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Coamo Agroindustrial Cooperativa | Edição 386 | Agosto de 2009 | Campo Mourão - Paraná

Editorial

A mata ciliar e os índices de produtividade

Engenheiro agrônomo José Aroldo Gallassini, idealizador e diretor-presidente da Coamo Agroindustrial Cooperativa

Os produtores brasileiros estão vivendo momentos de apreensão pela situação atual que envolve graves problemas, como o Código Florestal e os índices de produtividades. Atualmente, há uma discussão muito grande em torno do Código Florestal Brasileiro que está vigente desde 1965, e que precisa ser reformulado para o setor agrícola continuar produzindo ali-mentos com segurança.

A questão crucial do novo Código Florestal que agricultores, entidades representativas como a OCB e a CNA, e o setor produtivo estão reivindicando é a manutenção da mata ciliar e a eliminação da reserva legal (20%), devendo ser levado em consideração o fato de que, nem municípios, estados e muito menos quem produz, deve perder parte da sua renda e do seu patrimônio.

Espera-se que esta situação seja resolvida o mais breve com bom senso e atitudes positivas por parte do Congresso Nacional em benefício de milhões de produtores brasileiros, que com competência e muito trabalho vem promovendo uma agricultura de primeiro mundo e fazendo a diferença para o superávit da balança comercial brasileira.

Outra grave situação que vem chamando a atenção dos agricultores e das lideranças do setor é a intenção do governo em alterar os índices de produtividade em prol da reforma agrária. Esta medida está sendo repudiada com veemência pela classe produtora e pelo ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Reinhold Stephanes, além de gerar mal-estar dentro do próprio governo.

A Coamo entende que os índices de produtividades estão adequados, não sendo necessárias as alterações pretendidas pelo governo. A mudança nos índices de produtividades terá como consequência o risco que muitos produtores correrão de perder suas propriedades para fins de reforma agrária e desta maneira, terão que abandonar suas atividades agrícolas, o que não desejamos em hipótese alguma, já que a agricultura brasileira tem cumprido o seu papel social para o progresso do nosso país, colaborando, decisivamente, para o equilíbrio da balança comercial.