Safra

O sucesso na exploração agrícola está diretamente relacionado com o encontro da tecnologia, o preparo e planejamento dos produtores rurais

Euforia. Esta é a palavra que melhor define hoje o estado de espírito dos cooperados da Coamo quando o assunto é safra de verão. Com a colheita bem adiantada, os agricultores já comemoram uma das melhores safras dos últimos anos. Resultado de um conjunto de fatores, como o favorecimento do clima, a manutenção do alto nível tecnológico, a racionalidade do custo produção e a boa valorização do mercado. Detalhes que fizeram a diferença num ano em que os produtores rurais estão consolidando a boa fase em que se encontra a agricultura.

Para o engenheiro agrônomo Antonio Carlos Ostrowski, chefe do Detec da Coamo, o sucesso na exploração agrícola está diretamente relacionado com o encontro da tecnologia com o preparo e planejamento dos produtores rurais. "É esta sintonia fina que vai definir o nível de resultado que o agricultor quer alcançar".

Os investimentos nos últimos anos não têm variado muito, uma vez que os cooperados da Coamo já utilizam um alto nível de tecnologia na condução das suas lavouras. Segundo o agrônomo da Coamo, as produtividades dos cooperados também manterão uma média alta neste ano, mas a produção será maior, em relação ao ano passado, em função do crescimento de cerca de 10% na área de cultivo na região da Coamo, comparando com a safra passada.

De acordo com um levantamento preliminar, divulgado pelo Detec da Coamo no fechamento desta edição, a produtividade média geral de soja entre os cooperados, nesta safra, está acima 121 sacas por alqueire. "Temos cooperados produzindo bem acima desta média (até 177 sacas por alqueire). Assim, sabemos que há potencial para aumentar mais a média geral dos produtores e o trabalho do Detec da Coamo está focado neste objetivo", adianta Ostrowski.

No caso da soja, a produtividade média geral dos cooperados da Coamo está em aproximadamente 10% acima da nacional e também superior a média paranaense. "A diferença está no pacote tecnológico adotado pelos cooperados, como: plantio direto, rotação de culturas, fertilização do solo, manejo integrado de pragas, doenças e invasoras, variedades, época de plantio e tratamentos fitosanitários", lembra o agrônomo. Nos últimos cinco anos, segundo Ostrowski, a tecnologia vem se mantendo em alto nível de adoção. "O que está mudando é o conceito dos cooperados sobre o uso do pacote tecnológico completo", acrescenta.

Sintonia fina - Além da manutenção do nível tecnológico, os pontos fortes desta safra, na opinião do diretor presidente da Coamo, engenheiro agrônomo José Aroldo Gallassini, foram o menor custo de produção das lavouras (ao redor de
Colheita superou expectativas dos cooperados
20% em relação à safra passada, em função do planejamento orientado pela cooperativa) e o comportamento do mercado, que no caso da soja, por exemplo, voltou a patamares de 10 a 11 dólares a saca. "A cada ano que passa os cooperados da Coamo crescem em produção e trabalham melhor com o mercado. Assim, acabam ganhando dos dois lados", comemora.