Agromercado

China dá sinal verde para entrada da soja brasileira

Coamo já negocia com o mercado Chinês. A cooperativa pode exportar soja para a China ainda este ano

Em dinheiro, a China comprou do Paraná R$ 332,279 milhões em 2002
O governo da China aceitou oficialmente a certificação realizada por terceiros países para soja brasileira, conforme vem sendo realizada atualmente, porém até 20 de setembro. Depois dessa data, o Brasil terá de apresentar um certificado definitivo que informe aos chineses que tipo de soja (convencional ou transgênica) eles estão comprando. 

A China é hoje o principal destino da soja em grão paranaense. No ano passado, foram exportadas para o mercado chinês 1,66 milhão de toneladas, o que corresponde a 36,8% do total comercializado pelo estado com outros países. 

Em dinheiro, a China comprou do Paraná R$ 332,279 milhões em 2002.

A Coamo já negocia com o mercado Chinês. A cooperativa pode exportar soja para a China ainda este ano. A viabilidade do negócio aumentou há poucos dias, depois que uma comitiva integrada por técnicos e engenheiros do Ministério da Agricultura daquele país estiveram na sede da Coamo, em Campo Mourão, conhecendo a produção de soja. 

Ao todo, 13 pessoas visitaram o Paraná. Juntos os chineses também conheceram a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), em Londrina.



Análises do Mercado Agrícola
Comercialização Coamo - 18/03/03

ALGODÃO
O mercado permanece estabilizado, mas com muita expectativa em relação a cotação da moeda americana, que não para de ceder frente ao real. Em função do pequeno volume de produto que está sendo ofertado no mercado interno, a valorização do real frente ao dólar não repercutiu ainda nos preços ao produtor, no entanto com o início da colheita de Goiás e Mato Grosso o mercado poderá ficar mais ofertado e as cotações do produto se estabelecerem em outros patamares. Nos Estados de Goiás e Mato Grosso, os dois maiores produtores brasileiros da fibra, o clima não está totalmente favorável e a contento dos produtores, já que a quantidade de chuva que tem sido registrada está acima do normal e começa a trazer preocupação em relação à qualidade final do produto, no entanto a expectativa com a nova safra é muito grande, já que pela quantidade de pluma exportada, as indústrias brasileiras terão que importar matéria prima para suprir o consumo estimado para o ano.

SOJA
Mercado bastante forte, graças à boa demanda pelo mercado asiático, que ajudou a absorver a brusca queda do dólar nos últimos dias. Demanda esta que demonstra passar por um período de instabilidade em função da pneumonia asiática, que pode fazer com que haja uma retração momentânea, se os governos daqueles países falharem em conter a pneumonia. Além disso, o plantio americano se inicia e começamos a viver também o já conhecido mercado de clima.

MILHO
Mesmo com a pouca oferta por parte do produtor, o mercado não encontra sustentação frente a super produtividade, prevalecendo o grande abastecimento das indústrias em nível de balcão e a promissora safrinha que, por enquanto, promete ser outro safrão de maneira geral. Sendo assim, o milho aos poucos tende a ser negociado na exportação e com o dólar permanecendo nos atuais níveis indica enfraquecimento para o mercado.

CAFÉ
Os preços do café foram influenciados no último mês principalmente pela queda do dólar. No entanto, a queda não tem sido totalmente repassada aos preços dada a retração vendedora. Na verdade, os exportadores têm pago preços acima do mercado para honrar os compromissos com embarques mais próximos. Nessas condições, não há novos negócios e se trava uma batalha com os importadores. De um lado, os produtores estão confiando nos leilões de opções do governo para a safra nova. De outro, os importadores estão confortáveis com os níveis de estoque a sua disposição. Finalmente, para aumentar ainda mais as incertezas, estamos entrando no período onde as especulações com o inverno podem influenciar nos preços.

TRIGO
Com o dólar recuando frente ao real de forma gradativa e progressiva, como temos observado nas últimas semanas, o mercado tem se tornado muito volátil, com compradores retardando ao máximo suas compras, na expectativa de que os preços comecem a ceder no mercado interno, já que o produto importado torna-se mais barato a cada queda registrada na cotação da moeda americana. Porém, o que mais tem preocupado o mercado interno tem sido a baixa liquidez do produto nacional, principalmente pela baixa qualidade decorrentes não só de problemas climáticos, mas da má escolha das variedades cultivadas pelos triticultores, em especial os paranaenses. Diante deste fato, o padrão de qualidade do trigo paranaense vem a cada ano se mostrando inferior, pela disseminação do plantio de trigos pão e trigos brandos em uma mesma região. A exemplo do que vem acontecendo com o trigo argentino ao longo dos últimos anos, cuja visão está voltada estritamente para o fator quantitativo, ficando para segundo plano o fator qualitativo. Com isso, fica difícil estabelecer uma identidade que seja conhecida no mercado para o trigo paranaense, de forma que o produto atraia a atenção dos compradores, ao contrário, com a expectativa de produção de 4,5 milhões de toneladas para a próxima safra brasileira, isto provocará por certo baixa liquidez e dificuldades na comercialização.

