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ALGODÃO
O mercado permanece estabilizado, mas com muita expectativa em relação a cotação da moeda americana, que não para de ceder frente ao real. Em função do pequeno volume de produto que está sendo ofertado no mercado interno, a valorização do real frente ao dólar não repercutiu ainda nos preços ao produtor, no entanto com o início da colheita de Goiás e Mato Grosso o mercado poderá ficar mais ofertado e as cotações do produto se estabelecerem em outros patamares. Nos Estados de Goiás e Mato Grosso, os dois maiores produtores brasileiros da fibra, o clima não está totalmente favorável e a contento dos produtores, já que a quantidade de chuva que tem sido registrada está acima do normal e começa a trazer preocupação em relação à qualidade final do produto, no entanto a expectativa com a nova safra é muito grande, já que pela quantidade de pluma exportada, as indústrias brasileiras terão que importar matéria prima para suprir o consumo estimado para o ano.
SOJA
Mercado bastante forte, graças à boa demanda pelo mercado asiático, que ajudou a absorver a brusca queda do dólar nos últimos dias. Demanda esta que demonstra passar por um período de instabilidade em função da pneumonia asiática, que pode fazer com que haja uma retração momentânea, se os governos daqueles países falharem em conter a pneumonia. Além disso, o plantio americano se inicia e começamos a viver também o já conhecido mercado de clima.
MILHO
Mesmo com a pouca oferta por parte do produtor, o mercado não encontra sustentação frente a super produtividade, prevalecendo o grande abastecimento das indústrias em nível de balcão e a promissora safrinha que, por enquanto, promete ser outro safrão de maneira geral. Sendo assim, o milho aos poucos tende a ser negociado na exportação e com o dólar permanecendo nos atuais níveis indica enfraquecimento para o mercado.
CAFÉ
Os preços do café foram influenciados no último mês principalmente pela queda do dólar. No entanto, a queda não tem sido totalmente repassada aos preços dada a retração vendedora. Na verdade, os exportadores têm pago preços acima do mercado para honrar os compromissos com embarques mais próximos. Nessas condições, não há novos negócios e se trava uma batalha com os importadores. De um lado, os produtores estão confiando nos leilões de opções do governo para a safra nova. De outro, os importadores estão confortáveis com os níveis de estoque a sua disposição. Finalmente, para aumentar ainda mais as incertezas, estamos entrando no período onde as especulações com o inverno podem influenciar nos preços.
TRIGO
Com o dólar recuando frente ao real de forma gradativa e progressiva, como temos observado nas últimas semanas, o mercado tem se tornado muito volátil, com compradores retardando ao máximo suas compras, na expectativa de que os preços comecem a ceder no mercado interno, já que o produto importado torna-se mais barato a cada queda registrada na cotação da moeda americana. Porém, o que mais tem preocupado o mercado interno tem sido a baixa liquidez do produto nacional, principalmente pela baixa qualidade decorrentes não só de problemas climáticos, mas da má escolha das variedades cultivadas pelos triticultores, em especial os paranaenses. Diante deste fato, o padrão de qualidade do trigo paranaense vem a cada ano se mostrando inferior, pela disseminação do plantio de trigos pão e trigos brandos em uma mesma região. A exemplo do que vem acontecendo com o trigo argentino ao longo dos últimos anos, cuja visão está voltada estritamente para o fator quantitativo, ficando para segundo plano o fator qualitativo. Com isso, fica difícil estabelecer uma identidade que seja conhecida no mercado para o trigo paranaense, de forma que o produto atraia a atenção dos compradores, ao contrário, com a expectativa de produção de 4,5 milhões de toneladas para a próxima safra brasileira, isto provocará por certo baixa liquidez e dificuldades na comercialização.
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