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Coamo Agroindustrial Cooperativa | Edição 417 | Agosto de 2012 | Campo Mourão - Paraná

Encontro de Inverno na Fazenda Experimental

Agregando conhecimento

Coamo promove encontros na Fazenda Experimental anualmente em duas oportunidades, sendo uma no verão e outra no inverno

Com o tema “Cooperado: a Coamo pesquisa em seu benefício”, foi realizado nos dias 07 e 08 de agosto o tradicional Encontro de Inverno na Fazenda Experimental da Coamo, em Campo Mourão (Centro-Oeste do Paraná). O evento reuniu cerca de 800 cooperados representando as regiões produtoras do Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul.

Os associados tiveram a oportunidade de conhecer, em detalhes, as novidades tecnológicas voltadas para a produção de grãos, leite e carne durante o período de inverno. Os temas deste ano apresentados aos produtores foram: variedades e épocas de plantio de trigo; doenças em trigo: controle químico e comportamento das variedades; tecnologias no manejo de ordenha mecânica; doenças de milho; tecnologia em aplicação de herbicidas em pastagens; demonstração e resultados de pastejo no sistema milho safrinha com brachiaria ruziziensis; consórcio de milho safrinha com brachiaria ruziziensis.

IMPORTÂNCIA – Para o diretor-presidente da Coamo, engenheiro agrônomo José Aroldo Gallassini, o encontro tem uma importância muito grande para os cooperados. Ele destaca que o inverno é um período de risco para a atividade agrícola onde os produtores contam com poucas opções de renda. “Na medida que o tempo passa e com a evolução tecnológica, a atividade no período mais frio do ano está se aprimorando e vem apresentando alternativas com novos produtos que melhoraram a produtividade. Tudo o que há de novo é mostrado neste Encontro de Inverno da Coamo que fornece opções de renda mais seguras para os cooperados”, considera.

Ao longo de 42 anos de pesquisa os eventos técnicos realizados na pela Coamo tem agregado conhecimento ao produtor e a garantia do aumento de produtividades, conforme destaca o superintendente técnico da Coamo, José Varago. “O produtor sempre aprende algo, seja para implementar uma nova tecnologia ou aprimorar o que já é aplicado, trazendo resultados como tem sido comprovado ao longo desses anos, com as altas produtividades. Por isso, é de fundamental importância a participação do produtor e eu acredito que estamos no caminho certo e pretendemos continuar dessa forma”, destaca.

Para o coordenador do evento e chefe da Fazenda Experimental Coamo, Joaquim Mariano Costa o encontro encerra mais uma edição positiva, onde produtor obteve na prática as novidades que tem na área, com a visualização de como tais tecnologias podem ser implantadas nas propriedades. “Nas sete estações do evento a Coamo trouxe novidades aplicáveis que o produtor certamente irá adotar nas lavouras”, destaca Costa.

Ele afirma ainda que a participação do cooperado nos eventos técnicos da Coamo agrega para todos, pesquisadores e produtores. “Termina o ciclo da finalidade da Fazenda Experimental que é testar aquilo que a pesquisa está desenvolvendo, validar de acordo com a nossa realidade e fazer com que a assistência técnica leve tudo isso ao produtor para que ele possa adotar. Nossa finalidade é a tecnificação do cooperado.”

Eficiência contra as invasoras da pastagem

As plantas daninhas são as principais concorrentes da produtividade das pastagens devido ao grande potencial que elas têm de competição. São plantas invasoras que competem por água, nutrientes, espaço e luminosidade. Os prejuízos com produtividade na pastagem podem chegar a 250%.

Existem dois métodos de controle: o mecânico, por meio da roçada com foice manual ou roçadeira a trator, e o químico, com produtos seletivos de ação sistêmica que atuam apenas na planta invasora. “O controle por meio de roçadas manuais é altamente prejudicial para o cooperado devido a ineficácia deste sistema de controle”, comenta o médico veterinário do Departamento Técnico da Coamo em Campo Mourão, Hérico Alexandre Rosseto. De acordo com ele, o trabalho eliminará momentaneamente a parte superior da planta e o corte estimulará hormonalmente a brotação, aumentando ainda mais a área foliar e da raiz da planta. “As roçadas aumentam a competição das plantas por água, nutrientes, luminosidade e espaço prejudicando ainda mais a pastagem”, reitera.

