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Coamo Agroindustrial Cooperativa | Edição 423 | Março de 2013 | Campo Mourão - Paraná

25º Encontro na Fazenda Experimental

25 anos de difusão de tecnologias ao homem do campo

Evento deste ano movimentou mais de três mil cooperados do Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul

Com o tema “Tecnologias Adequadas: sustentabilidade”, a 25ª edição do Encontro de Cooperados da Fazenda Experimental da Coamo teve início no dia 31 de janeiro e seguiu até 07 de fevereiro. O evento deste ano movimentou mais de três mil cooperados da área de ação da Coamo nos estados do Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul. Além dos cooperados, o evento também reuniu técnicos da cooperativa e de institutos de pesquisas e de empresas parceiras da Coamo, com o objetivo de avançar na utilização de novas tecnologias por parte dos cooperados.

De acordo com o chefe da Fazenda Experimental e coordenador do evento, Joaquim Mariano Costa, todo esse trabalho permite que o cooperado da Coamo saia na frente, pois além de contar com informações atuais têm à disposição uma equipe capacitada para transmitir o conteúdo.

EVOLUÇÃO – Para o superintendente Técnico da Coamo, José Varago, durante esses 25 anos de Encontro na Fazendas Experimental, os cooperados evoluíram e dobraram suas produtividades em decorrência do constante acesso as novas tecnologias. “Esses encontros são uma oportunidade indispensável que os cooperados têm para estar em contato com os melhores pesquisadores do Brasil para as principais culturais que são o milho e a soja, além de ser também uma oportunidade para o pesquisador saber quais as necessidades e dificuldades do produtor e desenvolver novas pesquisas com base nessa demanda, ou seja, é uma troca, onde todos ganham”, afirma.

VISITANTES – A cada dia cerca de 500 cooperados visitaram as dez estações especialmente escolhidas e preparadas para apresentação das novidades e dos resultados com os produtores. “É um dia de trabalho, uma oportunidade única para produtores usuários das tecnologias trocarem ideias e experiências diretamente com os pesquisadores, criadores das tecnologias”, aponta o engenheiro agrônomo José Aroldo Gallassini, presidente da Coamo, que destaca o empenho da cooperativa em levar aos associados as novidades tecnológicas, trabalhando sempre lado a lado com ele. “Aqui o cooperado tem em primeira mão uma verdadeira aula com pesquisadores. Essa é uma preocupação da cooperativa em manter seu quadro social bem atualizado e com satisfação encerramos mais um ano de sucesso”, comemora Gallassini.

Estações apresentadas no 25º Encontro de Cooperados na Fazenda Experimental da Coamo

De olho na longevidade do Bt

Foi destacada a utilização de refúgio, principal ferramenta em favor da sustentabilidade da tecnologia no campo

Manter a longevidade da tecnologia Bt vem sendo uma das grandes preocupações da pesquisa agrícola brasileira que precisa, sobretudo, da contribuição do produtor neste sentido. O assunto foi um dos temas do Encontro e abordou o manejo de pragas nas culturas do milho e da soja. Técnicos da Coamo e pesquisadores convidados para o evento destacam a importância da utilização de refúgio, considerando que este manejo é a principal ferramenta em favor da sustentabilidade da tecnologia no campo.

O agrônomo da Coamo Luiz Carlos de Castro, responsável pela estação, lembra que a tecnologia Bt aprovada pela CTNbio em 2007, e distribuída para o produtor em 2008, na época, foi um divisor de águas. “Se antes fazíamos de duas a três e, às vezes até cinco ou seis aplicações, para lagarta do cartucho, o Bt acabou com isso. Contudo, nos esquecemos de manejar corretamente essa tecnologia e estamos tendo problemas no campo”, alerta Castro, destacando o refúgio como o grande aliado da tecnologia. “Isolado o Bt não suporta a pressão dessas pragas. O produtor precisa fazer refúgio. Tecnicamente é o manejo adequado para manter a tecnologia forte e por longos anos”, observa.

Manejo, a chave para o sucesso

Na opinião do agrônomo Ivan Cruz, da Embrapa Milho e Sorgo de Sete Lagoas (MG) , é preciso tomar certos cuidados e caprichar no manejo integrado para que a tecnologia não se perca rapidamente. Ele também destaca a necessidade de gerar inimigos naturais na área de refúgio. “Essa é uma questão que deve ficar bem clara. Na área de refúgio não queremos perder a lavoura, mas não queremos também eliminar totalmente as pragas. No manejo temos de controlar 80% das lagartas e o que sobra, 20%, servirão para ocasionalmente encontrar as mariposas resistentes do milho Bt, que se cruzam e se tornam suscetíveis. Isso aumenta e muito a durabilidade da tecnologia”, conclui.

