Site Coamo
Coamo Agroindustrial Cooperativa | Edição 417 | Agosto de 2012 | Campo Mourão - Paraná

Aral Moreira

Preservando a história da família

Fazenda Estrela está na divisa do Mato Grosso do Sul com o Paraguai e a região foi palco da Guerra do Paraguai (de dezembro de 1864 a março de 1870)

Uma casa construída em 1915 com tábuas de arueira, peças e móveis antigos que remetem a um passado cheio de história. Foi nesse ambiente que a família Moreira Jacques recebeu a reportagem do Jornal Coamo, na Fazenda Estrela, município de Ponta Porã (Sudoeste do Mato Grosso do Sul). Eleida e os filhos Orlando e Eduardo são cooperados da Coamo em Aral Moreira (Sudoeste do MS) e administram cerca de cinco mil hectares, onde trabalham com lavoura em três mil hectares, pecuária em mil hectares e eucalipto em outros 150.

A Fazenda Estrela está na divisa do Mato Grosso do Sul com o Paraguai e a região foi palco da Guerra do Paraguai (de dezembro de 1864 a março de 1870). Dona Eleida e os filhos fazem parte da quarta geração de uma família iniciada por Antonio Inácio Trindade, tenente-coronel aposentado do Exército Brasileiro, um dos heróis da guerra. Trindade veio do Rio Grande do Sul para a região, e depois da guerra fixou residência na localidade.

Dona Eleida e os filhos fazem questão de manter viva a origem da família. Eles guardam restos de um “carroção de boi” que foi o meio de transporte usado por Antonio Inácio Trindade no deslocamento do Rio Grande do Sul para o Mato Grosso do Sul. A intenção é recuperá-lo e, junto com outras peças, montar um memorial da família. “Mantemos nossas tradições e história”, frisa a cooperada.

Bastante atuante na região, a família Moreira participou de toda a história de colonização de desenvolvimento do Sudoeste do Mato Grosso do Sul. Dona Eleida é sobrinha de Aral Moreira, que foi deputado estadual e dá nome ao município em que a Coamo está instalada. “Nossa família sempre foi bastante atuante e fez parte da história do Mato Grosso do Sul”, lembra.

Atualmente morando em Campo Grande (capital do Mato Grosso do Sul), dona Eleida assumiu a administração da propriedade em 1984, após a morte do marido Nodier Brum Jacques. Ficou à frente dos negócios por 15 anos, enquanto os filhos foram estudar no Rio de Janeiro. Além do Orlando, engenheiro agrônomo, e do Eduardo, médico veterinário, a cooperada é mãe da Lílian, que é economista e mora nos Estados Unidos. “Uma das marcas da família sempre foi incentivar os filhos para que estudassem e pudessem assumir os negócios. Essa tradição vem desde os avós, que nunca mediram esforços para educar os filhos”, comenta.