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Coamo Agroindustrial Cooperativa | Edição 375 | Agosto de 2008 | Campo Mourão - Paraná

Manejo

É hora de “esqueletar” o cafezal

Poda é estratégica para a lavoura render mais, com baixo investimento

Com a colheita deste ano chegando ao seu final, o café registra um bom rendimento nesta safra. O agrônomo Gilberto Guarido, do Detec da Coamo em Campo Mourão (Centro-Oeste do Paraná), diz que apesar da safra positiva, em termos de rendimento, os preços baixos no mercado e a elevação dos custos de mão-de-obra e fertilizantes estão tirando o sono dos cafeicultores. “Sabemos que há uma expectativa de melhora dos preços a médio prazo. Porém, o problema é como continuar investindo na lavoura diante do quadro atual e da baixa produtividade esperada para a próxima safra”, ressalta Guarido.

Atitudes – Entres as alternativas sugeridas pelo agrônomo para que o cafeicultor possa melhorar o rendimento da cultura está a utilização de podas. “A de esqueletamento é a mais indicada, já que a expectativa para a próxima safra é de uma produtividade reduzida”, recomenda. O ideal, segundo Guarido, é manter intactas aquelas em que haverá produção no próximo ano.

Vantagens – Entre as vantagens deste tipo de poda está a redução do uso de fertilizantes e a redução de mão-de-obra com a colheita de plantas com baixa produção. “As plantas podadas terão uma recuperação de seu vigor e desenvolvem intensa brotação. Por outro lado, se não for efetuada a poda, o cafeicultor terá gastos maiores com fertilizantes, controle de broca, desbrota e custo alto com a colheita dos poucos frutos que serão produzidos”, esclarece o técnico da Coamo.

“A Via Sollus Corretora de Seguros Ltda., atuará na intermediação entre o segurado e a seguradora, buscando resultado que disponibilize o produto ao consumidor da melhor forma possível e com o menor preço”, explica Sidinei Lucheti Martioli, gerente da Via Sollus Corretora de Seguros.

Momento certo – A poda poderá ser realizada de agosto a outubro, com orientação técnica, antes do desenvolvimento da brotação natural. A partir da poda, a brotação estará plenamente desenvolvida e pronta para o florescimento no próximo ano. “Os novos ramos irão aproveitar toda a energia produzida para o crescimento. Quem também se beneficia é sistema radicular das plantas. Assim, há uma renovação do cafezal, com aumento do número de flores e grãos na safra do ano seguinte”, orienta o agrônomo da Coamo.