Para Ivan Cruz a chave para aumentar o lucro, diminuir os custos, contribuir com a manutenção do meio ambiente e garantir a permanência da tecnologia por mais tempo no campo é o manejo integrado e bem feito. O que, segundo ele, só é possível por meio de um monitoramento eficiente, decisões corretas e no momento certo.

AJUSTE FINO - Para o entomologista do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), Rodolfo Bianco, é preciso acreditar na tecnologia. Ele entende que o produtor não pode ficar apavorado, mas precisa conhecer mais sobre o sistema para não comprometer o desenvolvimento da tecnologia. “A praga às vezes precisa se alimentar um pouco mais da planta para se intoxicar e morrer e dá aquela impressão de dano. Mas, o milho é forte, não é uma planta que se debilita facilmente. Ela tolera um certo dano por isso temos de treinar nossos olhos e aceitar um pouco de dano na lavoura que é muitas vezes benéfico para o sistema e não significa necessariamente perda de produção.” Ele alerta que a preocupação tem de ser com os insetos resistentes. “Aí sim precisamos abrir os olhos. É onde entra a importância das áreas de refugio”, comenta.

Conforme Bianco, se o olho do dono é o que engorda o boi, no caso da lavoura não é diferente. “O monitoramento identifica antecipadamente os problemas. A aplicação deve ser feita se necessária e não porque está programada. Essa é a forma correta de agir e não desperdiçar dinheiro.”

Na análise do entomologista, o fato de o refúgio não ser de caráter obrigatório, mas sugestivo, fez com que o produtor não se preocupasse em fazê-lo. “O brasileiro é muito atento a obrigação e esquece de atender a sugestão. Como o refúgio é apenas sugestivo ele esqueceu de utilizar. O fato é que foi contemplado na Lei o respeito ao vizinho e não à tecnologia”, finaliza.

Esforço concentrado contra os nematóides

Produtor recebeu alerta sobre mais este problema capaz de causar prejuízos no campo

Manejo de nematóides em áreas de soja e milho também foi tema de estação no Encontro da Fazenda Experimental da Coamo. A ideia foi alertar o produtor sobre mais este problema capaz de causar prejuízos no campo.

Durante o evento, os produtores verificaram a importância de se atentarem quando há suspeita de nematóides na área, identificando o problema por meio de uma coleta e análise do solo. De acordo com o agrônomo Fabrício Bueno Correia, do Detec da Coamo em Campo Mourão, coordenador da estação, o objetivo foi abrir os olhos do produtor sobre como e quando suspeitar da presença de nematóides na área, e se confirmado o problema, de que forma manejar corretamente. “Os nematóides, principalmente os pratylenchus e meloidogyne [galhas], são naturais do solo e o agricultor tem que conviver com eles de forma que não se tornem problema. Se isso não acontecer é um sinal que o manejo não está correto”, esclarece. O agrônomo explica que o manejo deve ser realizado, sobretudo com rotação, para que se consiga conviver com os nematóides sem que se tornem danosos dentro do sistema de produção. A estação mostrou o que são os nematóides, explicou sobre a biologia e as opções de manejo e controle.

Rotação x variedades resistentes

De acordo com Julio Franchini, pesquisador da Embrapa Soja, a soma do manejo por meio de rotação de culturas e a utilização de variedades resistentes são os grandes aliados contra a infestação. “Temos materiais resistentes já para algumas espécies de nematóides, mas para as demais, a opção que sobra é a rotação. Outros tipos de controles não têm mostrado efetividade.” Conforme o pesquisador o fato de mudar o hospedeiro por conta da rotação é o que torna o manejo eficaz. Isso porque troca-se uma cultura por outra que não está suscetível ao nematóide, o que contribui para diminuição da infestação na lavoura.

Franchini defende a boa convivência do produtor com o problema, para que se estabeleça um controle eficiente. “Essa palavra é muito importante. É preciso conviver com o problema utilizando ferramentas importantes para o controle. Existem várias plantas que ajudam nesse processo, como milheto, brachiária, que são opções para controlar algumas espécies de nematóides e até as crotalárias, que possuem substâncias tóxicas que ajudam a reduzir o problema”, sugere.

O pesquisador classifica a rotação como imprescindível para beneficiar o sistema de produção. “O produtor muitas vezes não faz opção por rotação para aumentar o retorno econômico imediato, mas chega um momento que tem de usar essa ferramenta para continuar mantendo o sistema produtivo”, alerta Franchini.

Inimigo oculto

Andressa Machado, pesquisadora da área de Nematologia do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), ressalta que os nematóides são inimigos ocultos do produtor, porque não é possível visualizá-los a olho nu e, em muitos casos, não apresentam sintomas característicos. “Na maioria das vezes eles não apresentam sintomas visíveis na parte aérea o que faz com que o produtor não saiba do problema. Por isso é importante conscientizá-los de que em muitas regiões já se trata de um problema sério e precisamos ficar bastante atentos”, alerta.

