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Coamo Agroindustrial Cooperativa | Edição 386 | Agosto de 2009 | Campo Mourão - Paraná

Reuniões de Campo

Mais de 10 mil nos encontros do 2º semestre

No contato direto com a diretoria da Coamo, associados recebem informações que auxiliam a tomada de decisões sobre o cultivo da nova safra de verão

Como parte das ações de planejamento para o cultivo da nova safra de verão, a diretoria da Coamo acaba de concluir a segunda etapa deste ano das tradicionais Reuniões de Campo. O projeto faz parte da estratégia de apoio à produção e abrange todos os municípios da área de atuação, desde a fundação da cooperativa, há 39 anos. No contato com os associados, a diretoria auxilia a tomada de decisões, disponibilizando um dos insumos mais importantes para a produção agropecuária do momento: a informação.

Contabilizando os números da maratona de encontros do segundo semestre, a diretoria percorreu mais de seis mil quilômetros e esteve com os cooperados no Paraná, em Santa Catarina e no Mato Grosso do Sul. Foram 41 reuniões, contando com os encontros realizados nas regiões de Goioerê e Brasilândia do Sul, no Noroeste do Paraná, que acabam de ser incorporadas à área de atuação da cooperativa. Mais de 10 mil agricultores prestigiaram as reuniões, superando as expectativas e sempre com grande interesse.

“Os cooperados sabem que diante da rapidez que a tecnologia evolui quem não estiver bem informado pode correr o risco de ficar para trás. É este o apoio que procuramos oferecer, sempre, ao nosso quadro social. Um benefício que faz uma grande diferença, sobretudo no momento de produzir e comercializar a safra”, argumenta o presidente da Coamo, José Aroldo Gallassini, que esteve em todas as reuniões.

R$ 139 milhões devolvidos até julho

Dinheiro retornou aos associados em forma de benefícios diretos, como sobras, restituições de capital por idade e outros prêmios

Durante as Reuniões de Campo, o presidente da Coamo, José Aroldo Gallassini, aproveitou para fazer uma análise da agricultura brasileira e das perspectivas para o segundo semestre, bem como expor a situação geral da cooperativa. Ele disse que tudo indica que será um ano favorável para a cultura da soja. No entanto, segundo ele, as expectativas não são muito positivas para o milho. “A baixa cotação do dólar acabou prejudicando a renda do produtor”, afirmou Gallassini. “E analisando o desenvolvimento do país – continua -, o baixo crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), no ano de 2009, afetou as balanças de pagamento, que, por sua vez, foram prejudicadas pelas importações. Diante deste quadro, os preços dos alimentos, que antes estavam bons, hoje estão sendo afetados pela queda do dólar e a redução do consumo”, considera Gallassini.

COAMO FORTE – A grande participação do quadro de associados tem sido a base para manter a Coamo sempre forte no mercado e capacitada para oferecer todo o apoio aos seus cooperados. Gallassini tranquilizou os associados ao garantir que a situação econômica da cooperativa, apesar da crise mundial, é normal. “Até o mês de junho desde ano já devolvemos ao quadro social um total de R$ 139,7 milhões em benefícios como: restituição de ICMS; sobras; ajuda de custo de frete; bônus de soja convencional; prêmio de atuação do cooperado; prêmio de produção de sementes; restituição de capital por idade, entre outros”, destaca o presidente da Coamo.

O plano safra e o mercado de grãos

“Recursos oficiais para o plantio das lavouras 2009/10 são positivos, mas ainda precisam melhorar”, analisa Dr. Aroldo Gallassini

Os recursos disponibilizados pelo governo federal para a safra 2009/2010 também foi assunto das Reuniões de Campo do segundo semestre. O presidente da Coamo, José Aroldo Gallassini, analisou que os R$ 107,5 bilhões anunciados para a nova safra são 37% maior que os disponibilizados no ciclo agrícola anterior. “São R$ 92,5 bilhões para a agricultura comercial e R$ 15 bilhões para a agricultura familiar. Os valores são significativos e vão atender um numero maior de produtores, o que é muito bom, mas ainda precisa melhorar”, considera Gallassini.

COMERCIALIZAÇÃO – O mercado de commodities é um dos assuntos que mais chama a atenção dos cooperados durante os encontros. São expostas as informações que formam o quadro geral de comercialização da safra, interna e externamente. O presidente da Coamo analisa os dados dos principais produtos comercializados pela cooperativa, considerando o que pode acontecer no mercado diante do consumo e a produção mundial de grãos. “Neste primeiro semestre, apesar das dificuldades com a estiagem nas safras de verão e inverno, e a queda dos preços, o produtor não deve desanimar. A desvalorização do dólar frente ao real e os altos estoques mundiais devem manter os preços no mercado interno”, assegura Gallassini. O presidente da Coamo revela, ainda, que é possível acreditar em um aumento no consumo de grãos em todo o mundo com a estabilização da crise. “Este seria outro fator favorável para a agricultura. Um bom motivo para os preços melhorarem”, considera Gallassini.

Fala Cooperado:

Expressiva participação dos cooperados

Encontros são acompanhados atentamente por milhares de associados em todos os entrepostos da área de atuação da Coamo

Safra bem planejada

Fertilizantes puxam o custo de produção para baixo, na comparação com a safra passada, e produtor mantém investimentos na lavoura

Quando o assunto é a safra de verão, o planejamento é a principal ferramenta do produtor rural. Conferir as informações de mercado, avaliar os custos da produção, checar as novas tecnologias e assegurar a rentabilidade da safra, através do seguro da lavoura, são atribuições que cabem ao homem do campo, na busca por resultados mais eficientes dentro e fora da propriedade. Um assunto que também fez parte da pauta das Reuniões de Campo. E que, neste ano, trouxe como novidade para os cooperados a redução nos valores dos fertilizantes. Fato que puxou para baixo o custo de produção, na comparação com a safra passada, e que animou os agricultores a manter os investimentos para a condução das lavouras.

O gerente de Assistência Técnica da Coamo, Nei Leocádio Cesconetto, disse que, na média, em relação ao ciclo agrícola anterior, a redução nesta safra fica entre 13% e 14% na cultura da soja, diante de investimentos para a produção média de 130 sacas por alqueire; e entre 15 a 20% no milho, para uma produtividade média estimada de 350 sacas por alqueire. “Com esta redução, e os cooperados mantendo os seus investimentos nas lavouras, que já são altos, aumenta a expectativa de melhores resultados com a safra”, aponta Cesconetto. O adubo, segundo o gerente da Coamo, representa praticamente a metade do custo de produção da lavoura de milho e cerca de 40% da soja. O restante fica por conta dos demais insumos e dos ser-viços.

SEGURO AGRÍCOLA – Os recursos anunciados pelo governo federal para a subvenção do seguro agrícola também foram analisados por Cesconetto. Ele disse que para 2010 a proposta é de disponibilizar R$ 273 milhões para garantir as lavouras, com objetivo de atender 90 milhões de produtores rurais e cobrir uma área de 8,1 milhões de hectares. O gerente da Coamo apresentou, ainda, informações sobre doenças da soja; cultivo do milho transgênico e também a evolução de produtividade de milho e soja na área de ação da cooperativa.

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