O veterinário revela que o controle eficaz é feito com manejo correto da pastagem e aplicação de herbicidas específicos que eliminam as plantas invasoras. “Esses herbicidas devem ser aplicados na dosagem correta e no período correto do ano. Na primavera e no verão, temos as temperaturas mais elevadas e as plantas estão em pleno desenvolvimento vegetativo e absorvem em grande quantidade esses herbicidas”, salienta Rosseto.

A área livre de plantas invasoras pode aumentar a produtividade em 100% de pastagem. Rosseto revela que com manejos adequados de piqueteamento e adubação necessária, a melhoria da pastagem pode chegar a 400%. “Há um incremento muito grande quando se faz o controle correto das plantas daninhas usando o herbicida na época recomendada e conduzindo a atividade de forma certa.”

A eliminação das plantas invasoras de pastagens pode representar um incremento de até 90% na lotação animal, e consequentemente no ganho de peso por área. No caso da produção de leite, o aumento na produção de pastagem e maior lotação animal propiciam um número maior de vacas por área e uma elevação de até 58% na produção de leite no mesmo espaço.

Encontro em família

A cooperada, Ana Mazzur, de Mamborê (Centro-Oeste do Paraná) aproveitou a oportunidade para levar os filhos, Arahel e Leara, para o encontro. Ela que desenvolve o trabalho na propriedade em parceria com os irmãos, já marcou presença nos encontros de verão e, agora, participa do evento de inverno pela primeira vez. Para a agricultora tudo que aprende nesses momentos fazem a diferença no campo. “É uma oportunidade de aprender, conhecer novas variedades de cada cultura e, dessa forma, tecnificar a propriedade. Sem dúvidas, esse conhecimento tem melhorado e muito as produtividades na propriedade da minha família”, conta.



Aliando qualidade e produtividade para o trigo

Qualidade e produtividade são dois pontos importantes quando o assunto é trigo. A exigência do mercado em receber produto de qualidade e a necessidade do cooperado em produzir bem para obter renda, tem feito com que as pesquisas invistam em variedades que se adequem a essa realidade. Treze dessas cultivares foram apresentadas aos cooperados durante o encontro. Os experimentos foram realizados em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), Cooperativa Central de Pesquisa Agrícola (Coodetec) e Biotrigo

Segundo o engenheiro agrônomo do Detec da Coamo em Mamborê, José Marcelo Fernandes Rúbio, que coordenou a estação, as variedades apresentadas têm bom potencial produtivo e agregam principalmente a qualidade industrial. “Os cooperados têm à disposição cada vez mais variedades com qualidade industrial, que o mercado exige. A produtividade é um fator que não pode ficar de fora porque é o que gera renda aos cooperados. As variedades apresentadas têm ainda outras características agronômicas como maior tolerância a doenças resistência a acamamentos, dentre outras”, explica.

Rúbio destaca que o cooperado tem várias opções de variedades. “A falta de opção não é um fator limitante para deixar de plantar trigo, que é importante para o sistema de rotação com a diversidade de cobertura de solo e também para a diversificação de renda. Sabemos das dificuldades de comercialização e da falta opções para o inverno, contudo, o trigo é melhor quando se tem uma visão mais ampla do sistema produtivo.”

PALAVRA DA PESQUISA – O pesquisador da Embrapa Manoel Carlos Bossoi ressalta a preocupação em desenvolver variedades que apresentem qualidade e características de produto melhorador. “A busca é por cultivares estáveis que mantenham as características que as indústrias querem e a produtividade que o produtor busca.” Bossoi observa que houve muitos avanços nos últimos 15 anos em relação ao melhoramento genético e também avanços do próprio agricultor no manejo da cultura e do sistema produtivo como um todo. “A pesquisa fornece materiais e informações, mas quem realmente faz lavoura é o agricultor”, pondera.

