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Certificação da soja no Paraná Objetivo é garantir aos clientes internacionais controle de origem e do produto Numa iniciativa inédita, representantes de toda a cadeia paranaense de soja estão trabalhando para implantar um sistema de segregação e certificação para o grão produzido no Estado. O principal objetivo é garantir aos clientes internacionais o produto - transgênico ou convencional, com origem controlada. "Mesmo se o plantio de transgênicos continuar proibido, teremos de estar aptos para fornecer produto rastreado se o mercado assim o exigir", diz Nelson Costa, gerente da Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar). A iniciativa também visa melhorar a imagem da soja proveniente do Paraná no mercado internacional, arranhada pelos registros de plantio ilegal de transgênicos no Estado, afirmam fontes envolvidas no projeto. Há um temor de que estas áreas cresçam na próxima safra caso a fiscalização não seja redobrada. "São procedimentos para que a soja paranaense não se deprecie. Pequenos casos podem comprometer todo nosso trabalho", diz Roberto Petrauskas, superintendente Comercial da Coamo. A iniciativa do Paraná é pioneira. Pela primeira vez, um programa envolvendo transgênicos extrapola interesse individual de um exportador. O projeto está sendo discutido no âmbito do Conselho Estadual de Sanidade Agropecuária (Conesa) e envolve desde o governo estadual até representantes de produtores, das esmagadoras, cooperativas, indústrias de aves, órgãos de pesquisa, empresas de fiscalização e o Porto de Paranaguá. A Secretaria de Agricultura do do Abastecimento deve intensificar a fiscalização das sementes vendidas no Estado, com base na resolução 23/2002. A legislação entrou em vigor recentemente e determina que só podem ser vendidas ou transitar pelo Paraná sementes com atestado negativo de análise de transgeníase emitido por laboratório oficial. O programa prevê também a realização de seminários no interior do Estado para esclarecer os produtores sobre o risco do plantio. "É importante começar o quanto antes, pois a decisão do plantio já começou", diz Costa. Além dos exportadores de soja, o sistema interessa às cooperativas que atuam com carnes. Outro ponto importante no programa é o envolvimento do porto de Paranaguá. As empresas que possuem terminais próprios no porto, como a Coamo, não têm problema para segregar. A dificuldade concentra-se no corredor público, conhecido como "silão", que no ano passado foi responsável pelo embarque de 2 milhões de toneladas de soja do total de 5 milhões exportado pelo porto. "Estamos dispostos a pensar em soluções se o mercado estiver realmente disposto a bancar essa diferenciação de produtos", afirma Lourenço Fregonese, diretor do Porto de Paranaguá. Segundo ele, se fosse feita segregação no "silão", a capacidade estática, de 1,3 milhão de toneladas, cairia pela metade. Uma das saídas, diz, seria a licitação de uma área próxima, com capacidade para 60 mil toneladas, para a construção de novo terminal.
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Comercialização Coamo - 08/07/02
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