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Coamo Agroindustrial Cooperativa | Edição 386 | Agosto de 2009 | Campo Mourão - Paraná

Bovinocultura

Leite na dianteira dos negócios

Em Pinhão, os Lupepsa investem na bovinocultura leiteira e estão transformando a atividade na principal fonte de renda do sítio

Quando a pecuária leiteira foi implantada na propriedade do cooperado Osvaldo Lupepsa, de Pinhão, na região Centro-Sul do Paraná, a intenção, segundo o produtor, era de, apenas, complementar a renda da família. Mas hoje, quase cinco anos depois, a atividade já se transformou na principal fonte de rendimento da propriedade de 50 alqueires, onde a agricultura também é opção, dentro da estrutura de negócios.

Em 20 alqueires destinados a produção de grãos, o cooperado cultiva soja e milho no verão. Outros 10 alqueires são ocupados por pastagens perenes e, no inverno, a área de agricultura ainda dá lugar para a pastagem, que mantém a produção leiteira.

Lupepsa conta que a ideia de trabalhar com leite surgiu em 2005 e hoje, depois de alguns investimentos já concretizados, como a instalação de resfriador, ordenhadeira e o melhoramento genético do plantel, que é formado por vacas das raças holandesa e jersey, a atividade se fortaleceu e os lucros aparecem com mais facilidade. Mas nem por isso com menos trabalho. “No inicio a gente queria que o leite suprisse nosso custo. Hoje, pretendemos fazer dessa atividade o carro-chefe da propriedade”, observa Lupepsa. Orientado e apoiado pela Coamo, ele está investindo, também, na implantação de pastagens de verão. “Minha intenção é manter a média de produtividade entre inverno e verão, por isso estamos investindo na pastagem. No inverno aproveitamos a aveia e o azevém também para o pastoreio”, explica.

RESULTADOS – Conforme o agropecuarista, em 2008 o leite já representou cerca de 50% da receita da propriedade, e nos próximos dois anos, a intenção do cooperado é fazer com que a atividade seja responsável por pelo menos 70% do valor agregado no sítio. “Hoje, todas as despesas que temos com funcionários, luz elétrica e até de maquinários nos custeamos com o lucro do leite”, conta Lupepsa, lembrando que durante todo o ano passado foram produzidos mais uma média de 510 litros de leite por dia, com 33 vacas em lactação.

PROJETO FUTURO – Com o bom andamento da atividade, o cooperado já pensa em aumentar o plantel e, por consequência, a produtividade, para mais de mil litros de leite por dia. “Meu planeja-mento é chegar a 100 vacas, sendo, pelo menos 65 em lactação”, espera o produtor, que ainda neste ano, deseja alcançar os setecentos litros de leite por dia.

Na opinião do veterinário da Coamo, Fábio Guimarães Pinto, que atende a região, os Lupepsa se tornaram exemplo de tecnificação e cumprimento de metas. ele diz que o cooperado se preocupa com as fases da atividade, do melhoramento genético à nutrição. “A preocupação sempre foi alcançar o máximo do potencial da atividade, com investimentos direcionados para o conforto dos animais e agilidade no trabalho”, valoriza o técnico.