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Coamo Agroindustrial Cooperativa | Edição 424 | Abril de 2013 | Campo Mourão - Paraná

Colheita de Verão

Produtividade acima da média no Centro-Sul

Em Pinhão, cooperado Ciro Davi Delle, supera médias de milho e de soja da safra anterior

Em Pinhão (Centro-Sul do Paraná) o cooperado Ciro Davi Brolini Delle, está finalizando a colheita das áreas de milho e garante que o rendimento superou as expectativas. Além de produtividade, a qualidade também está dentro do esperado, segundo Delle, que cultivou neste verão 76 alqueires de milho e 138 de soja.

ROTAÇÃO – O milho sempre fez parte do esquema de produção do cooperado, que anualmente, no verão, cobre a área com pelo menos 30% do cereal. “É um sistema que tem dado resultado tanto na produtividade, quanto na sanidade. É bom para o solo também”, afirma Delle, afirmando que não pensa só no lado econômico, mas também no sistema de produção como um todo. “O lado econômico é muito importante, mas precisamos avaliar o sistema. Por isso, sempre implantamos a rotação de culturas.”

RESULTADOS – Com a soja, Ciro Delle fechou com uma média de 160 sacas por alqueire. Já com o milho o resultado chega a 450 sacas por alqueire, para alegria do cooperado. “O clima ajudou bastante neste ano, mas também fizemos a nossa parte utilizando boa tecnologia e caprichando no manejo das lavouras”, argumenta o produtor, que participou da quarta turma do Curso de Jovens Líderes Cooperativistas, promovido em 2000 pela Coamo.

Ele garante que o conhecimento que adquiriu diariamente ao lado da cooperativa faz toda diferença para o sucesso. “Com certeza, toda tecnologia que está sendo implantada em nossas lavouras tem influenciado muito no aumento da produção, tanto de soja como de milho”, comenta.

Conforme o cooperado, participar dos eventos promovidos pela Coamo, buscar informações e estar sempre antenado com as questões ligadas à atividade, sobretudo às condições de mercado e o surgimento de novas tecnologias é o melhor caminho para se manter firme e garantir sucesso no meio rural. “Hoje com terras altamente valorizadas é difícil expandir áreas, então temos que tentar verticalizar a nossa produção dentro das áreas que já temos e isso só ocorre com a utilização adequada de tecnologia e o apoio de uma cooperativa forte e séria como é a Coamo”, afirma Ciro Delle.

O agrônomo Leandro Mansano Martines, encarregado do Detec da Coamo em Pinhão, enxerga o trabalho desenvolvido pelo cooperado Ciro Delle, como referência de tecnologia para toda região. “Ele está sempre em busca de conhecimento e excelência em produtividade. Assim como muitos cooperados seguem essa mesma linha de trabalho”, diz.

Em Guarapuava rendimento menor, mas vantajoso

Mofo branco impôs limites à produtividade da soja na lavoura do cooperado Deodoro Araújo Marcondes

Aproveitar o tempo firme durante a colheita de verão foi uma das estratégias adotadas na fazenda Capão Grande, de propriedade do cooperado Deodoro Araújo Marcondes, de Guarapuava (Centro do Paraná). O clima chuvoso no período de colheita trouxe preocupação para ele e a maioria dos produtores paranaenses neste ano. Contudo, Deodoro, que cultivou 580 alqueires entre soja e milho, conseguiu driblar as condições climáticas adversas e recolher do campo todo o investimento lançado neste ano agrícola. Conforme ele, os resultados não surpreenderam positivamente por conta de problemas pontuais, principalmente a infestação do mofo branco, uma doença bastante comum na região. Ainda assim, Deodoro Marcondes diz que não pode reclamar. “Ficamos um pouco decepcionados com os resultados da soja em razão do mofo branco, que nos levou uma parte da produção. Por isso, acabamos perdendo em torno de 10 a 15%, mas mesmo assim teremos um bom resultado”, garante Deodoro, que em algumas áreas chegou a alcançar uma média de 169 sacas de soja por alqueire. Em contra partida, o cooperado revela que onde a incidência da doença foi maior, a média não ultrapassou os 111 sacas. “Não fizemos as contas ainda, mas a média geral deve fechar em 145 sacas por alqueire, o que ainda não é ruim”, ameniza.

Marcondes observa que além de chover no período de colheita, durante a floração da oleaginosa a umidade foi acentuada, favorecendo a entrada da doença. “E ainda fomos obrigados a colher com alta umidade para não correr o risco de perder mais”, conta Deodoro, reafirmando que a safra não foi das melhores, mas não dá para se queixar. “Digamos que não podemos reclamar, uma vez que mesmo com todos esses problemas teremos um resultado satisfatório. A esperança do agricultor é que a próxima safra sempre seja melhor”, diz o produtor que se prepara para implantar as lavouras de inverno.

MOFO BRANCO - O agrônomo Wilson Aparecido Juliani, encarregado do Detec da Coamo em Guarapuava, explica que a Sclerotinia, mais conhecida como mofo branco da haste, é uma doença bastante recorrente na região e ataca principalmente as plantações de soja. É uma doença fúngica causada por um fungo que vive no solo e não tem alternativa de controle eficiente, cujo desenvolvimento se dá no clima úmido e abafado, e que pode causar perdas de mais de 30% na soja. “Neste ano a doença ocorreu de forma generalizada e levou uma pequena parte da produtividade. Mas, de uma forma geral vamos ter médias superiores a 135 sacas por alqueire, o que ainda é uma boa produtividade”, garante.

Soja na média e milho surpreende

Considerada difícil do ponto de vista de manejo, por conta de irregularidades climáticas, a safra de verão 2012/2013, segundo o gerente de assistência técnica da Coamo Marcelo Sumiya, foi influenciada por altas temperaturas a partir do início de novembro. Fenômeno que, de acordo com ele, afeta a parte fisiológica tanto da cultura de milho quanto da soja. No final de janeiro, lembra Marcelo, vieram as chuvas em grande incidência, dificultando o manejo das lavouras, atrapalhando principalmente o controle de pragas e doenças.

“Mesmo com todas as dificuldades, as produtividades foram satisfatórias”, adianta o gerente técnico da Coamo, informando que os números ficaram um pouco abaixo do que individualmente o produtor esperava colher, mas no tocante à médias históricas os resultados foram bons.

A média final não foi fechada, uma vez que a safra ainda está sendo encerrada em algumas regiões mais ao Sul da área de ação da cooperativa. Contudo, Sumiya, revela que na soja o resultado deve ser próximo das 130 sacas por alqueire. “Tivemos picos de altas produtividades, com muitos produtores fechando a média individual em mais de 165 sacas por alqueire.”

Com o milho o resultado é ainda mais animador. Na maioria dos casos o cereal teve um comportamento bem melhor, principalmente em razão do uso de tecnologia nas lavouras. Na média geral, que também não foi fechada, o resultado deve ficar próximo das 370 sacas por alqueire. “Em muitos casos tivemos médias próxima a 500 sacas. Os produtores estão mais conscientes, investindo mais em tecnologia e, sobretudo, melhorando o manejo por meio de rotação de culturas. Isso tem sido fundamental”, garante Marcelo.