
Num mundo globalizado, diante de tanta evolução e com tamanha rapidez, o agricultor moderno precisa estar atento e bem informado. Desde que a Coamo foi fundada, no início da década de 70, a diretoria da cooperativa realiza duas vezes por o ano – sempre no início e no final de casa safra, uma verdadeira maratona de reuniões em toda sua área de ação. O objetivo é levar até o quadro social, no Paraná Santa Catarina e Mato Grosso do Sul, um dos “insumos” mais importantes para a tomada de decisão: a informação.
Neste segundo semestre, em nove dias, foram percorridos cerca de cinco mil quilômetros, para cumprir uma agenda de 36 reuniões, que contaram com a participação aproximadamente cinco mil cooperados.
Para o diretor-presidente da Coamo, José Aroldo Gallassini, que esteve em todos os encontros, a grande participação do quadro social foi motivada pelo momento de acessão que o setor agrícola está atravessando, mas principalmente pela oportunidade de “colher” informações eficazes para a tomada de decisões e a correta exploração das atividades.
Mercado futuro – Um dos assuntos que atraem o cooperado, entre os vários que são abordados, para os tradicionais encontros é o de mercado futuro, onde Gallassini, de acordo com o que está ocorrendo no momento, faz uma previsão de preços para os produtos agrícolas. Ele lembrou que o mercado sinaliza melhores preços tanto para o milho como para a soja na próxima safra. “O milho está tomando boa parte da área destinada para a soja nos EUA, o que para os produtores brasileiros é muito bom. Esse aumento de área do cereal é para a produção do etanol, uma vez que os americanos pretendem ampliar esse mercado. Existe ainda uma expectativa de seca em uma parte da Europa e chuva na outra, por isso os preços do cereal já começaram a subir. Os americanos vão produzir 326 milhões de toneladas de milho, o que aumenta as perspectivas de bons preços”, explica Gallassini.
Com toda essa produção de milho nos EUA os estoques mundiais de soja devem baixar, e isso também é um bom sintoma para melhorar os preços. Sem contar a forte tendência mundial da produção de biodiesel, que terá como matéria prima produtos oleaginosos como a soja, canola, mamona, girassol, amendoim entre outros.
Conforme Gallassini, o trigo também deve ter preços satisfatórios, em razão da falta do produto na Argentina, que é uma dos grandes produtores e concorrente direto de exportação com o Brasil. “As tendências são positivas, mas temos de esperar acontecer, pois por enquanto são apenas previsões”, observa o presidente da Coamo.







O objetivo de todo esse trabalho de educação cooperativista, realizado através das Reuniões de Campo, é informar o quadro social sobre a real situação da cooperativa e da agricultura em geral, com toda a clareza possível. “É um jogo aberto. Fazemos questão de manter esse contato com o cooperado para esclarecer toda e qualquer dúvida que estiver ao nosso alcance”, afirma Gallassini, que faz questão de informar em todos os encontros a situação geral da cooperativa, que têm uma previsão de faturamento neste ano de R$ 3,2 bilhões.
“Tivemos uma safra de verão normal. Os preços foram prejudicados pelo dólar, que estava baixo, mas foram amenizados pela Bolsa, que anda em alta. Novamente temos uma situação econômica muito boa, estabilizada e capaz de atender nosso cooperado”, revela o presidente da Coamo, aproveitando para dar dicas importantes neste momento de transição da atividade. “Apesar desse cenário positivo que estamos prevendo, a agricultura ainda atravessa um momento de crise. É preciso evitar endividamento, arrendamentos altos e também reduzir custos, seja na propriedade ou até mesmo dentro de casa”, recomenda.
