A Credicoamo acaba de liberar as primeiras cédulas de financiamento de custeio da safra de verão (soja e milho), propostas pelos seus cooperados. A cooperativa tem um projeto de liberar recursos quinzenalmente, de acordo com a demanda do seu quadro social, até meados de novembro. Neste ano, o volume de dinheiro disponibilizado aos cooperados da Credicoamo, através do crédito rural oficial, é 70% maior que o aplicado na safra anterior, com taxa de 6,75% ao ano, além de recursos complementares.
“Nesta primeira etapa foram liberados recursos que estão sendo utilizados pelos cooperados para aquisição dos insumos que serão usados no plantio da safra”, informa o diretor-presidente da Credicoamo, José Aroldo Gallassini. Ele lembra que entre as grandes vantagens do cooperado financiar através da Credicoamo estão a segurança e a agilidade no atendimento. “Hoje contamos com um quadro de 6,7 mil cooperados. E como eles estão dentro de casa, fica mais fácil atendê-los”, valoriza Gallassini.
Seguro agrícola – Além do Proagro, a Credicoamo também disponibiliza aos seus cooperados a possibilidade de contratação do seguro agrícola. Neste ano, através da parceria com as seguradoras Mafre e Brasileira Rural, os limites a serem contratados tiveram incremento de 50%, em relação à safra passada. Outra novidade para os cooperados é o aumento no porcentual de cobertura. “No ano passado a cobertura era única, em 55% da produtividade média do município. Agora, este porcentual pode variar de 55% a 65% da média histórica municipal, conforme os índices do IBGE”, destaca o presidente da Credicoamo, acrescentando que com a subvenção de 50% do valor, pelo governo federal, o seguro agrícola passou uma boa opção de garantia da lavoura.
Atendimento – Para optar pelo financiamento de custeio e seguro agrícola , os cooperados da Credicoamo devem procurar os Postos de Atendimento Cooperativo (PAC’s), que funcionam junto aos entrepostos da Coamo no Paraná e em Santa Catarina.
Soja
O mercado continua especulativo e com grandes oscilações (mercado de clima). Ainda bem, já que quando as cotações de Chicago cedem o câmbio tem favorecido e o inverso também tem sido verdadeiro. Até a colheita americana ainda há possibilidades de vivermos fortes emoções. Com a redução de área de plantio o mercado fica muito apreensivo e na expectativa de qualquer quebra, em cima desta redução, será significativa. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou dia 20 de agosto o relatório sobre a evolução das lavouras de soja. Segundo o USDA, 54% das lavouras estão entre boas e excelentes condições, 28% em situação
regular e 18% entre ruins e muito ruins. Na semana anterior, os números eram 56%, 28% e 16%. O relatório indicou que 92% das lavouras encontram-se em fase de frutificação, contra 84% na semana passada, 92% em igual período do ano passado e 88% de média dos últimos quatro anos. Segundo o USDA, 2% das lavouras estão em maturação, contra 4% em igual período do ano passado e 2% da média.
Milho
O mercado internacional nas últimas semanas proporcionou preços que foram um presente inesperado ao produtor brasileiro, devido as condições climáticas adversas terem reduzido significativamente a produção nos principais países produtores da Europa e Leste europeu, levando-os a buscar milho “não transgênico” em outras origens, sendo o Brasil o país com as melhores condições em atendê-los. O preço subiu rápido e os produtores intensificaram as vendas, aproveitando os bons preços. Neste momento o mercado internacional começa a apresentar sinais de saturação. Porém, não se sabe ao certo os reais volumes de milho que os países da Europa e Leste europeu deverão importar para suprir suas necessidades, bem como qual o volume de trigo danificado pelas chuvas que serão destinados para ração animal nestes países. Lembramos que o milho transgênico produzido pela Argentina está liberado na Europa para consumo humano, não estando autorizado para consumo animal. Uma falha de legislação que se ajustada poderá levar os importadores europeus a buscar este milho que hoje está US$ 40,00 mais barato que o brasileiro.
Trigo
No mercado interno, os primeiros lotes da safra nova brasileira começam a entrar no mercado e com eles vêm as dúvidas em relação ao comportamento dos preços no ano comercial 2007/2008. No momento as ofertas são restritas com produtores vendendo somente o necessário para liquidar dívidas. A formação de preço no mercado interno dependerá do comportamento das cotações no mercado internacional e do câmbio no Brasil. A bolsas dos Estados Unidos servem de referência para a Argentina, que reflete estas tendência para o Brasil. Já as cotações norte-americanas dependem do quadro de oferta e demanda global. No âmbito global a safra norte-americana é a que tem maior peso na formação de preços. Além de ser o maior exportador do cereal, é neste país que se localizam as Bolsas de Kansas e de Chicago, balizadoras do mercado mundial. O mundo consumirá mais de 620 milhões de toneladas na temporada de 2007/08, acima dos 617 milhões de toneladas do ano anterior, incremento este devido ao crescimento demográfico e da economia global.
