Agricultura

Vonsowski: parceria de três décadas

Família de cooperados cresce junto com a Coamo e dá exemplo de união e participação

Quando chegou a Campo Mourão, em 1952, o cooperado Otávio Vonsowski estava disposto a fazer história. Apesar da experiência com agricultura - cultivava batatas com a família na região de Male (Sul do Paraná), Vonsowski começou a nova vida trabalhando na cidade, como funcionário de um posto de combustivel. Dois anos depois, durante uma visita a amigos no interior do município, surgiu uma idéia diante de uma conversa em tom de brincadeira para instalar um pequeno comércio de secos e molhados na localidade, situada no entroncamento entre Campo Mourão, Peabiru e Araruna.

Quando conta essa história, o cooperado se emociona. "O comércio foi muito bem aceito pelos moradores da região", lembra Vonsowski, que trabalhava em parceria com um sócio. Em pouco tempo, os agricultores que residiam naquela região passaram a formar uma pequena comunidade denominando-a de 'Venda Branca'. A razão do nome surgiu, naturalmente, da venda de Otávio Vonsowski, que toda pintada de branco ficava bem no meio da comunidade.

Com o lucro que obtinha dos negócios com secos e molhados, Vonsowski comprou seus primeiros dez alqueires de terra, onde plantava milho e arroz - principais culturas da região da época. Ao passar de 20 anos, novas áreas foram adquiridas e os dez alqueires se multiplicaram para oitenta.

Em 1971, um ano após a fundação da Coamo, Otávio Vonsowski entregou sua primeira carga de trigo na cooperativa. A nota da entrega de 18 sacas de trigo PH-70, datada do dia 22 de novembro de 1971, o cooperado possui até hoje e á guardada com bastante cuidado. Em 1972 ele tomou a decisão de se associar na Coamo, onde esta até hoje.

"Na época produzíamos bem menos que hoje. A média era de no máximo 50 sacas de soja e de 90 a 100 de milho por alqueire. Hoje a situação é bem diferente: colhemos 130 sacas de soja por alqueire e 340 de milho. A Coamo nos ensinou a trabalhar. A parceira com a cooperativa é ótima e a gente cresce junto com ela. Tudo que precisamos adquirimos na Coamo", relaciona.

Hoje a realidade é outra, a famosa Venda Branca já não funciona mais. Parte dela é utilizada como escritório. A comunidade também se desenvolveu. Os Vonsowski cresceram e atualmente possuem 1.100 alqueires de terra, divididas em várias áreas, onde 70% é para cultivo e os outros 30% é de pastagem e reservas.

Tanto na agricultura como na pecuária a família Vonsowski utiliza o que há de mais avançado na tecnologia. No cultivo da terra eles não abrem mão da rotação de culturas. Plantam soja e milho no verão e no inverno milho safrinha, triticale, aveia e trigo. "Planejamos tudo antecipadamente, reservamos a semente e com a ajuda da assistência técnica da Coamo destinamos as áreas para rotação", explica Humberto, o filho mais novo da família. Ele e os irmãos Luiz Carlos, Marlene e Roseli administram os negócios da família com o apoio do pai.

Uma outra atividade da família é a pecuária. Eles exploram o ciclo completo. O plantel é de 1.276 cabeças no total. A produção anual de bois terminados está em torno de 300 cabeças.

Depois de tantos anos trabalhando com a lavoura, o patriarca Otávio Vonsowski prefere deixar as decisões da agricultura para os filhos Humberto e Luiz Carlos. Porém, se lhe perguntarem sobre a atividade da pecuária, sabe de tudo. "Hoje prefiro que os filhos tomem conta da plantação. Gosto mesmo é de mexer com os animais. É muito bonito e gostoso acompanhar o desenvolvimento deles", completa.