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Coamo Agroindustrial Cooperativa | Edição 353 | Agosto de 2006 | Campo Mourão - Paraná

Reuniões de Campo

Informações para a safra de verão

Diretoria da Coamo percorre entrepostos e conversa com cooperados nas Reuniões de Campo do segundo semestre

Levar informações com qualidade e de interesse do quadro social, para a tomada de decisões na propriedade. Este é o principal objetivo das Reuniões de Campo, realizadas duas vezes por ano pela diretoria da Coamo, sempre no início e final de cada safra. Neste segundo semestre foram realizados 37 encontros em toda área de ação da cooperativa no Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul, com a participação de aproximadamente sete mil cooperados. Foram mais de cinco mil quilômetros percorridos em 10 dias, com média de 3,7 reuniões por dia.

As Reuniões de Campo são importantes elos de ligação entre a diretoria e os cooperados, e também fontes de informação. Comercialização, produtividades, custos diretos de produção, seguro agrícola e também as novidades anunciadas pelo governo sobre o Plano Safra 2006/2007, foram alguns dos temas abordados nas reuniões.

Análise da Agricultura – Os principais problemas do período, comportamento do mercado agrícola com a queda do dólar, custo de produção elevado, venda da produção com dólar baixo e a dificuldade de exportação foram temas bastante discutidos nos encontros.

O diretor-presidente da Coamo, José Aroldo Gallassini, fez uma ampla análise de como a agricultura brasileira se comportou diante de tantas adversidades e aproveitou para avaliar o desenvolvimento do país, que segundo ele, continua paralisado. Fato este atribuído principalmente a grave crise institucional instalada no Governo Federal, que passa pelo Congresso Nacional e se espalha pelos partidos políticos causando impunidade e desordem.

O comportamento do mercado de grãos

Altos estoques mundiais e desvalorização do dólar frente ao real mantêm preços no mercado interno, diz Dr. Aroldo Gallassini

Um assunto que chama a atenção dos cooperados durante as Reuniões de Campo, seja no primeiro ou no segundo semestre, é a comercialização dos produtos agrícolas. Por esta razão, o presidente da Coamo, Dr. Aroldo Gallassini, faz questão de expor com clareza a situação de cada produto (milho, soja, trigo, algodão, café) diante do comportamento do mercado, aliado ao consumo e produção mundial.

Para Gallassini, apesar das inúmeras dificuldades, não é hora do produtor rural desanimar. “A desvalorização do dólar frente ao real e os altos estoques mundiais devem manter os preços no mercado interno e prejudicar as exportações. Então, diante desta situação, o melhor para o agricultor é planejar bem a sua atividade para errar o menos possível”, orienta.

Conforme Dr. Aroldo, os preços da saca de soja, em dólar, por exemplo, segue na média dos últimos dez anos (US$ 11,40). “O que está ruim é o valor do dólar frente ao real”, afirma. “E para que este preço melhore é necessário que os estoques mundiais baixem ou que o dólar tenha uma maior valorização, frente ao real”, explica.

Soja verde – O contrato futuro de soja, uma modalidade moderna de comercialização disponibilizada pela Coamo também neste ano, ocupou espaço especial nas reuniões. Dr. Aroldo fez questão de explicar detalhadamente as vantagens em vender a “soja verde”, garantido o custo de produção e com possibilidade de alcançar um bom preço no produto, no futuro. Contudo, ele deixa bem claro: “é uma modalidade moderna, avançada e que poucas empresas têm. Mas é preciso pensar bem na hora de fechar o negócio porque se o produtor vender ele tem que cumprir o contrato e entregar a produção”, alerta o presidente da Coamo.

 

Planejamento e gestão da propriedade rural

Administrar crises tem se tornado uma constante na vida do agricultor. Por isso, é importante manter as contas na ponta do lápis

Em tempos de crise a saída é estar sempre com os pés no chão e administrar a propriedade da melhor forma possível. Planejar é conduzir a atividade de forma organizada, acelerando o ritmo de desenvolvimento e garantindo dias melhores. Durante as Reuniões de Campo este foi um dos assuntos abordados. Para o Dr. Aroldo Gallassini, presidente da cooperativa, é hora de começar do zero. Ele diz que o produtor precisa rever seus conceitos e administrar seus negócios com profissionalismo. “Não deixar de anotar os custos para saber exatamente quanto se gasta para produzir uma saca de soja, por exemplo”, comenta.

Sobre os maquinários disponíveis na propriedade, o presidente da Coamo explica que é necessário fazer um levantamento para saber se eles estão adequados à área plantada. “Máquinas a mais podem gerar um custo desnecessário”, revela, acrescentando que tem produtores que gostam de manter diversas máquinas para plantar em curto espaço de tempo. “Isto não é necessário. Para plantar a soja, por exemplo, temos mais de dois meses de zoneamento, então para que a pressa?”, questiona.

Se faltar maquinário, Dr. Aroldo orienta que deve-se analisar se é melhor comprar ou terceirizar. Conforme ele, dependendo do tamanho da área, terceirizar sai mais barato. “Mas de um fator o produtor rural não deve abrir mão: é preciso manter a tecnologia, garantir a fertilidade do solo para não deixar baixar a produtividade. Na crise a ordem é cortar custos, mas realmente onde eles deve ser cortados”.

Outra boa opção é a diversificação da propriedade. Dr. Aroldo explica que existem grandes propriedades com baixas rendas e pequenas propriedades com altas rendas. E a grande causa disso é justamente e forma de conduzir a atividade. “Diversificar é a melhor saída. Quando uma atividade vai mal, a outra, com certeza. será o ponto de equilíbrio”, sugere.

 

Os insumos e o custeio da produção

Custo das lavouras mais barato e aumento no volume de recursos para custeio da safra agradam cooperados da Coamo

Desde o início das Reuniões de Campo, há mais de três décadas, o trabalho tem sido positivo e com grande interesse do quadro social em ficar por dentro das tendências de mercado dos produtos agrícolas, da situação geral da Coamo entre outros assuntos.

Durante as reuniões deste segundo semestre, o engenheiro agrônomo Nei Leocádio Cesconetto, gerente de Assistência Técnica da Coamo, falou sobre o custo dos insumos para as lavouras de verão, da safra 2006/2007. Segundo Cesconetto, o pacote tecnológico teve uma redução nos custos, em comparação com o ano passado. “Conforme o insumo utilizado, houve variação de 10% a até 30%”, considera, indicando que vários fatores contribuíram para esta redução, entre eles a desvalorização do dólar frente ao real e o avanço de novidades como a soja transgênica.

O gerente Técnico da Coamo também apresentou, durante os encontros, os volumes de re-cursos destinados pelo governo federal para custeio da safra de verão. Segundo Cesconetto, para o crédito rural, o valor subiu 13%, em comparação com a safra passada, passando de R$ 44,3 milhões para R$ 50,0 milhões. “E outra boa informação foi o aumento do limite de financiamento para algumas culturas. A soja por exemplo, passou de R$ 140,0 mil para R$ 300,0 mil por produtor”, conclui.

 

Fala Cooperado:


Carlos Anizelli, de Peabiru – “Nos dias de hoje informação é fundamental. E a Coamo é a nossa grande parceira neste momento”.
Luiz Carlos Bueno, de Palmas – “Sempre acompanho as ações da cooperativa em favor dos seus associados. E estou bastante satisfeito”.
Aparecido Salmazo, de Caarapó – “Participo pela primeira vez da Reunião de Campo e sinto a diferença em ser cooperado da Coamo. Estou muito satisfeito”.