As atenções se voltam agora para o início do plantio da safra 2006/07. A expectativa dos produtores brasileiros é para que esta nova safra que começará a ser semeada em setembro seja bem melhor que as dos anos anteriores, com esperança de regularidade no clima e de que o governo promova mudanças na política cambial do país. Havendo a conjugação desses dois fatores, certamente o Brasil terá novamente uma grande produção, os produtores terão grandes possibilidades de preços compatíveis e como conseqüência, lucratividade no setor.
É preciso começar do zero e esquecer os graves problemas que assolaram a agricultura brasileira nos últimos anos. Depois de muito empenho e reivindicações incessantes junto ao governo, os problemas financeiros dos produtores deverão ser resolvidos através das prorrogações e do FAT Giro Rural, este considerado como uma importante e vantajosa modalidade que permitirá aos cooperados da Coamo que tiveram frustração de safra um prazo de cinco para pagamento dos seus débitos, com dois anos de carência.
Nesse sentido, assinamos recentemente contrato com a diretoria do Banco do Brasil para a liberação do primeiro FAT Giro do país. É um grande benefício que propiciará o atendimento as necessidades daqueles produtores que sofreram com os graves problemas que o setor enfrentou. Outro benefício que reivindicamos junto o Banco do Brasil é a possibilidade dos cooperados da Coamo terem acesso aos instrumentos de garantia de preço, e também ao seguro agrícola, que tem subsídio de 50% por parte do governo, com taxa semelhante a praticada pelo Proagro. Esta é uma vantagem importante que deve ser analisada pelos produtores como positiva.
Atuando sempre na defesa dos interesses dos seus 19,6 mil cooperados, objetivando que eles sejam cada vez mais profissionais e empreendedores rurais de sucesso, a Coamo lançou recentemente o Plano safra 2006/07 que, novamente foi coroado de êxito. O plano além de garantir aos co-operados os insumos necessários para a nova safra, possibilitou preços mais baixos se comparados com os anos anteriores.
Os números do Plano Safra indicam aumento nos volumes, o que é muito positivo, sendo indicativo de que haverá incremento de tecnologia na nova safra. Entendemos que esse é o caminho, o ideal não é reduzir tecnologias, mas sim buscar e plantar visando maiores produtividades para a cobertura dos custos de produção. Comprovadamente, quem produz mais tem maiores chances de rentabilidade na atividade.
Os custos dos insumos estão mais baixos e esse porcentual varia caso a caso. Mas, na média geral, registramos uma redução de 25%, porém, individualmente houveram casos que variaram de 10% até 30% mais baixos que a safra passada.
Com o planejamento realizado e os insumos garantidos, os co-operados devem formalizar seus pleitos de financiamentos da nova safra junto as instituições financeiras. Existem recursos disponíveis para efetivação do custeio, com juros de 8,75% ao ano. É preciso financiar a safra e aproveitar os benefícios desta modalidade que oferece juros mais baixos e a garantia de cobertura com a prorrogação automática dos débitos em caso de frustração.
Ficamos felizes com os bons resultados deste grande trabalho realizado pela Coamo no Plano Safra, que de maneira organizada e estruturada está beneficiando diretamente o seu quadro social nesta etapa que antecede ao plantio.
Dentro da filosofia de apoiar os cooperados na busca de bons resultados, lançamos em julho o Programa Coamo de Aperfeiçoamento em Gerenciamento Rural. Este programa está sendo bem aceito pelos cooperados e familiares, que em setembro estarão participando de palestras na área de ação da Coamo para conhecer melhor o funcionamento e os objetivos desta importante ferramenta gerencial.
Desta forma, é indispensável que os produtores conheçam, e muito bem, o seu negócio, e dentro deste contexto torna-se essencial a prática eficaz da administração e do gerenciamento da sua propriedade, fatores determinantes do sucesso e da sustentabilidade da atividade agrícola.