Café
A alta externa e a puxada no dólar elevou os preços internos. As perdas em bolsa vêm sendo compensadas pela alta do dólar o que mantém os preços relativamente estáveis. O produtor, tão perto de alcançar o patamar desejado, retarda as vendas à espera de melhores preços. É o risco que o produtor corre de ver o mercado, outra vez, sofrer uma investida vendedora. Isto seria facilitado por um bom resultado das floradas brasileiras. Apesar do risco de curto prazo, o mercado ainda apresenta uma cara muito boa, o que permite ao produtor adiar as vendas, acreditando em melhores preços. Porém, é bom tomar cuidado para não perder o contato com a realidade. O grande vilão do mercado é o dólar e não os preços internacionais do café, que se encontram bem acima da média histórica.
VARIAÇÕES |
mar/07 |
abr/07 |
mai/07 |
jun/07 |
ago/07 |
Acumulado Período |
Acumulado 12 meses |
IGPM (% AO MÊS) |
0,34% | 0,04% | 0,04% | 0,26% | 0,28% | 1,24% | 4,00% |
TR (% AO MÊS) |
0,19% | 0,13% | 0,17% | 0,15% | 0,15% | 0,80% | 1,90% |
DÓLAR COMERCIAL (%AO MÊS) |
-3,20% | -0,81% | -5,16% | -0,14% | -2,52% | -11,63% | -13,73% |
TJLP (% AO MÊS) |
6,50% | 6,50% | 6,50% | 6,50% | 6,25% | ||
SOJA |
9,26% | 3,70% | 3,00% | 4,87% | 11,92% | 33,27% | 113,39% |
MILHO |
6,67% | 7,14% | 0,00% | 1,45% | 16,00% | 22,63% | 119,90% |
ALGODÃO |
0,00% | 0,00% | 6,25% | 0,00% | 0,00% | 6,25% | 6,25% |
TRIGO (PH 78) |
0,00% | 9,09% | 0,00% | 2,00% | 3,85% | 18,23% | 82,44% |
MÁQUINAS/ INSUMOS X PRODUTOS |
mar/07 |
abr/07 |
mai/07 |
jun/07 |
ago/07 |
MÉDIA DO PERIODO |
MÉDIA ULT. 12 MESES |
TRATOR NEW HOLLAND TM-135 - 125 CV (COMPLETO) |
|||||||
SOJA |
6.018 | 6.000 | 4.428 | 4.388 | 4.356 | 5.204 | 5.670 |
MILHO |
10.968 | 11.379 | 8.571 | 8.633 | 8.889 | 9.951 | 11.118 |
ALGODÃO (TIPO 6) |
11.333 | 11.000 | 8.000 | 8.000 | 8.000 | 9.936 | 11.156 |
TRIGO (PH 78) |
7.083 | 7.174 | 4.848 | 4.706 | 4.528 | 5.922 | 6.395 |
COLHEITADEIRA NEW HOLLAND TC 57 (COMPLETA) |
|||||||
SOJA |
11.150 | 11.455 | 10.364 | 10.969 | 10.889 | 10.917 | 11.294 |
MILHO |
20.323 | 21.724 | 20.357 | 21.583 | 22.222 | 21.024 | 22.252 |
ALGODÃO (TIPO 6) |
21.000 | 21.000 | 19.000 | 20.000 | 20.000 | 20.751 | 22.086 |
TRIGO (PH 78) |
13.125 | 13.696 | 11.515 | 11.881 | 11.321 | 12.378 | 12.712 |
PLANTADEIRA PSE 8 2S (COM CÂMBIO) |
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SOJA |
1.460 | 1.531 | 1.554 | 1.539 | 1.528 | 1.502 | 1.514 |
MILHO |
2.661 | 2.903 | 3.007 | 3.029 | 3.119 | 2.888 | 2.983 |
ALGODÃO (TIPO 6) |
2.750 | 2.807 | 2.807 | 2.807 | 2.807 | 2.843 | 2.960 |
TRIGO (PH 78) |
1.719 | 1.830 | 1.701 | 1.667 | 1.589 | 1.695 | 1.701 |
PULVERIZADOR COLUMBIA MAXTER FLOW |
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SOJA |
1.386 | 1.389 | 1.445 | 1.432 | 1.422 | 1.400 | 1.402 |
MILHO |
2.526 | 2.635 | 2.798 | 2.818 | 2.901 | 2.693 | 2.755 |
ALGODÃO (TIPO 6) |
2.610 | 2.547 | 2.611 | 2.611 | 2.611 | 2.652 | 2.739 |
TRIGO (PH 78) |
1.631 | 1.661 | 1.582 | 1.551 | 1.478 | 1.581 | 1.575 |
CALCÁRIO |
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SOJA |
2 | 2 | 2 | 2 | 2 | 2 | 2 |
MILHO |
3 | 3 | 3 | 3 | 3 | 3 | 3 |
ALGODÃO (TIPO 6) |
3 | 3 | 3 | 3 | 3 | 3 | 3 |
TRIGO(PH 78) |
2 | 2 | 2 | 2 | 2 | 2 | 2 |
Para o cálculo da pariedade dos produtos X máquinas e insumos foram utilizados os preços praticados no último dia do mês. |
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