Volmir Sérgio Marchioro, pesquisador da Coodetec, reitera que a produtividade por hectare nos últimos anos recebeu um incremento importante e que a pesquisa vem trabalhando no sentido de melhorar a qualidade do trigo brasileiro. “Estamos buscando aliar a produtividade, para atender o produtor, a sanidade e a qualidade, para atender as indústrias.”

Pedro Shioga, pesquisador do Iapar, também comenta sobre as cultivares que incorporam o item qualidade para a produção de pão. “Esse cuidado é necessário, pois existe uma busca pela farinha de qualidade para atender a alta demanda do mercado. Temos cultivares de trigo de excelente qualidade tecnológica que atende perfeitamente o mercado consumidor”, enfatiza o pesquisador.

Alerta para as doenças

Demonstrar as principais doenças que atacam a cultura do trigo, o potencial que cada uma tem de causar perdas de produtividade, além de apontar a eficiência dos produtos disponíveis para o tratamento e mostrar aos cooperados o comportamento de cada variedade. Com esses objetivos a estação número 2 foi uma das atrações do Encontro de Inverno e cumpriu bem o papel de orientar os triticultores sobre os avanços da cultura.

O agrônomo Juliano Agulhão dos Santos, do Detec da Coamo em Luiziana, coordenou a estação. Ele lembra que a ideia foi conscientizar o produtor sobre o poder de perdas de certas doenças, que podem agregar enorme prejuízos. “A exemplo do que aconteceu neste campo demonstrativo as perdas podem chegar até 80%, dependendo da doença que acometer a cultura”, alerta o agrônomo. Ele acrescenta que a melhor maneira de não errar é sentar com o técnico e direcionar o produto de acordo com a necessidade. Já a aplicação deve ser preventivamente, uma vez que quando feita curativamente com certeza já haverá perdas de produtividade além de ter um baixo residual do produto.

MANEJO – Ainda conforme Agulhão, existe uma série de fatores que contribuem para o controle das doenças no cereal, sendo a rotação de culturas um dos mais importantes no manejo da área. “Começa pela rotação, mais a época de aplicação, a escolha do produto, o monitoramento para identificação da doença e sobretudo a prevenção. São fatores que certamente vão auxiliar o produtor a ter uma lavoura de trigo mais produtiva e saudável.”

PESQUISADORES

Integração: Mais carne, leite e grãos

Após quase 15 anos, tecnologia quebra paradigmas, confirma eficiência no campo e ganha mais adeptos na área de ação da Coamo

Há um bom tempo a integração lavoura/pecuária deixou de ser apenas uma aposta, para se tornar uma realidade cercada de bons resultados na área de ação da Coamo. Desenvolvida pela Coamo em parceria com o Instituto Agronômico do Paraná (Iapar) e a Universidade Federal do Paraná (UFPR), o projeto foi apresentado novamente no Encontro de Inverno. Ano a ano a tecnologia ganha força com adesão de novos produtores, interessados em diversificar a propriedade, diminuir riscos e aumentar a eficiência e o faturamento da atividade agropecuária.

Segundo Clécio Jorge Mangolin, veterinário do Detec da Coamo em Goioerê, e que coordenou uma das duas estações dedicadas ao sistema, os resultados comprovam a eficiência e a qualidade da tecnologia, que está sempre voltada ao aumento de produtividade de grãos, milho e soja, e de carne. “Precisamos produzir o máximo possível não só de milho ou soja, mas também de carne e leite, verticalizando a produção e tendo renda o ano todo. E a integração é o melhor caminho para essa diversificação”, explica.

O experimento foi realizado em uma área de quatro hectares, todavia, a tecnologia é comprovadamente viável para qualquer tamanho da propriedade. O essencial é conduzir o sistema de acordo com as recomendações técnicas.

Três situações diferentes foram mostradas para os participantes do evento. Uma parcela só com milho, outra só com brachiária e uma terceira com o consórcio das duas culturas. Em todas, conforme o técnico da Coamo, tiveram bons resultados.