Controle – Para auxiliar neste controle de custos a sugestão de Gallassini é o Programa Coamo de Aperfeiçoamento em Gerenciamento Rural, mas conhecido como “Na Ponta do Lápis”, lançado no ano passado pela cooperativa, e que hoje conta com a adesão de mais de dois mil cooperados. Através do programa, os cooperados conseguem obter com eficiência os custos de produção da lavoura e inclusive as despesas invisíveis – feitas na própria propriedade ou com o dia-a-dia da família e que muitas vezes não são percebidas. O programa está na sua segunda fase de desenvolvimento e agora com uma versão informatizada, que pode ser utilizada por quem já possui computador.
Um dos princípios do cooperativismo é oferecer ferramentas que auxiliem os cooperados na tomada das decisões, para exploração das suas atividades. A Coamo disponibiliza ao seu quadro social não apenas uma, mas quatro modalidades de comercialização, que rotineiramente são enfatizadas por Gallassini, nas Reuniões de Campo: venda ao preço do dia – ainda a mais utilizada; venda antecipada em real; venda antecipada em dólar e trava do dólar. Dr. Aroldo faz questão de lembrar que são alternativas oferecidas o ano todo, mas que devem ser utilizadas de acordo com o andamento do mercado. “Cabe a cada um escolher o melhor momento para comercializar sua produção através deste ou daquele instrumento, mas em qualquer uma das alternativas é preciso vender em função dos custos de produção e de forma escalonada, aproveitando as oportunidades do mercado. Só assim é possível fazer uma boa média”, orienta.
Contudo ele alerta que é preciso se acostumar a vender a produção através de contratos, uma modalidade moderna, mas que a cada safra vem ganhando a confiança do produtor. Entretanto, se vender tem que cumprir. Conforme Gallassini é uma condição que está sendo absorvida com facilidade pelo quadro social. “Vender em função do custo de produção é uma medida inteligente. Quando adquirimos os insumos para safra o ideal é já vencer parte da produção, se o momento for favorável é claro, assegurando o pagamento desses insumos. Depois ainda temos todo o resto para vender. Assim podemos ficar mais tranqüilos e aguardando o melhor momento do mercado para comercializar o restante da produção”, sugere.
Entre os assuntos abordados durante as Reuniões de Campo do segundo semestre, também esteve o Plano Safra 2007/2008. O gerente de Assistência Técnica da Coamo, Nei Leocádio Cesconetto, orientou os agricultores sobre os projetos do governo federal que utilizam recursos do crédito rural, repassando informações importantes para a tomada de decisões.
O governo federal anunciou para a próxima safra um volume de recursos que totaliza R$ 70 bilhões para o crédito rural, sendo R$ 49,1 milhões para o custeio e comercialização; R$ 8,9 milhões para investimento e R$ 12,1 milhões para o Pronaf. “Este volume é 16% maior que o liberado na safra anterior”, comemorou o agrônomo da Coamo.
Outro grande benefício para o produtor rural foi à redução das taxas de juros. “Não aconteceu do jeito que o setor agrícola queria, mas foi o suficiente para amenizar a situação”, analisou, explicando que para o Pronaf“C” e “D” a redução foi de 4% para 3% ao ano, enquanto o Pronaf “E” a redução foi de 7,25% para 5,5% ao ano. O Proger caiu de 8,0 para 6,25% e para o caso dos Demais Produtores a redução foi de 8,75% para 6,75%.
Seguro agrícola – O gerente Técnico da Coamo também aproveitou as reuniões para alertar aos produtores da importância em segurar a lavoura contra sinistros que venham a ocorrer e possam desestabilizar o planejamento. “O seguro agrícola é um insumo que deve ser levado a sério”, argumentou. Cesconetto sugeriu que os produtores rurais devem estar amparados por um seguro da lavoura, sendo que o investimento deve fazer parte do custo de produção necessário para dar segurança e estabilidade na propriedade. “As taxas de Proagro e das próprias seguradora estão próximas às praticadas no ano passado, em razão, principalmente, da subvenção disponibilizada pelo governo. O volume de recursos alocados para essas subvenções aumentaram muito, o que é bom”, assegurou, informando que em 2005 era de R$ 2,3 milhões e para a nova safra foram liberados R$ 99 milhões, sendo que cada produtor poderá ter até R$ 32 mil de subvenção do governo.