 

Indicadores Econômicos

VARIAÇÕES Out/02 Nov/02 Dez/02 Jan/03 Fev/03 Mar/03 ACUMULADO ACUMULADO
  PERÍODO 12 MESES
IGP/M (% AO MÊS) 3,87% 5,19% 0,38% 2,33% 2,28% 1,53% 20,46% 32,48%
TR (% AO MÊS) 0,28% 0,26% 0,36% 0,41% 0,38% 0,38% 2,20% 3,55%
DÓLAR
COMERCIAL
(% AO MÊS)
-6,42% -0,23% -0,21% -0,21% 1,06% -5,26% -13,33% 45,29%
TJLP (% AO MÊS) 10,00% 10,00% 10,00% 11,00% 11,00% 11,00%
SOJA 15,38% 5,95% 5,81% 10,26% 10,13% 6,76% 67,68% 305,28%
MILHO 29,41% 3,14% 13,51 13,51% 16,67% 5,88% 112,45% 225,67%
ALGODÃO (TIPO 6) 0,00% 6,90% 8,57% 8,57% 6,04% 9,89% 52,70% 112,55%
TRIGO (PH 78) 5,14% 22,81% 0,00% 0,00% 1,75% 3,45% 35,92% 196,83%
 

Poder de Troca mês a mês

MÁQUINAS/INSUMOS X PRODUTOS UNID. Out/02 Nov/02 Dez/02 Jan/03 Fev/03 Mar/03

MÉDIA DO PERÍODO

MÉDIA ULT. 12 MESES

 

TRATOR NEW HOLLAND TM-135 - 125CM (COMPLETO)

SOJA sacas 2.976 2.520 2.667 3.049 3.133 3.660 3.001 3.225
MILHO sacas 6.410 4.812 5.975 6.329 6.667 8.000 6.366 6.878
ALGODÃO (TIPO 6) arrobas 8.621 7.267 7.152 6.849 6.933 7.330 7.359 7.969
TRIGO (PH 78) sacas 3.497 3.433 4.140 4.386 4.522 4.746 4.121 4.225
 

COLHEITADEIRA NEW HOLLAND TC 57 (completa)

SOJA sacas 5.238 5.272 4.972 5.610 5.783 7.059 5.656 6.291
MILHO sacas 11.282 10.066 11.139 11.646 12.308 15.429 11.978 13.379
ALGODÃO (TIPO 6) arrobas 15.172 15.200 13.333 12.603 12.800 14.136 13.874 15.516
TRIGO (PH 78) sacas 6.154 7.181 7.719 8.070 8.348 9.153 7.771 8.229
 

PLANTADEIRA PSE 8 2S (COM CÂMBIO)

SOJA sacas 776 753 736 795 785 1.016 810 1.016
MILHO sacas 1.671 1.439 1.650 1.650 1.671 2.220 1.717 2.089
ALGODÃO (TIPO 6) arrobas 2.247 2.190 1.975 1.786 1.738 2.034 1.995 2.506
TRIGO (PH 78) sacas 912 1.035 1.143 1.143 1.133 1.317 1.114 1.323
 

PULVERIZADOR COLUMBIA MAXTER FLOW

SOJA sacas 539 524 547 596 609 692 585 684
MILHO sacas 1.162 1.000 1.226 1.236 1.297 1.512 1.239 1.454
ALGODÃO (TIPO 6) arrobas 1.562 1.510 1.467 1.338 1.349 1.386 1.435 1.688
TRIGO (PH 78) sacas 634 713 849 857 879 8.97 805 894
 

CALCÁRIO

SOJA sacas 1 1 1 1 1 1 1 1
MILHO sacas 2 1 2 2 2 3 2 2
ALGODÃO (TIPO 6) arrobas 2 2 2 2 2 2 2 2
TRIGO (PH 78) sacas 1 1 1 2 2 2 1 1
Para cálculo da paridade de produtos X máquinas e insumos foram utilizados os preços praticados no último dia do mês.