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Coamo Agroindustrial Cooperativa | Edição 397 | Agosto de 2010 | Campo Mourão - Paraná

Colheita

Safrinha: Produção e qualidade

Milho de segunda safra rende muito bem e surpreende

Se o mercado não tem sido muito animador, pelo menos o clima favorável deste ano foi determinante para os bons resultados que os produtores rurais alcançaram com as lavouras de milho na segunda safra. Resultados que animaram os adeptos ao cultivo do cereal também no período de inverno. É que a boa produtividade acaba viabilizando os investimentos, que na maioria das vezes são realizados com recursos próprios. E como o clima também colaborou para o recolhimento da safra, os produtores não perdem tempo para retirar da lavoura uma das melhores safras de milho safrinha, em volumes e qualidade, da história da cooperativa.

Até o fechamento desta edição mais de 95% dos 175 mil alqueires semeados pelos associados da Coamo já foram colhidos no Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul. A produtividade média entre os cooperados da Coamo, neste ano, deve ser fechada em cerca 178 sacas por alqueire.

Em Barbosa Ferraz, na região Noroeste do Paraná, o cooperado Luiz Livon, cultivou, em parceria com o filho, Roberto, 20 alqueires de milho safrinha e comemorou muito o rendimento da lavoura e também a qualidade do produto. Ele recebeu a reportagem do Jornal Coamo e revelou que a produção deste ano foi acima do esperado, principalmente para uma região onde quase não se consegue colher safrinha, por conta das baixas temperaturas no inverno. Segundo o cooperado, de cada dez anos pelo menos sete são de intensa geada em Barbosa Ferraz, o que inviabiliza bons resultados com o milho no período.

Neste ano os Livon deram a volta por cima e fecharam a média de produtividade em 150 sacas por alqueire, para alegria da família. “Para nós está ótimo, principalmente porque não investimentos muito na cultura, em razão do risco que corremos aqui. Mas agora, diante dessa boa surpresa, já estamos enxergando o milho de inverno com outros olhos. Com esse fator geada sendo menor vamos passar a investir mais também na safrinha”, argumenta Livon, apoiado pelo filho Roberto. “É um resultado para festejar. Temos ótimas produtividades de soja, mas de milho infelizmente fazia anos que não acertávamos e agora deu certo. Conseguimos boa produtividade e grande qualidade de grãos”, comemora.

O agrônomo Cezar Luiz Ferreira, encarregado do Detec da Coamo em Barbosa Ferraz, garante que o contentamento com a cultura é geral na região e atribui o sucesso da lavoura principalmente ao clima, já que a tecnologia é sempre bem utilizada. “Tudo deu certo neste ano. Tivemos um clima muito favorável, sem geada, que é sempre um limitante para nós. Esses resultados podem ser considerados como uma superação para a nossa região”, comemora.

Média histórica em Juranda e Beltrão

Regiões favorecem o cultivo do milho safrinha e diante do bom comportamento do clima, neste ano, cooperados comemoram, e muito

Os resultados do milho safrinha neste ano também surpreenderam o cooperado Jair Guirao, de Juranda (Centro-Oeste Paranaense). Ele revela que colheu a melhor média da sua história neste ano. Foram 266 sacas de média, em cada um dos 80 alqueires cultivados pelo produtor neste inverno. “A nossa região é muito favorável para a produção do cereal na safrinha e, quando o clima ajuda, a produtividade é certa, principalmente se a tecnologia utilizada for à adequada”, comemora Guirao.

E ele não pretende parar por aí. A meta do cooperado é incrementar ainda mais o pacote tecnológico visando aumentar a produtividade. “Vou trabalhar para superar esse recorde”, planeja Guirao, agradecendo todo o apoio técnico recebido da Coamo. “Temos uma grande parceria com a Coamo e uma ótima assistência técnica, que se empenha muito para conquistarmos esses resultados”, destaca.

FELICIDADE NO ROSTO – Rodrigo Kitayama, de Engenheiro Beltrão, no Noroeste do Paraná, é outro que está ao mesmo tempo impressionado e feliz com o saldo do milho segunda safra. Ele revela que a sua região nunca teve um resultado tão expressivo com a cultura como em 2010. Nos 100 alqueires cultivados por Kitayama a média foi fechada em 270 sacas em cada um deles. “A maior média que tínhamos conseguido aqui, até então, era de 230 sacas”, compara. Ele também destaca que o clima foi amplamente favorável para a cultura e atribui o resultado, também, ao manejo cultural e à tecnologia utilizada na condução da lavoura. “Este foi um ano exemplar para nós. Nos deu mais certeza de que podemos produzir mais, e vamos melhorar, já que tivemos picos de até 300 sacas por alqueire”, prevê o cooperado, afirmando que esperava o resultado pelo trabalho realizado, mas confessando que o clima foi fator determinante.

Números positivos também no Oeste do Paraná

Os números deste ano também multiplicaram o sorriso, já fácil, do cooperado Pedro Werle, de Dois Irmãos, na Região de Toledo, no Oeste paranaense. Ele cultivou 60 alqueires de safrinha durante o inverno e só tem a comemorar. As primeiras áreas colhidas renderam produtividades acima de 280 sacas por alqueire e, na soma geral das áreas, o produtor fechou a colheita com um rendimento médio de 250 sacas de milho em cada alqueire plantado.

Segundo Werle, esse foi o seu melhor resultado com a safrinha em 20 anos de cultivo. O segredo para o sucesso com a segunda safra de milho, na opinião do cooperado, é investir em tecnologia, além de seguir corretamente as orientações técnicas da Coamo e contar com a ajuda do clima.

O cooperado, que também recebeu a reportagem do Jornal Coamo em sua propriedade, diz que assim como a maioria dos produtores que apostaram no cereal, deu tudo certo para ele neste ano. “O milho safrinha sempre foi uma boa opção para esta região. Plantado na época recomendada e com o clima contribuindo então, como aconteceu neste ano, os resultados sempre serão interessantes. Estou feliz com o rendimento deste ano, apesar de ter plantado com pouca esperança. Mas, fiz a minha parte, a cooperativa fez a dela e o clima também ajudou”, diz o cooperado, vibrando com o sucesso da sua lavoura.

Werle não credencia os resultados apenas ao fator sorte, mas também, ao trabalho realizado de forma mais profissional, orientado pela Coamo. “Em primeiro lugar é preciso gostar de trabalhar, seguir as orientações técnicas e não descuidar da lavoura. Mas, antes de tudo procurar semente de ponta, adubar bem e caprichar no manejo”, sugere o produtor, que faz questão de cuidar pessoalmente de todas as etapas da produção.

QUALIDADE – A produtividade não é o único fator positivo comemorado e apontado pelos produtores nesta safrinha. A qualidade dos grãos também surpreendeu, ao ponto de ser, na maioria dos casos, melhor até que a do milho verão. Para que isso acontecesse, o clima mais uma vez foi o responsável direto. As temperaturas amenas (nem baixas e nem altas), água suficiente e o bom período de luz exigidos para o desenvolvimento da cultura, foram os quesitos que contribuíram não somente para a alta produtividade mas, sobretudo, para a ótima qualidade do cereal.