Educação cinqüentenária
COLÉGIO ESTADUAL DE CAMPO MOURÃO COMEMORA MEIO SÉCULO NA FORMAÇÃO DE PESSOAS
O
Colégio Estadual Prof. João de Oliveira Gomes, mais
conhecido como Colégio Estadual, de Campo Mourão,
completa o seu cinqüentenário neste mês de agosto.
O estabelecimento foi uma das primeiras instituições
de ensino da cidade a oferecer o “ginásio”,
que atualmente é chamado de ensino fundamental. Devido
a isso, atraiu muitas pessoas da região, que antes tinham
que enviar os filhos para centros maiores para concluírem
os estudos.
O professor Ephigênio José Carneiro, catarinense
de nascimento e mourãoense de coração, que
recebeu em agosto o título de Cidadão Benemérito
de Campo Mourão, é o fundador do colégio.
Em 29 de julho de 1955, a convite do pai que residia em Campo
Mourão, Bonifácio Paes Carneiro, mudou-se para o
município, para fundar escolas. “Meu pai me chamou
para vir fundar escolas, já que o município precisava
de instituições de ensino. Esse foi o objetivo da
mudança para cá”. Na época, o município
precisava desenvolver o comércio, para isso, o professor
fundou a Escola Técnica do Comércio Santo Inácio.
Além disso, a população precisava de um ginásio,
que facilitasse os estudos dos jovens. Então, em 1º
de agosto de 1955 foi fundado o Ginásio Campo Mourão,
primeiro nome do atual Colégio Estadual Professor João
de Oliveira Gomes.
A primeira construção do Ginásio foi em
madeira e tinha cinco salas de aula, biblioteca, laboratório,
secretaria e diretoria. O fundador conta que a principal dificuldade
para montar a escola foi a falta de professores capacitados para
atuarem. “Não tinha professor aqui. Então
eu contei com advogados, engenheiros agrônomos e dentistas,
para compor o quadro docente”, afirma.

Mas, apesar das dificuldades, o ginásio foi bem aceito
pela comunidade, o que facilitou a construção. “Devido
à falta de recursos financeiros, no começo foi feito
um sistema de colaboração. O cidadão colaborava
com um tanto e eu dava uma nota promissória, assumindo
aquela dívida, depois fomos pagando até concluir.
Além disso, como se tratava de uma escola, muitas madeireiras
fizeram doações”, conta Carneiro.
Além
do ginásio, Carneiro participou da fundação
de diversas instituições da cidade, como o Mini
ginásio 10 de outubro, Ginásio Botelho Mourão,
Lions Clube de Campo Mourão e a faculdade do município,
que na época era chamada de Fundescam (Fundação
de Ensino Superior de Campo Mourão). Apesar de tantas realizações,
o professor se arrepende de não ter participado de uma.
“Na nossa gestão de vereador, nos foi apresentada
a idéia do surgimento da Coamo. Eu me arrependo de não
ter entrado como fundador da cooperativa, já que era agricultor.
Mas eu sou o associado 150, não estou tão longe”,
diz.
Vários nomes – Em 1960, o estabelecimento
foi estadualizado e passou a se chamar Ginásio Estadual
de Campo Mourão. Em 1963, o professor Ephigênio José
Carneiro deixou a direção do ginásio e dois
anos depois, foi autorizada a implantação do 2º
ciclo (ensino médio), passando a se chamar Colégio
Estadual de Campo Mourão. Em 1975, a fusão do Colégio
Estadual de Campo Mourão com o Colégio Estadual
Comercial de Campo Mourão e a Escola Normal Colegial Estadual
Prof. João de Oliveira Gomes formou um único estabelecimento
denominado Colégio Prof. João de Oliveira Gomes.
Juntamente com o Grupo Escolar Dom Bosco do Lar Paraná,
o colégio formava o Complexo Escolar Dr. Horácio
Amaral, de 1º e 2º ciclos.
E, atualmente o Colégio Estadual João de Oliveira
Gomes é um dos maiores do estado do Paraná, formando
mais de 250 alunos por ano. Segundo a atual diretora, Nair Labiak
Evangelista, a instituição conta com mais de mil
e quatrocentos alunos e mais de cem funcionários. E além
do espaço físico, com biblioteca, laboratórios
de informática, química, física, biologia
e quadra esportivas, oferece projetos extensivos à comunidade
na área de educação especial, com o curso
de espanhol, fanfarra recentemente reativada, projetos de meio
ambiente, esporte e cultura. “O próximo passo da
história do colégio será voltar ao nome de
‘Colégio Estadual de Campo Mourão’,
que é como ele é mais conhecido pela comunidade”,
afirma a diretora.
Para comemorar o cinqüentenário, desde o 2º
semestre do ano passado são promovidas atividades que integram
o colégio e a comunidade. Recentemente foi realizado concurso
para escolha do hino da instituição, sessão
cívica com autoridades e fanfarra do colégio, além
de jantar dançante com a presença de parte dos ex-diretores
do colégio.
| Diretores da história
do colégio |
Ephigênio
José Carneiro
Eghidio Martello
Nicon Kopco
Ivone Braska
Agenor Krul
Hilda Brenner Dessoti
Tamara Hodniuk Zaleski
Joani Teixeira
Agenor Krul
Toyomi Fukase Marubayashi
Maria amélia L. Evangelista
Nair Labiak Evangelista
Joani Teixeira
Jorge Antonio Simoneli
Nair Labiak Evangelista |
1957 - 1963
03/1963 - 03/1972
04/1972 - 05/1973
07/1973 - 07/1974
07/1974 - 05/1976
05/1976 - 1978
1979 - 1984
1985-1987
1988-1989
1990-1994
01/1995-07/1995
07/1995-12/1995
01/1996-1999
2000-2001
2002 até atualmente |
| Fonte: Livro “Campo Mourão
– Centro do Progresso”, de Pedro da Veiga |
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