Safra

Exemplos acima da média

Irmãos Gotardo: equibrando a fertilidade do solo

Na região da Coamo são muitos os casos de cooperados que estão alcançando níveis cada vez mais elevados de produtividade, tanto na soja quanto no milho. O produtor José Antonio Sestak, de Juranda, é um deles. Há cerca de cinco anos ele decidiu, com orientação técnica da Coamo, ampliar o pacote de tecnologias adotado na fazenda para incrementar os resultados das lavouras. Dobrou a quantidade de adubo no plantio das culturas e passou a dar maior atenção aos detalhes, desde o tratamento das sementes até o cuidado final com as lavouras.

Ele garante que os investimentos compensam. "Todos os anos, cerca de 30% do nosso custo de produção é reservado exclusivamente para as novidades tecnológicas. E estamos seguindo esta 

receita há cinco anos. Isso indica que se os resultados não fossem positivos, ela não estaria mais nos nossos planos", revela. Segundo Sestak, a produtividade média da soja na fazenda, há cinco anos, era de 120 sacas por alqueire. "Nesta safra, fechamos a colheita com uma média de 170 sacas por alqueire. Desde que começamos a investir mais na nossa produção, a produtividade média da soja cresceu 30%", comemora Sestak. A área cultivada com a soja na fazenda é de 200 alqueires.

Conceito novo - Em Mamborê, a história da família Veiga dá um bom exemplo de que mudar é preciso, principalmente quando está em jogo a viabilidade da propriedade. José, o patriarca, analisava com um certo receio as notícias de que outros cooperados produziam médias bem acima que as suas. E depois de acompanhar o desenvolvimento do próprio filho, que abriu os horizontes da família para a adoção de um pacote tecnológico mais completo, José Veiga experimentou investir pesado na safra passada numa área de cinco alqueires. O resultado foi tão atraente que nesta safra ele e os filhos estenderam os investimentos para toda a fazenda, de 215 alqueires.

"Ampliamos em 15% os nossos investimentos em tecnologia e só temos a comemorar. Somente com o acréscimo na produção em uma safra vamos pagar todos os investimentos adicionais", comemora o cooperado. A principal novidade incorporada na fazenda pelo cooperado foi o equilíbrio da fertilidade do solo. E a resposta foi rápida. A produtividade média de soja da família saltou de 130 sacas por alqueire na safra passada para 153 sacas por alqueire nesta safra, um incremento de 16%.

O milho, que há anos não fazia parte da estratégia de cultivo no verão, voltou a ter lugar na fazenda e, de agora em diante, 20% da área de verão será cultivada com o cereal, em esquema de rotação de culturas. Com o investimento maior em tecnologias, a produtividade média do milho passou de 320 para 364 sacas por alqueire, com 13% de crescimento em relação o último resultado da família.

A partir de agora investimento em tecnologia é uma prioridade para os Veiga. "Enquanto a gente não vê o resultado, não acredita. Mas a Coamo nos mostrou o caminho e agora, se Deus quiser, vamos continuar crescendo. A experiência está validada e na próxima safra vamos investir ainda mais", afirma José Veiga, que trabalha em parceria com os filhos Marcos e Márcio e o genro Sérgio Henrique. Com os bons resultados, a família acabou de adquirir uma nova área de 50 alqueires.

Solo corrigido - O equilíbrio da fertilidade do solo está garantindo aos irmãos Gotardo, de Roncador, resultados cada vez mais estáveis. Nesta safra, eles fecharam a colheita de soja com uma produtividade média de 148 sacas por alqueire. Os cooperados cresceram 5% em relação ao ano passado.

A média de produtividade dos Gotardo foi puxada por um dos talhões da propriedade, onde foram equilibrados os micro-elementos do solo. "Nesta área a produtividade da soja foi de 155 sacas por alqueire, com crescimento de 10% em relação a safra anterior. Resultado bem acima do esperado", comemora Roberto Gotardo. Ele admite que para a próxima safra irá manter o mesmo pacote tecnológico, procurando investir mais na qualidade do solo. "A nossa meta é trabalhar melhor a rotação de culturas com o milho e manejar melhor a parte física do solo. Temos consciência de que o crescimento está no acerto dos detalhes", destaca o cooperado.

Juntos, os irmãos Gotardo cultivam 90 alqueires de área. Eles também trabalham com a pecuária, numa área semelhante a de agricultura.

Algo a mais - Com uma consciência tecnológica exemplar, o cooperado Etelvino Manfrin, de Luiziana, vem acumulando excelentes resultados no cultivo de verão. Nos últimos quatro anos a produtividade média da soja cresceu 30%, saltando de 117 para 170 sacas por alqueire. Com o milho não foi diferente. O incremento na produtividade média também foi de 30%, passando de 276 para 394 sacas por alqueire.

"O nosso 'algo a mais' está na rotação de culturas, uma vez que adotamos tudo o que há disponível no mercado, conforme orientação do Detec da Coamo", explica o cooperado. O cuidado para um manejo adequado das lavouras e a atenção à fertilidade do solo, também são pontos fundamentais apontados por Manfrin na construção de melhores resultados. "A nossa meta é alcançar o máximo do potencial dos materiais. Não há limite para quem quer crescer. O investimento, neste caso, é o caminho para chegarmos ao nosso propósito", destaca Manfrin.

Ao todo, o cooperado cultiva 92 alqueires de área. A maior parte é ocupada pela soja, mas o milho está sempre presente, correspondendo a cerca de 20% do cultivo de verão, em talhões diferenciados da propriedade.

Sestak: produtividade 30% maior
Família Veiga: experiência validada
Manfrin: maior lucro com planejamento