precisa ser feito para uma boa safra. "No ano passado colhemos bem e obtivemos uma boa renda com a cultura. Neste ano, a safra principal foi prejudicada pela estiagem e o milho está prometendo ser muito bom. Vamos esperar e torcer para que as expectativas se confirmem", salienta.

Posselt colheu uma média de 53 sacas de soja por alqueire. De acordo com ele, o cultivo da safra de verão foi com alta tecnologia, mas as plantas sofreram bastante com a falta de água. "Se não tivesse investido na lavoura, a produtividade teria sido ainda pior. Vemos que quando o solo está bem corrigido, as plantas respondem melhor. Porém, a água é indispensável para o desenvolvimento delas."

O encarregado do Detec de Nova Santa Rosa, Thiago Dias Gonçalves, diz que com a quebra na produção da safra de verão o milho safrinha passa a ser a principal fonte de renda na agricultura. Segundo ele, apostando nisso, os cooperados implantaram a cultura com alta tecnologia. "O plantio ocorreu mais cedo e estamos acreditando que será uma boa safra", frisa. Gonçalves destaca ainda que os cooperados estão aperfeiçoando o cultivo da segunda safra de milho por meio de novas tecnologias de plantio e boa condução das lavouras buscando sempre melhorar a produtividade e a renda da família.

Otimismo no campo do Bella Ver

Com a lavoura em pleno desenvolvimento, o cooperado Valdecir José Bella Ver, de Toledo, está confiante de que terá uma produção. São 20 alqueires cultivados com o milho safrinha, e as plantas receberam todo o investimento possível para alcançar o máximo potencial produtivo. O plantio foi efetuado em meados de janeiro e a previsão é de que até o final de junho comece a colheita. "A safrinha está sendo uma safra quase que normal. Estamos investindo em tecnologia a sempre buscando novas informações para plantar e colher cada vez melhor."

Ele destaca que até pouco tempo se falava em colher 150 sacas por alqueires de milho safrinha, mas que atualmente a produtividade tem alcançado até 300 sacas. "Se colhermos uma média de 250 sacas, já é muito bom devido a falta de alternativa que estamos tendo para o inverno", observa o cooperado que na safra de verão colheu uma média de 100 sacas a menos de soja em virtude da estiagem. "Estávamos acostumados a colher de 150 até 180 [sacas por alqueire] e neste ano vimos a produtividade despencar. A safrinha é para tentar recuperar um pouco dos prejuízos", assinala Bella Ver.

O agrônomo do Detec de Toledo, Lucas Esperandino, observa que a safrinha tem sido a principal safra no inverno. De acordo com ele, os cooperados têm investido bastante, principalmente nesse ano em que a soja foi colhida mais cedo. "Isso influenciou para um maior investimento. Os cooperados estão usando as práticas agronômicas recomendadas o que tem possibilitado chegar ao máximo da produtividade", assinala.