PRÓXIMOS DESAFIOS - O pesquisador da área de forrageiras do Iapar, Sergio José Alves, salienta que em quase 15 anos do projeto de integração lavoura/pecuária, foram muitos os avanços. “No início o produtor tinha muito medo de colocar boi nas áreas agrícolas, mas fomos desenvolvendo a tecnologia, buscando um equilíbrio da física do solo e mostrando que era possível tirar boa rentabilidade com os grãos e abater animais com menos de dois anos de idade de pastejo. Estamos mostrando a fundo o consórcio de milho safrinha com brachiária e as implicações que esse milho pode ter para o sistema como um todo na melhora do solo e da produtividade de soja, e colocando mais palha no sistema para correr menos risco com a seca”, acrescenta o pesquisador, que acompanha o desenvolvimento da tecnologia dentro da Fazenda Experimental da Coamo, desde a instalação dos primeiros ensaios há quase uma década e meia.

NOVA FASE – Para Sergio Alves o trabalho quebrou muitos paradigmas. Ele lembra que no passado a maioria dos produtores não tinha mais boi nas propriedades, ou quando tinha a produtividade era muito baixa, não chegando a duas cabeças por hectare. “Estamos trabalhando com uma média de 25 animais por alqueire no período de verão, as vezes até mais. E no inverno temos feito o pastejo normalmente, mostrando que não existe compactação de solo e quebrando uma série de paradigmas que já não existem”, declara Alves.

INCENTIVO – O pesquisador lembra que o projeto deu tão certo que despertou o interesse do Ministério da Agricultura, que lançou recentemente o Programa ABC – Agricultura de Baixo Carbono – tendo a integração lavoura/pecuária como uma das frentes. Por meio do programa, os produtores podem adquirir financiamentos para implantação e melhoria da pastagem. “O sistema já é considerado conservacionista porque preserva o solo e agride menos o meio ambiente. E além de ser sustentável ainda produz mais”, diz.

Boas práticas na ordenha

O custo benefício da utilização de ordenhadeiras de leite, tanto nas pequenas quanto nas médias e grandes propriedades, também foi tema do encontro. Uma estação foi dedicada especialmente ao tema e mostrou na teoria e na prática a importância desta indispensável ferramenta.

O veterinário Adriano Regiane Pereira, do Detec da Coamo em Mamborê (Centro-Oeste do Paraná), responsável pela estação, lembrou que para quem produz leite comercialmente o equipamento é obrigatório não somente por questões de higiene, mas sobretudo de sanidade do rebanho. “O principal foco é mostrar que a ordenhadeira é fundamental para manter a qualidade do leite e também ajuda na sanidade dos animais. Nosso objetivo também é ajudar o produtor a escolher qual equipamento ele pode comprar, em função do tamanho da propriedade e do rebanho que ele possui, uma vez que os equipamentos são versáteis e podem ser ampliados de acordo com o crescimento da atividade”, explica.

Ainda segundo Adriano, os cooperados que participaram do encontro e passaram pela estação puderam ver que uma boa ordenha precisa ser rápida, dentro do tempo adequado e com um bom estimulo dos animais antes da extração. “Se demorar demais para ordenhar perde-se em qualidade e ainda corre-se o risco de propiciar o aparecimento de células somáticas no leite, que derruba a qualidade do produto e a produção, além de favorecer a instalação de mastite”, alerta Adriano.

TECNOLOGIA – Na estação os produtores conheceram modernos equipamentos de ordenha, desde o mais simples conhecido como balde ao pé, até uma ordenhadeira eletrônica, canalizada com pulsação eletrônica.

Atenção redobrada nas doenças de milho

Doenças mais comuns no milho de segunda safra e estratégias para o controle foram temas de uma estação

A cultura do milho safrinha tem evoluído. No Paraná, por exemplo, nos últimos dez anos, a área dobrou. É uma cultura importante para o sistema em geral e altamente rentável. Diante dessa importância, durante o encontro de inverno da Fazenda Experimental, o milho safrinha foi assunto em pauta. As doenças mais comuns e as estratégias de controle foram tema de uma estação, coordenada pelo engenheiro agrônomo do Detec da Coamo em Campo Mourão, Breno Rovani.