Uma dica é ficar atento ao observar plantas menores em reboleiras e extensas manchas na lavoura. São sintomas da presença de nematóides na área. “Neste caso deve-se coletar amostras de solo e raiz e mandar para o laboratório para que se tenha o diagnóstico correto”, diz a pesquisadora Cláudia Regina Dias Arieira, da Universidade Estadual de Maringá (UEM).

O pesquisador da Embrapa Soja, Waldir Pereira Dias, observa que o problema não é novo, mas que ocorria em extensões menores. “A medida que o agricultor faz mudanças no seu sistema de plantio acaba atraindo doenças. Uma forma de controlar o problema é utilizar a rotação de culturas e utilizar cultivares mais resistentes aos nematóides. Outro ponto fundamental é a uma boa nutrição do solo. Uma cultura bem adubada tolera muito mais ao dano do que a cultura em solo mais fraco”, afirma.

Olhar criterioso para as doenças

Como parte de um manejo adequado, a recomendação é para que haja monitoramento em todos os estágios da lavoura

Quando se fala em doenças de soja, a primeira que se pensa é na ferrugem asiática. É uma doença importante e que merece preocupação, contudo, existem outras que se também não forem controladas podem causar grandes prejuízos. É o caso do oídio, antracnose, mancha alvo, dentre outras. “Falamos muito em ferrugem e esquecemos de outras doenças que também atacam as lavouras de soja. Devido ao bom manejo estamos convivendo bem com a ferrugem. O alerta é para que também haja controle das outras doenças”, assinala o engenheiro agrônomo do Detec da Coamo em Campo Mourão, Breno Rovani, coordenador da estação sobre manejo de doenças em soja.

Um dos focos da estação foi mostrar o comportamento e os danos causados pela mancha alvo. Nos últimos anos essa doença se mostrou mais severa. “A cada ano encontramos a mancha alvo com mais facilidade nas lavouras de soja. Se não manejar corretamente podemos perder produtividade”, comenta.

Rovani explica que a mancha alvo é um fungo necrotrófico – doença que sobrevive em restos de palhada – e por isso fica na propriedade de um ano para o outro. Devido a esse fator, é necessário que haja rotação de culturas e também de variedades, pois existem cultivares que são mais sensíveis à doença. “É uma questão de manejo, de planejar a área e fazer rotação de culturas e de variedades mais resistentes, além de usar produtos específicos para o controle da doença.”

Além do manejo adequado, o agrônomo recomenda que o cooperado acompanhe todo o desenvolvimento vegetativo da lavoura. Segundo ele, o produtor tem que entrar na plantação e verificar as plantas tanto na parte de cima quanto de baixo. “Caso exista alguma indicação de foco da doença, o cooperado deve procurar a assistência técnica da Coamo e discutir as medidas que serão implantadas”, alerta.

A pesquisadora da Embrapa/Soja, Claudine Seixas, reforça a importância do monitoramento como ferramenta importante para o bom manejo das doenças. Ela reitera que a ferrugem asiática é bastante grave e que não pode haver descuidos. Porém, o produtor não pode se preocupar somente com ela. “Temos algumas doenças começando a ocorrer com mais incidência e que vem preocupando. Mancha alvo e mofo branco são dois exemplos. O monitoramento é importante para detectar o aparecimento e para definir junto com a assistência técnica qual a melhor estratégia de combate à doença ou, pelo menos, diminuir os prejuízos causados por elas.”

Na estação, foram demonstradas também parcelas de soja com mancha alvo resistentes aos fungicidas do grupo dos benzimidazóis. “A rotação de diferentes fungicidas é fundamental para evitar a resistência de doenças. O uso continuo de fungicidas de um mesmo grupo químico, visando o controle das doenças da soja, pode selecionar organismos resistentes a determinados produtos”, comenta o pesquisador da Embrapa/Soja, Rafael Moreira Marques.

Em busca do plantio eficiente

Novidades e desafios relacionados ao sistema de plantio, também fizeram parte do cronograma de assuntos apresentados no Encontro. Nos últimos anos, foram muitos os avanços que ajudaram a alavancar as produtividades e a fazer com que o sistema produtivo se tornasse mais sustentável tanto economicamente quanto ecologicamente.

De acordo com o engenheiro agrônomo, João Vitor Serrano, do Detec da Coamo em Mamborê, coordenador da estação, uma boa produção começa por um bom plantio. Ele destaca que seguir as recomendações técnicas pode garantir o sucesso e alcançar todo o potencial produtivo de cada cultura. “Para um bom plantio é necessário conhecer a condição de cada solo, utilizar uma profundidade correta, plantar com uma velocidade adequada deixando o espaçamento recomendado. São cuidados que o cooperado tem que ter. Não adianta utilizar alta adubação, ter uma boa cobertura, fazer um manejo correto se não realizar um plantio eficiente.”

