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Coamo Agroindustrial Cooperativa | Edição 417 | Agosto de 2012 | Campo Mourão - Paraná

Diversificação

Café para encher o terreirão

Há mais de quatro décadas trabalhando com a cultura, ‘seo’ Jacinto é um dos mais tradicionais e otimistas produtores da região de Ivaiporã

O ano não é de safra cheia, mas a produção está sendo de encher o terreirão de café na propriedade do cooperado Jacinto Valentim Lira, em Jardim Alegre, região de Ivaiporã (Centro-Norte do Paraná). Há mais de quatro décadas trabalhando com a cultura, ‘seo’ Jacinto é um dos mais tradicionais e otimistas produtores da região. Ele cita que a paixão pelo café e a renda proporcionada por ela é o que o mantém na atividade. “Gosto muito do café, pois é bastante rentável e sempre tem preço. Não há melhor planta para o pequeno agricultor, principalmente para aquele que trabalha em regime de mão de obra familiar”, considera.

Nas mais de quatro décadas dedicadas à atividade, o cooperado comenta que foram muitas as histórias, sendo a maioria de sucesso. “Tivemos anos de perdas por causa da geada, mas nunca pensei em deixar a lavoura até mesmo porque o café, mesmo com geada, sempre produziu bem”, frisa.

Com cerca de 40% da safra colhida, o trabalho na chácara Lagoinha, Estrada para a Barra Preta, está intenso nos últimos dias. O cooperado acompanha de perto todo o trabalho feito pelos colaboradores. “O café é uma cultura que necessita de uma dedicação a mais. É uma lavoura que precisa ser visitada, que quer carinho, que precisa de cuidados culturais como adubos e curarmos as doenças, pragas e assim por diante. Como tradicional e bom admirador do café sempre dou o carinho que a planta precisa.”

Além de acompanhar os trabalhos na lavoura, ‘seo’ Jacinto é responsável por cuidar da secagem dos grãos no terreirão. O espaço fica bem em frente a casa dele, e várias vezes no dia são dedicadas algumas horas mexendo no café para ajudar na secagem. “Gosto de fazer isso porque faço com carinho e a secagem fica padronizada, o que ajuda a melhorar a qualidade do café”, salienta o cooperado observando que todo o trabalho dedicado vale a pena.

Ele destaca que a produção de café está com boa qualidade. “Nas primeiras colheitas, a bebida estava mais fraca, e agora, com o tempo mais firme, está saindo café de muito boa qualidade”, acrescenta. As variedades cultivadas pelo cooperado são: catuaí amarelo e vermelho e mundo novo. “Não conheço na região variedades melhores do que essas”, garante ‘seo’ Jacinto.

A família cultiva 65 alqueires de lavouras, sendo que o café ocupa apenas um. O restante é destinado para soja, milho e trigo.