Evandro Crudo, de Caarapó/MS - “É sempre válido participar das Reuniões de Campo para manter-se bem informado. É uma ótima oportunidade de saber o que está acontecendo no setor, principalmente sobre as questões de mercado, para podermos atuar ainda melhor da porteira para fora das nossas propriedades”. |
Pedro Geraldo, de Araruna - “Acompanho todas as reuniões com a diretoria da Coamo. Gosto de todos os assuntos abordados pelo presidente. Depois que recebemos essas informações saímos daqui sabendo o que vamos fazer. Pelo jeito teremos bons preços no futuro. Estou bastante animado”. |
A média geral de produtividade dos cooperados da Coamo, em toda área de ação da cooperativa, foi satisfatória na última safra de verão. Os números foram apresentados pelo engenheiro agrônomo Nei Leocádio Cesconetto, gerente de Assistência Técnica da Coamo, durante as Reuniões de Campo. De acordo o levantamento, a soja foi encerrada com média de 124 sacas por alqueire, o que representa uma safra normal. “Poderia ter sido melhor, não fosse o advento da ferrugem, que entrou com muita força na última safra e prejudicou as lavouras, principalmente no Mato Grosso do Sul”, lembrou Cesconetto.
No caso do milho o resultado foi melhor, ainda. Com exceção de algumas regiões, o cereal alcançou produtividades surpreendentes no último verão. A produtividade média geral da Coamo foi fechada em 359 sacas por alqueire, reforçando a tese de que a cultura responde bem ao uso da tecnologia preconizada pelo Detec da Coamo.
O gerente da Coamo fez uma avaliação positiva dos números, considerando que os resultados das lavouras refletiram desempenho dos cooperados na aplicação das tecnologias. “Estamos sempre buscando novas tecnologias e incentivando a melhoria da fertilidade do solo, utilização da assistência técnica personalizada e a busca de informações. E isso faz a diferença, quando junta-se ao trabalho sério e consciente do nosso cooperado”, garantiu.
Médias por entreposto – Por onde passou a diretoria da Coamo apresentou aos cooperados um quadro comparativo das produtividades médias das lavouras de soja e milho. Os produtores conheceram a realidade dos seus municípios e de outras regiões, além dos números gerais da cooperativa. “Criamos uma espécie de ranking que revelou onde se concentraram as maiores produtividades médias, no último verão”, destacou Cesconetto.
A maior média em produtividade da soja, na região da Coamo, foi de São Domingos, no Oeste de Santa Catarina, com 143 sacas por alqueire. No milho, o melhor resultado foi de Ouro Verde, também no Oeste de Santa Catarina, que fechou a safra com uma produtividade média de 424 sacas por alqueire.




Egon Portz, de Toledo - “Aguardamos com ansiedade as informações trazidas pela diretoria da Coamo. A bagagem de conhecimento do nosso presidente nos ajuda muito”. |
José Antonio da Silva Góes, de Ivaiporã - “Gosto muito das colocações da diretoria nestas reuniões. Saímos daqui mais informados sobre o que vamos fazer no futuro. Não perco nenhum evento desses”. |
Sergio Fait, de Guarapuava - “Hoje comprovamos que podemos, ainda, acreditar na nossa atividade. As previsões feitas pelo Dr. Aroldo são animadoras e nos passa muita confiança”. |


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Alessandro Gaspar Colombo, de Campo Mourão - “Tenho participado das reuniões com a diretoria da Coamo e considero esta oportunidade um grande privilégio. Aqui recebemos as informações que nos servirão em muito para um ajuste no planejamento da safra, quando necessário, e, principalmente na condução das nossas lavouras. E com o panorama positivo estou bem animado”. |