EVOLUÇÃO – No encontro foi apresentada a evolução dos discos de plantios nos últimos 30 anos. Os primeiros utilizados foram os discos de ferro que tinha benefícios, mas também as complicações, principalmente a quebra de sementes. A partir de 1980 foi lançado o disco de plástico com maior durabilidade e menos perdas. A evolução de 1997 foi ainda melhor com o lançamento do disco rampa. Material de plástico e que reduziu de 40 a 50% os erros. Já em 2010, surgiu o disco rampflow que proporcionou menor contato da semente ao descer ao solo. Estudos comprovaram perdas menores em relação a falhas, em torno de 60% se comparado a tecnologia anterior. E também mudou o material de fabricação, passando do plástico para o nylon e fibra, dando mais durabilidade e qualidade ao disco.

Está chegando no mercado uma nova tecnologia, que não é mais um disco e sim uma base para de acoplar o disco. O diferencial é que vem com dois organizadores a mais do que a base comum. Isso evita perdas e também danos ao grão. “É bom lembrar que a tecnologia existe, mas não vai sanar 100% dos problemas. Não adianta ter tecnologia se não tomar os cuidados com velocidade, profundidade e observar as condições climáticas”, destaca Serrano e acrescenta que o tratamento de sementes é outro fator que deve ser considerado na hora de realizar o plantio.

Atenção especial às plantas daninhas

Três das dez estações foram destinadas para tratar de plantas daninhas, especialmente o capim amargoso

Das dez estações apresentadas durante o 25º Encontro de Cooperados na Fazenda Experimental da Coamo, três foram destinadas para tratar de plantas daninhas, especialmente o capim amargoso. De acordo com o coordenador do encontro, o engenheiro agrônomo, Joaquim Mariano Costa, o capim amargoso já está resistente ao glifosato e merece atenção. “Além de crescer por sementes, também tem um sistema radicular que acumula energia, o que torna mais difícil o controle. Isso está gerando uma ameaça para os cooperados da Coamo e o objetivo das estações é mostrar a preocupação e conscientizar os agricultores antes que o problema domine as áreas de cultivo, como ocorreu com a buva. Existem formas de controlar e evitar que essa planta daninha tome conta dos campos dos cooperados. Para tanto, é necessário seguir as recomendações técnicas”, explica.

Conhecer para controlar

A primeira estação sobre o assunto, abordou a biologia do capim amargoso explicando as situações gerais de emergência e características. De acordo com o supervisor da Assistência Técnica da Coamo, Lucas Simas de Oliveira Moreira, coordenador da estação, foi apresentada aos cooperados uma visão geral do problema para que os visitantes entendessem a parte estrutural do capim amargoso e o que levou a planta a ter persistência no campo. “O ponto principal do capim amargoso é que quando se torna uma planta mais velha e forma touceiras. Com isso, cria o que chamamos de rizoma, que é um caule subterrâneo, e que tem a função de armazenar e reservar nutrientes para a planta sobreviver.” Moreira acrescenta que nesse ponto, mesmo que faça aplicação de herbicida, faça roçada ou promova qualquer estresse à planta, ela utiliza a reserva de nutrientes para suportar e rebrotar de forma intensa e bastante rigorosa.

Segundo o supervisor, o controle da planta só é eficaz quando se utiliza um manejo adequado. É necessário fazer aplicações sequenciais de herbicidas, efetuar roçadas, bem como utilizar herbicidas pré-emergentes. “Não existe uma receita de bolo. A gente tem que avaliar cada situação e definir a melhor forma para cada situação”, pondera.

Conforme Moreira, a preocupação é grande porque a planta está se disseminando de forma rápida. “O alerta é que mesmo nas regiões onde não existe o capim amargoso que o produtor tome as providências necessárias, faça as ações preventivas com o intuito de que no futuro a área não seja infestada de capim amargoso.”

Capim Amargoso: controle com pré-emergentes e manejo de rebrote

O capim amargoso é uma planta nativa e até pouco tempo era considerada secundária, pois era vista em beira de estradas e terrenos baldios. Contudo, se incorporou às áreas do sistema de cultivo e tem tirado produtividade do produtor. Em áreas com infestações maiores podem causar prejuízos de até 30%, ou mais. No encontro, os cooperados também puderam conhecer um novo herbicida que servirá como importante alternativa visando o controle da buva resistente.

De acordo com o engenheiro agrônomo do Detec da Coamo em Campo Mourão, Nilton Cesar Cavalheri, o aumento da planta daninha é devido a vários motivos. Ele observa que o principal deles foi a utilização da transgenia, onde o produtor passou a utilizar a mesma tecnologia e acabou selecionando algumas plantas daninhas. Além do capim amargoso, ele cita a buva que hoje é resistente ao glifosato.

O alerta é para que o produtor não deixe o capim amargoso entrar na área de cultivo. “Se aparecer e a planta só for notada quando estiver adulta tem que cortar e eliminar. O principal de tudo é não deixar entrar na área, pois existem poucos produtos registrados para combater o capim amargoso”, diz Cavalheri.

