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Coamo Agroindustrial Cooperativa | Edição 424 | Abril de 2013 | Campo Mourão - Paraná

Treinamento

Aprimorando o recebimento

Equipe da Coamo participa de capacitação para receber e armazenar corretamente embalagens vazias de agrotóxicos

Ao longo dos anos, a Coamo vem desenvolvendo um amplo trabalho de conscientização dos cooperados para que devolvam as embalagens vazias de agrotóxicos com o percentual mínimo de contaminação. Anualmente, a cooperativa treina a equipe responsável pelo trabalho com o objetivo de instruí-los sobre a maneira correta de classificar e separar os recipientes e como encaminhá-los às centrais de recepção.

O mais recente encontro teve a participação de 44 funcionários de toda área de ação da Coamo. As atividades envolveram também técnicos Instituto das Águas do Paraná e da Associação dos Distribuidores de Insumos e Tecnologia Agropecuária (Adita), que congrega todos os distribuidores de produtos agrotóxicos e defensivos agrícolas da região noroeste do Paraná.

De acordo com o engenheiro agrônomo Fabiano Schwonka, supervisor da Gerência de Distribuição da Coamo, os participantes são profissionais que estão diretamente envolvidos no processo de recebimento das embalagens. “O objetivo é fazer com que essas pessoas estejam habilitadas para receber as embalagens dos cooperados e que possam classificá-las entre contaminadas e não contaminadas.” A cada ano percebe-se uma melhoria no porcentual de embalagens não contaminadas. O objetivo é sempre ficar abaixo dos 10%. “Estamos com uma porcentagem bem abaixo, em torno de 5%. É um bom resultado, fruto de um trabalho conjunto. É importante que esses profissionais conheçam todo o processo para que possam desenvolver as atividades de forma correta.”

Rui Leão Mueller, do Instituto das Águas do Paraná, destaca a importância de se conscientizar os produtores rurais e de mostrar a eles a maneira correta de fazer a devolução das embalagens de agrotóxicos. “A Coamo é uma grande parceira. Atitudes como essa, de treinar as pessoas envolvidas no recebimento e armazenagem das embalagens, influenciam diretamente na conscientização dos agricultores”, comenta.

Waldir José Bacarin, da Associação dos Distribuidores de Insumos e Tecnologia Agropecuária (Adita), explica que a Adita em parceria com o Impev instituiu unidades de recebimento de embalagens vazias de agrotóxicos com o objetivo de facilitar o recolhimento desses materiais do campo. “Temos conseguido conscientizar os agricultores para que o trabalho seja continuo.”

- No Brasil o programa opera com 421 unidades de recebimento de embalagens localizadas em 25 Estados, mais o Distrito Federal. A Coamo possui 48, instalados no Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul, totalizando 11% dos postos existentes do país.

- No Paraná são 14 centrais e 56 unidades de recebimento, sendo que 42 estão na região de ação da Coamo. Ou seja, 75% dos postos de recebimento de embalagens no Paraná são dos cooperados da Coamo.

Paraná adota sistema on-line de comprovação de vacina contra aftosa

A campanha de vacinação contra a febre aftosa deste ano tem uma novidade. Pela primeira vez, pecuaristas e fornecedores dos medicamentos poderão realizar o procedimento de comprovação da vacinação pela internet, diretamente no site da Agência de Defesa Agropecuária (Adapar) - www.adapar.pr.gov.br. A vacinação será durante todo o mês de maio quando devem ser imunizados bovinos e búfalos de até 24 meses de idade, o que envolve cerca de 4,4 milhões dos 9,5 milhões de animais existentes no Estado.

Segundo a gerente de saúde animal da Adapar, Andria Amarante Calderari, trata-se de um recurso totalmente seguro, pois possui vários códigos fontes que garantirão o lançamento correto por parte do produtor e do revendedor da vacina. Para validar o processo, é preciso que o revendedor da vacina também faça a comprovação da venda do produto ao criador. Se não quiser utilizar esta opção, o produtor poderá realizar o processo nos moldes tradicionais, diretamente nas unidades locais de sanidade agropecuária do Estado.

“A Adapar conta com importantes parceiros do setor produtivo organizado da agropecuária paranaense, que compõem o Fundo de Desenmvolvimento da Defesa Agropecuária do Paraná, tais como Faep, Ocepar, Fetaep, sociedades rurais e sindicatos rurais, para divulgar e estimular o uso do sistema pelos produtores”, afirma o diretor presidente da Adapar, Inácio Kroetz. “Isso garantirá a comprovação da melhor cobertura vacinal do rebanho bovino e de búfalos a ser imunizado nesta etapa”, destacou o presidente da agência.

De acordo com o governador do Paraná, Beto Richa, a criação da ferramenta reflete a visão do Governo do Estado de fortalecer a interface entre o setor público e o setor privado. “Esta parceria é fundamental para o crescimento econômico do nosso Estado”, diz.

COODETEC: Há 18 anos desenvolvendo tecnologia

A Coodetec completou no dia 19 de abril, 18 anos de referência e destaque entre as empresas de pesquisa nacionais e internacionais. Ao todo, a pesquisa no setor cooperativista paranaense já soma 39 anos, tendo em vista que esta história teve início em 1974, quando a Coodetec ainda era um departamento de pesquisas da Ocepar. Todo esse tempo foi suficiente para garantir experiência e admiração no cenário agrícola.

Objetivo - “Nosso objetivo, desde o início, é colaborar com o desenvolvimento da agricultura, fomentando a atividade dos produtores e garantindo o sustento de várias gerações. A Coodetec está em plena forma e pretendemos trabalhar ainda mais neste e nos próximos anos para cumprir nosso objetivo”, destacou o presidente executivo da Coodetec, Ivo Carraro.

Logo que a Coodetec deixou de ser apenas um departamento, a atuação, que ficava restrita ao Paraná, passou a ser nacional, com a integração de novas cooperativas, de outros estados. Hoje, fazem parte da Cooperativa Central, 32 cooperativas agropecuárias. Todos os agricultores, ligados a estas sociedades, têm acesso rápido às novas tecnologias oferecidas pela Coodetec. Eles ainda têm a oportunidade de apontar e interferir no processo de pesquisa das sementes CD.