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AGRICULTURA / PECUÁRIA:
Alto rendimento de grãos e carne
O “PLANTIO DE BOIS” GARANTE, NO MÍNIMO, 25% A
MAIS DE RENDA POR UNIDADE ÁREA DA PROPRIEDADE
A
exploração integrada entre a agricultura e a pecuária
vem se consolidando na região da Coamo como uma excelente
alternativa econômica, capaz de oferecer bons resultados para
a propriedade. Uma atividade complementa a outra, do ponto de vista
de sustentabilidade. A alternativa, segundo informou o engenheiro
agrônomo Joaquim Mariano Costa, responsável pela Fazenda
Experimental da Coamo, rende, no mínimo, 25% a mais por unidade
área, se comparada com os resultados proporcionados apenas
pela produção de grãos.
Os dados
foram apresentados por Costa durante o 9º Encontro Regional
de Integração Agricultura/Pecuária, realizado
dia 31 de julho pela Associação dos Engenheiros Agrônomos
de Campo Mourão (AEACM). O evento, que teve apoio da Coamo,
apresentou como um dos temas centrais os resultados do projeto de
integração implantado pela cooperativa em sua Fazenda
Experimental.
“Na primeira fase, que durou três anos, trabalhamos
com um padrão de projeto e fizemos experimentos para demonstrar
aos cooperados a viabilidade do sistema”, lembrou Joaquim
Costa. Ele disse que é possível trabalhar com uma
média de 8 cabeças por hectare (podendo chegar até
15) e ter rendimento de 930 gramas por cabeça/dia, entre
o pastoreio de verão (perene) e inverno (aveia e azevém).
“Essa lotação de animais é fantástica
e a faz a inversão do ‘boi sanfona’, que engorda
no verão e emagrece no inverno”, comemorou, acrescentando
que outra conclusão é a retirada dos animais com 18
meses de idade, em ponto ideal para comercialização.
“É uma forma de otimizar a propriedade, inclusive as
pequenas, de aumentar a rentabilidade e fazer um sistema balanceado,
do ponto de vista de sustentabilidade da atividade, onde se aproveita
todas as vantagens do gado para a cultura e todas as vantagens da
cultura para o desenvolvimento do gado”.
Na segunda fase, depois de fixado alguns valores na primeira fase,
a Fazenda Coamo está trabalhando outros questionamentos,
para aquele produtor que já está fazendo e quer aumentar
ainda mais os lucros dentro do sistema. “Estamos pesquisando
mais profundamente detalhes de como plantar melhor o pasto, época
de dessecação da aveia, melhor combinação
de matéria seca sobre o solo, altura de pastejo no inverno
e verão, raças mais interessantes, entre outras novidades.
Vamos ter uma resposta para uns 30 itens, pelo menos”, completou
Costa.
RASTREABILIDADE
– Outro tema discutido no encontro foi a rastreabilidade
de bovinos. O médico veterinário Felisberto Queiroz
Baptista, da Secretaria de Agricultura e do Abastecimento do Paraná
(Seab), falou do Programa Estadual de Certificação
de Bovídeos, denominado Cert Seab. O Estado, segundo ele,
já vem trabalhando no sistema desde 1997 e no final de 2002
conseguiu o reconhecimento do Ministério da Agricultura como
uma das certificadoras do país, a única ligada ao
serviço oficial e com condições de oferecer
o serviço ao grande e ao pequeno produtor.
“O programa já está em funcionamento desde 2003.
Começamos como pequenas áreas pilotos para testar
o banco de dados e estamos abrindo para todo o Estado, na medida
em que vamos nos organizando para viabilizar a transmissão
de dados”, ressaltou Baptista, salientando que Campo Mourão
já está bem próximo de ser iniciada no programa,
com os produtores e lideranças se organizando para trazer
o serviço. Segundo ele, o Paraná segue o modelo proposto
pelo ministério da agricultura, mas oferece algumas seguranças
a mais, como o controle da movimentação dos animais
em tempo real, pelo emissão da guia de trânsito. “Outra
vantagem é o custo menor do sistema e a preferência
dos organismos internacionais pela informação prestada
por um órgão governamental”, destacou.
Para o veterinário, rastreabilidade é uma atitude
de gestão da propriedade. “O criador pensa no produto
final enquanto o animal ainda nem nasceu. É muito mais do
que colocar brinco”, alertou. O processo, segundo Baptista,
consiste em o produtor se dispor a acompanhar todos os eventos ligados
à atividade, controlar medicamentos, saber sobre a matéria-prima
que está sendo usada como fonte de alimentação,
enfim: acompanhar o animal desde nascimento até ele virar
um bife na mesa do consumidor.
“Cada vez mais os consumidores internos e externos exigem
qualidade nos alimentos. E a rastreabilidade é a melhor ferramenta
para certificação desse processo”, revelou.
O criador, conforme explicou, tem até dezembro de 2005 para
implantar o programa. O Brasil como um todo pretende concluir a
identificação dos animais e aperfeiçoamento
do sistema ainda em dezembro de 2007.
| Capacitação
técnica
Capacitar
a equipe técnica agronômica e veterinária
da Coamo visando uma adequada assistência aos cooperados.
Este foi o objetivo do treinamento sobre Reforma, Implantação
e Manejo de Pastagens, que a Coamo realizou no dia 11 de agosto,
em Campo Mourão. Noventa profissionais da assistência
técnica da cooperativa, vindos de diversos entrepostos
da área de ação, participaram do evento.
O treinamento faz parte da política intensiva da Coamo
em manter a sua equipe técnica atualizada constantemente,
para melhor atender e orientar os cooperados, visando a melhoria
da produtividade, renda e qualidade no ambiente produtivo
rural.
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