Na estação foram apresentados resultados de controle com pré-emergentes em duas situações: uma com o plantio em agosto e outra em dezembro. O objetivo, segundo o agrônomo, foi o de mostrar a ação dos produtos e o de alertar para que não sejam utilizados como ferramenta única. “É um herbicida que auxilia dentro do sistema de manejo. É para reduzir a população e depois o produtor fazer um complemento com pós-emergente.”

O agrônomo ressalta que a transgenia é excelente ferramenta e que foi fundamental para aumentar a produtividade da lavouras. Porém, o uso continuo do mesmo princípio ativo do herbicida fez com que algumas plantas daninhas já tidas como controladas voltassem a preocupar. “Tem que haver uma ação pró-ativa e não deixar a planta daninha tomar conta da lavoura”, observa. Cavalheri acrescenta que o capim amargoso tem grande capacidade de disseminação e rebrote dificultando o manejo químico. A orientação é para que cada vez mais haja monitoramento nas lavouras e que os cooperados façam rotação de culturas e de produtos com modos de ação diferentes. “Sobrou alguma planta, tem que ser eliminada para que não forme um banco de sementes. A buva já é um problema e o amargoso pode ser outro maior ainda. Agora, imagina as duas plantas juntas?.”

Manejo Químico do capim amargoso e buva resistente

A terceira estação sobre o assunto apresentou os produtos pós- emergentes e várias situações de dessecação. Foram mostradas algumas associações de produtos e possibilidades de ter a buva e capim amargoso na mesma área. O encarregado do Detec da Coamo em Engenheiro Beltrão, Brasil dos Reis, coordenador da estação, orienta o cooperado a fazer controle sequencial, utilizando modos de ação diferentes com pré-emergentes, pós-emergentes e de características diferentes para evitar a seleção das plantas daninhas. “A planta daninha resistente sempre vai ser mais difícil controlar. É preciso um conjunto de ações. O cooperado tem que conhecer a biologia da planta, saber que o capim amargoso nasce em qualquer época do ano e que se dissemina facilmente”. Ele acrescenta a necessidade de utilizar os vários métodos de controle existentes como plantio direto e rotação de culturas. “Os produtos químicos complementam todas as demais ações. Se não fizer o complemento dessas ações, o agricultor estará caminhando para o insucesso do controle”,observa e acrescenta que o capim amargoso sempre existiu, mas que foi criando resistência no sistema produtivo a partir do momento que se passou utilizar produtos com o mesmo modo de ação. Isso seleciona as plantas que vão se tornando resistentes na área.”

O que dizem os pesquisadores sobre o capim amargoso

O pesquisador Dionizio Gaziero, observa que para um bom manejo das plantas daninhas não pode ser utilizado apenas uma ferramenta. Tem que integrar a aplicação de produtos químicos com práticas como o plantio direto e a rotação de culturas. “Sabemos que a palhada deixada por outras culturas na entresafra pode ajudar muito no controle também do capim amargoso. Observamos que em áreas plantadas com milho safrinha estavam mais sujeitas a riscos com a buva, por exemplo. Ano passado foi muito claro: quem plantou trigo não tinha buva. Isso não significa que não pode ocorrer, mas foi o que ocorreu no ano passado claramente. No caso do amargoso é do mesmo jeito: quem plantou milho safrinha tinha maior risco de ter problema. O controle de planta daninha está deixando de ser algo simples como era. Somente a utilização do glifosato está tornando extremamente complexa a sua eliminação. Daí a recomendação para que o cooperado converse com assistência técnica.”

Especialista na área de plantas daninhas, o pesquisador da Embrapa Soja, Fernando Adegas, ressalta a importância de se debater o tema no encontro. De acordo com ele, a buva já era um grande problema e o capim amargoso se tornou outra preocupação. “Já alertávamos para isso há algum tempo e tudo o que prevíamos está acontecendo em função da dificuldade que o produtor tem para fazer a prevenção.”

Segundo ele, não é um problema apenas no Brasil, pois outros países como a Argentina e Estados Unidos também estão sofrendo com plantas resistentes ao glifosato. “O manejo tem sido o principal problema. Não estamos falando que a tecnologia é ruim. Ao contrário, ela veio para ajudar a resolver outros problemas e para aumentar as produtividades. Contudo, a utilização seguidamente acabou selecionando algumas plantas daninhas que se tornaram resistentes. O problema não é a tecnologia em si, mas a má utilização dela.” Contudo, de acordo com Adegas, ainda há como colocar a novidade “nos trilhos” utilizando sistema de manejo integrado. “É preciso alguns cuidados para não deixar os problemas aumentarem e piorar ainda mais a situação. O monitoramento das lavouras, assim como de toda a área em volta dela, é um ponto fundamental. É preciso percorrer por tudo, e se encontrar uma planta, eliminar. O produtor precisa ter mais atenção com o problema se não vai gastar mais no futuro.”