As doenças de milho são comuns e podem ocorrer tanto no colmo, quanto na folha e na raiz. Em alguns casos, mais de um tipo de doença pode atingir a lavoura simultaneamente. Por este motivo, entender sobre esse assunto é fundamental. Breno Rovani destaca que o cooperado tem que entrar na lavoura. “Temos que fazer o monitoramento da cultura de milho e andar mais dentro da lavoura.”

Na safra deste ano, por exemplo, Rovani conta que na área de ação da Coamo, ocorreu um período de seca, que reduziu o potencial produtivo de algumas regiões. Outro problema, foi o excesso de chuvas e os dias nublados. “Falta de luz para a cultura é ruim, pois milho precisa de luz e céu aberto. E quando falamos em dias nublados, excesso de chuva, alta umidade relativa e orvalho, são condições totalmente favoráveis para a ocorrência das principais doenças da cultura do milho”, esclarece.

Diante das intempéries climáticas, Rovani diz que é nítida a relação dessas doenças com as perdas de produtividade. Contudo, na comparação entre as áreas em que houve aplicação de fungicidas com aquelas que não utilizaram, constatou-se que o resultado das aplicações permitiu ganho de produtividades, ou seja, as perdas pelas doenças foram praticamente inexistentes.

Para a próxima safra de milho, o engenheiro agrônomo ainda revela que existe uma tendência de aumento de safrinha na área de ação da Coamo. Dessa forma, nas regiões onde se planta a cultura há vários anos, pode haver aumento gradativo do inóculo na palhada do milho, pois muitas doenças conseguem sobreviver na lavoura até o ano seguinte. “Acredita-se que o inóculo para o ano que vem será maior do que a safra 2012, e se a condição climática for semelhante a esse ano, na questão de chuvas, ou seja, favorável para a ocorrência de doenças, com certeza nós vamos voltar a ter problemas. Por este motivo, o cooperado precisa ficar atento as suas lavouras no que diz respeito às doenças, e em seu controle químico”, explica Rovani.

Consórcio no sistema

O consórcio de milho safrinha com brachiaria ruziziensis também foi tema de uma das estações do encontro. Foram apresentadas as seguintes parcelas: milho safrinha + brachiaria com plantio simultâneo sem o uso de herbicida; milho safrinha + brachiaria 30 dias defasado no tempo; milho + brachiaria com plantio simultâneo e com uso de herbicida; milho safrinha + aveia 30 dias defasado no tempo; aveia + azevém; aveia preta solteira; brachiaria solteira e milho solteiro.

De acordo com o engenheiro agrônomo do Detec de Campo Mourão, Alvimar Vergílio Castelli, as melhores produtividades ocorrem no consórcio devido ao benefício que uma cultura proporciona para outra. “Tudo o que sair da monocultura é interessante porque uma planta diferente melhora o equilíbrio do meio produtivo. Cada planta que entra no sistema é responsável pela ciclagem de um tipo de nutriente e a multiplicação de microorganismos. É toda uma cadeia trabalhando em prol do agricultor. É um sistema que só depende de matéria orgânica diversificada”, destaca.

O agrônomo observa que ao utilizar-se de um sistema de consórcio o cooperado precisa saber todos os pontos positivos da cultura e também os negativos. “Tem cultura que multiplica pragas, doenças e causam grandes problemas. O cooperado é quem melhor conhece a sua propriedade e é quem deve saber qual a melhor cultura para se implantar no local e se realmente esse tipo de cobertura vai ser benéfico para o sistema.” Ele cita ainda que um dos pontos mais importantes é a rotação de culturas. “Nunca se deve plantar uma mesma cultura na área continuamente. Tem que girar tanto as culturas de inverno quanto as de verão.”

Embora nos três primeiros anos os resultados não foram positivos, o quarto ano de ensaio de brachiaria com safrinha mostrou bons números, pois houve incremento na produtividade do próprio milho e também da soja. O trabalho terá continuidade nos próximos anos para comprovar a eficiência do sistema.