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Coamo Agroindustrial Cooperativa | Edição 417 | Agosto de 2012 | Campo Mourão - Paraná

Palmital

Segredo do sucesso da família Mazur

Números praticados na região Centro do Paraná vem comprovando crescimento na atividade

Quem chega ao sítio Abracadabra em Palmital (Centro do Paraná), distante 200 km de Campo Mourão, logo percebe que ali reside uma família simples, feliz e que sabe bem o que quer. Presente na agricultura da região há 34 anos, a família Mazur veio de Juranda (Centro-Oeste do Paraná) em busca de ampliar a lucratividade nos negócios.

João Mazur, patriarca da família, hoje com 78 anos e com saúde de sobra, lembra muito bem desse momento que mudou sua vida e de seus familiares. “Em Juranda eu tinha dez alqueires e não conseguia comprar mais terras, então vim para cá, troquei as minhas terras por 23 alqueires e ainda sobrou uns trocos”, diz, animado. Ele destaca que o cenário inicial em Palmital era com muito mato, samambaia e sapé. “Era uma quiçaça só, nem lenha encontrava, e tinha muita queimada.Vim para plantar milho, feijão, arroz, e fui lidando, comprei um tratorzinho e fui ajeitando, era tudo manual. Não era nada fácil, mas valeu a pena.”

Para iniciar a atividade, João Mazur percebeu que o solo não era bom e havia a necessidade de colocar calcário para produzir lavoura. “Comprei calcário e tudo foi melhorando, cheguei a colocar até 25 toneladas do insumo por alqueire e cheguei a comprar 200 toneladas. O povo, na época, ficava preocupado e me perguntava: ‘seo” João, como é que o senhor vai pagar tudo isso? E eu trabalhei muito, paguei tudo certinho e fiz tudo isso com o apoio da Coamo. Sou associado há 32 anos e sempre tive o apoio que precisei para produzir nesses anos todos.”

Para o agricultor que, com muita fibra, determinação e trabalho viu a transformação da região e alcançou o sucesso na atividade agrícola, compensa lembrar do passado e constatar a evolução conquistada ano após ano em Palmital com a lida na área de 100 alqueires entre lavoura e pecuária. “Eu nem pensava que teria tudo isso que temos hoje. Ás vezes, penso que parece que não é nada meu, mas felizmente me sinto tranquilo e folgado, não devo nada para ninguém. A Coamo está perto de mim e o meu milho está depositado na cooperativa para eu vender quando precisar”, relata.

Tecnologia não tem distância

O filho mais experiente do seo João é Teodoro Mazur, que veio ainda pequeno para Palmital. Ele administra há nove anos a propriedade que leva um nome bem curioso: “Abracadabra”. “Esse nome é bem diferente e impressiona, eu vi quando lia uma revista, mas não sabia que tinha a ver com mágica. Gostei e coloquei no meu sítio. É um nome difícil de falar mas fácil de usar”, informa Teodoro.

O cooperado cresceu junto com os pais e sempre teve o sonho de progredir e ter um futuro promissor para sua família. Participante ativo dos eventos da Coamo, seja no próprio município ou em Campo Mourão nos encontros de verão e de inverno na Fazenda Experimental da cooperativa, ele está disposto a melhorar a atividade a cada safra. Ele acompanha e está aberto as novas tecnologias que faz questão de utilizar para o aumento das produtividades. Prova disso são os números que estão melhorando e comprovando o crescimento da família Mazur na agricultura.

Segundo levantamento do departamento Técnico, Teodoro Mazur colheu na safra 2002 uma média de 123 sacas de soja por alqueire e após nove safras usando tecnologias e as recomendações da assistência técnica da Coamo sua produção saltou para 154 sacas por alqueire. “É muito bom ver esses números, eles mostram que o trabalho está dando certo e colhemos uma produção maior a cada nova safra. Precisamos ficar atentos ao que está acontecendo, as novidades que os técnicos nos trazem, pois o uso de novas técnicas é fundamental. Tenho certeza que tecnologia não tem distância” comemora.

Além de Teodoro, também são cooperados na Coamo em Palmital, o irmão Marcos e o pai João que, juntos trabalham em 100 alqueires, dos quais 90% são ocupados com soja, 3% com milho e outros com 7% com gado, com a prática da integração lavoura-pecuária. “As nossas médias de produção são muito boas. No milho fechamos na safra passada com 437 sacas por alqueire e na soja, chegamos a colher 168 sacas por alqueire. Para quem produzia 50, 60 sacas por alqueire na década de 60 os números atuais enchem os olhos e o bolso. Graças a Coamo, às tecnologias e graças a Deus estamos melhorando a cada plantio e conquistando resultados satisfatórios”, afirma.

Para o produtor que integrou uma das primeiras turmas do Programa Coamo de Jovens Líderes Cooperativistas em 1999, o segredo do sucesso na atividade agrícola é bastante simples. “É só ter uma família unida, harmoniosa, sonhando o mesmo sonho, e é claro, trabalhar bastante no dia a dia, acompanhar as informações, seguir os bons exemplos e buscar a melhoria de uma forma contínua. Então, é sonhar e trabalhar, pois a natureza sempre responde ao que a gente faz: se a gente faz bem estaremos bem, caso contrário não teremos sucesso”, considera.

Além da produção agrícola, a família usufrui da diversificação e não precisa comprar leite, carne, feijão, arroz e milho, que são produzidos na propriedade. “A gente consome o que semeamos e criamos para nosso consumo. É uma economia que faz a diferença. E tem os cursos da Coamo que ajuda a gente a criar coisas novas e a melhorar a nossa economia doméstica”, comenta Maria, esposa de Teodoro, que tem participação ativa nos eventos educacionais e sociais promovidos pela cooperativa em Palmital.