O pesquisador da Universidade Estadual de Maringá (UEM), Jamil Constantin, diz que o capim amargoso se tornou mais um desafio para a pesquisa. “O problema com o capim amargoso é muito mais complicado e de difícil controle do que a buva, que já demonstrava grandes preocupações. Quando o produtor deixa a planta crescer demais, uma única aplicação não tem sido o suficiente. O principal de tudo é saber como manejar e conhecer o sistema produtivo”, pondera. Constantin acrescenta que o produtor tem que se tornar um especialista em manejo e plantio das culturas. “Prevenir é melhor do que remediar, mas nesse momento em que os produtores estão com problema vão tem que gastar e o conselho é para que façam o que for preciso para eliminar o capim amargoso.”

Segundo ele, fazer o controle da planta pequena, com no máximo 15 centímetros, é mais eficiente e econômico. “O produtor que não se adequar poderá ter perdas de até 50%, ou seja, aquela história de que a economia que tivemos usando glifosato nos últimos anos, reverteu. Espero que a gente aprenda que o sistema só é estável quando se tem diversidade de tecnologia e de produtos. O produtor tem que trabalhar e investir mais para continuar produzindo. Se não gastar, não produz. Então, ele terá de utilizar todos os herbicidas que utilizava independente se é soja RR ou não.”

Um híbrido para cada situação

Planejamento da safra deve contar com a escolha do híbrido certo para cada região

A escolha do híbrido é fator determinante quando o cooperado planeja a safra de milho. É preciso buscar informações junto à técnicos sobre os melhores híbridos para cada região. De acordo com o engenheiro agrônomo do Detec da Coamo em Guarapuava, Wilson Aparecido Juliani, responsável pela estação sobre híbridos de milho, durante o encontro os cooperados conferiram um amplo leque de opções. “Para cada região tem o híbrido que se adapta melhor e que pode expressar maior potencial produtivo. Os cooperados conheceram todos esses híbridos e as características. Contudo, a escolha acontece na própria região do produtor junto com a assistência técnica local levando em conta uma série fatores como, por exemplo, o tipo de solo, o investimento e o clima da região”, esclarece. Ele acrescenta que o produtor deve considerar se o produto escolhido é tolerante a determinadas doenças comuns na região em questão.

DIVERSIFICAÇÃO – Entretanto, não basta escolher um único híbrido. É preciso, adotar de três a quatro híbridos, uma ação que reduz riscos. “O agricultor tem que trabalhar com diversas possibilidades. Essa diversificação traz segurança e uma boa rentabilidade na cultura, pois se eventualmente algum híbrido não tiver um bom rendimento, os demais compensam a perca do outro e, dessa forma, as médias se mantêm”, ressalta Wilson Juliani.

TECNOLOGIA – Segundo o coordenador da estação, o milho é essencial para o sistema produtivo, por conta da diversificação e rotação de culturas. “A Fazenda Experimental da Coamo há muitos anos já demonstra que a rentabilidade do produtor que faz rotação de culturas é muito maior. Ele tem condições de reduzir o ataque de pragas, combater as ervas daninhas resistentes, ou seja, traz uma série de vantagens para ele.”

EVOLUÇÃO NAS LAVOURAS - Reunir o maior número de informações técnicas e dados sobre a região de adaptação do híbrido, resistência à doenças, nível de fertilidade do solo e de tecnologia do produto é o primeiro passo para nortear o caminho do produtor durante o planejamento da safra. Segundo o pesquisador do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), Pedro Shioga, isso favorece para a melhor escolha e, consequentemente, o melhor desempenho na propriedade.

Shioga também alerta sobre a diversificação dos híbridos na propriedade. “É muito importante diversificar, pois as vezes em um híbrido pode acontecer uma perda. Se o produtor tiver plantando apenas esse híbrido perderá toda a lavoura. Mas, se ele diversificar terá uma garantia por conta de um outro híbrido que se comportou melhor”, afirma.

EVOLUÇÃO – A pesquisa em milho está crescendo e mostrando a importância desse grão para o sistema de produção. Para Pedro Shioga, é preciso cultivar o milho, pois traz uma série de benefícios ao produtor e a pesquisa tem trabalhado de uma forma muito ágil nesse sentido, sempre trazendo novidades ao agricultor. “É necessário rotacionar as culturas para prevenir doenças, agregar mais fertilidade e favorecer a estrutura do solo. A rotação de culturas é uma prática que sempre oferece bons resultados”, considera Shioga.

Embalagem limpa, meio ambiente protegido

Durante o encontro de cooperados deste ano reforçou-se a importância da correta devolução de embalagens vazias por meio da tríplice lavagem. O coordenador da estação sobre esse assunto, o supervisor de Assistência Técnica, Alex Fernandes Carlis, destaca a parceria existente entre a Coamo e o Impev, orientando a necessidade de realizar esse trabalho corretamente. “Existe uma lei federal que disciplina a entrega das embalagens e organiza a responsabilidade da participação de cada um na devolução das embalagens”, explica.

Segundo Carlis a Coamo conta com uma estrutura de 47 postos de recebimento de embalagens e constante orientação sobre o assunto. Contudo, apesar de todo esse trabalho ainda surgem dúvidas no processo que precisam ser relembradas constantemente. O recebimento de embalagens de agrotóxicos vazias deve ser muito bem feito, por meio de uma lavagem correta, limpa e cada vez mais eficaz. Nesse trabalho o desempenho do cooperado é fundamental. Alex afirma que essa consciência de colaboração para a conservação do meio ambiente é determinante para o sucesso ou não do processo.

Leque de opções para a soja

Novas variedades foram tema de duas estações que reuniu além de centenas de cooperados, vários pesquisadores de diversos institutos do país

Um dos carros-chefes da agricultura no Brasil é a soja. Falar dessa oleaginosa desperta o interesse dos produtores e também de pesquisadores. Neste ano, novas tecnologias relacionadas as cultivares de soja foram temas de duas estações reunindo cooperados e pesquisadores de diversos institutos do país.

Segundo o coordenador de uma das estações, o agrônomo do Detec da Coamo em Peabiru, José Petruise Ferreira Junior, o objetivo foi demonstrar aos cooperados as novas tecnologias que surgiram e a expansão da cultura. “O produtor procura materiais com altas produtividades e boa adaptação. Nesse ano apresentamos 17 opções, sendo três lançamentos, com adaptação tanto a regiões altas de clima frio, como de altitudes baixas de clima quente. O objetivo é mostrar e posicionar os materiais da melhor forma para que o produtor realize o plantio e obtenha excelentes produtividades.”, esclarece.

Petruise também destaca que cada vez mais o cooperado procura materiais para antecipar o plantio e com alto potencial de produção. “Temos materiais que podem ser plantados para início de outubro, aliando precocidade e produtividade”, conta o agrônomo.

Em outra estação sobre a soja foram demonstradas 16 variedades. De acordo com o engenheiro agrônomo, José Marcelo Rúbio, do Detec da Coamo em Mamborê, que coordenou as atividades em outra estação de variedades, o destaque foi para a Intacta RR2 PRO, tecnologia com gene Bt resistente ao Roundup e à lagarta. Rúbio destaca que tudo é novidade e apesar de algumas variedades dependerem de liberação no Brasil, é preciso conhecê-las.

O agrônomo, entretanto, faz um alerta aos associados e afirma que essa tecnologia não é uma solução definitiva, sendo necessária a continuidade no monitorando das pragas. “É uma ferramenta importante para facilitar a atividade do produtor, mas não é blindada contra a lagarta.”

REFÚGIO – Uma ação que deve fazer parte da rotina do agricultor é o planejamento de áreas de refúgio na propriedade. Quem planta soja Intacta precisa, no mínimo, de uma área de 20% de soja não Intacta – transgênica ou convencional. Segundo Rúbio o refúgio preserva a tecnologia por mais tempo. “As lagartas do refúgio cruzarão com as não resistentes. Assim, evitará que em pouco tempo essa tecnologia perca o efeito”, explica.

Ralf Udo Dengler, pesquisador da Fundação Meridional, acompanhou as estações sobre variedades de soja e destaca aquelas com resistência às principais doenças. A Fundação Meridional trouxe ao evento além das cultivares da Embrapa já conhecidas, uma cultivar precoce para abrir o plantio a partir de outubro, material com excelente sanidade e um bom potencial produtivo para atender toda a região que planta soja e também visando o plantio de milho no inverno. “Essa variedade traz uma garantia muito boa ao produtor. Precocidade aliada à alta produtividade é a tendência de mercado”, afirma.

Com tantas novidades no mercado, o agricultor tem cada vez mais opções para garantir altas produtividades. Todas as variedades são muito produtivas, segundo o pesquisador da Coodetec, Dorival Vicente. Ele destaca uma das variedades apresentadas pela Coodetec que é resistente a lagarta e também frisa a importância do encontro de cooperados. “É muito interessante esse contato com os agricultores. Por meio disso há uma troca de informações entre os geradores de pesquisa, a assistência técnica e os agricultores”, salienta.

Empenho e dedicação

O 25ª Encontro de Cooperados na Fazenda Experimental contou com a participação de 150 profissionais entre técnicos da Coamo, pesquisadores e colaboradores. São profissionais comprometidos com a disseminação das informações e de novas tecnologias visando sempre o melhor desempenho das lavouras e dos resultados obtidos com a atividade agrícola. Abaixo, imagens da equipe da Coamo.

Vitrine para a pesquisa

Encontro é oportunidade para os institutos de pesquisas mostrarem os trabalhos e receberem retorno dos cooperados e técnicos da Coamo

Participando desde o primeiro encontro, a Coodetec tem sido parceira da Coamo na realização do Encontro na Fazenda Experimental. De acordo com o presidente executivo da Coodetec, Ivo Marcos Carraro, o encontro é importante para os cooperados receberem de uma forma consistente as informações e as orientações técnicas relacionadas as pesquisas. Por outro lado, segundo ele, o contato do produtor com o pesquisador é que alimenta novos trabalhos. “A Coamo está de parabéns pela manutenção dessa atividade. O agricultor incorpora tecnologias como forma de melhorar sua atividade e sua rentabilidade. Durante o ano, quando ele adota essas tecnologias em sua propriedade, é que se reflete o sucesso do evento”, assinala.

De acordo com Carraro, os desafios da Coodetec são estar sempre na linha de frente com as demais empresas de tecnologia, sendo um agente equilibrador por ser uma cooperativa central. “Nosso foco principal são as cooperativas, embora atendamos o mercado como um todo. A cada ano trazemos novos materiais. O sucesso do produtor é o nosso sucesso. Se ele tiver melhoria na produtividade, na rentabilidade nós da pesquisa estaremos satisfeitos.”

Na visão do diretor de pesquisa e desenvolvimento da Embrapa Soja, José Renato Farias, o encontro é a oportunidade que os institutos de pesquisas têm de mostrarem os trabalhos desenvolvidos e também de receberem retorno dos cooperados e dos técnicos da Coamo. “Apresentamos as novidades e recebemos demandas. Este trabalho desenvolvido na Fazenda Experimental é um verdadeiro laboratório a céu aberto onde colhemos muitos resultados e evoluímos a cada ano. É um esforço concentrado e que quem ganha sempre é o homem do campo, o produtor rural.”

Farias destaca que os problemas continuarão surgindo e por isso é muito interessante essa interação e parceria da Embrapa com Coamo. “Com isso, rapidamente possamos ter soluções para as dúvidas e problemas que vão aparecendo.”

O diretor técnico cientifico do Iapar, Armando Androcioli Filho, ressalta o encontro como importante ferramenta para a difusão de tecnologias. “Órgãos como o Iapar, fazem suas pesquisas e para que elas possam chegar ao produtor usamos eventos como esse da Coamo. O agricultor leva para a propriedade as novidades e as aplica para melhorar o sistema produtivo e se tornar cada vez mais competitivo”, pondera.

Segundo ele, o Brasil é forte e está se consolidando como importante país no cenário agrícola mundial. “Temos uma agropecuária forte e com tendência de crescimento ainda maior. O produtor rural está mais atento, buscando novas tecnologias e se aprimorando em relação ao mercado. Isso é importante para melhorar a competitividade da agricultura brasileira.”

O presidente do Iapar, Florindo Dalberto, destaca a importância das parcerias para a difusão das tecnologias. De acordo com ele, nenhuma entidade consegue sozinha desenvolver tudo o que precisa. “O que temos desenvolvido tem sido extraordinário e conseguimos que resultados sejam entendidos e aplicados pelos agricultores.”

Ele observa que o Encontro na Fazenda Experimental da Coamo proporciona contato da pesquisa com o agricultor e que isso ajuda na condução das pesquisas. “O Brasil é hoje uma grande potencia agrícola, contudo, os desafios futuros são grandes. Isso requer que o sistema seja inovado e sempre sólido. É assim que saem as soluções para os problemas decorrentes nesses desafios.”

25 anos de Encontro na Fazenda Experimental

Desde a primeira edição, o Encontro de Cooperados na Fazenda Experimental sempre teve o mesmo objetivo: transferir tecnologia para os associados da Coamo e incentivar uma atividade agrícola rentável e sustentável. De acordo com o responsável pela Fazenda Experimental e coordenar do Evento, Joaquim Mariano Costa, o encontro é importante tanto para os cooperados que adquirem o conhecimento quanto para a Coamo e os órgãos de pesquisas que podem fazer experimentos e apresentar aos visitantes. “A presença é exclusiva de cooperados e essa é uma forma segura de disseminar as informações técnicas. É um modelo exclusivo, uma forma diferente de transferir tecnologia que a Coamo utiliza”, assinala.

De acordo com o gerente de Assistência Técnica Coamo, Marcelo Sumiya, a Fazenda Experimental é fundamental na difusão das tecnologias. “Ela funciona como um laboratório a céu aberto. Em seus 170 hectares, são realizados e comprovados testes com variedades, produtos químicos, máquinas ou novas técnicas de produção, cujos resultados são repassados para os cooperados”, diz.

Sumiya comenta que além de unidade de validação e transferência de novas tecnologias agrícolas, para cooperados e técnicos, a Fazenda Experimental ainda atua como fonte de referência para pesquisadores de órgãos oficiais e particulares. “É reconhecida em todo o país como uma das mais bem estruturadas unidades de pesquisa”, pondera.

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