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Coamo Agroindustrial Cooperativa | Edição 417 | Agosto de 2012 | Campo Mourão - Paraná

Safrinha

Medalha de Ouro para o milho

Na corrida pela produção, cereal deve chegar na frente e pela primeira vez render mais que a soja. Isso graças ao rendimento da safrinha, que na verdade já virou safrão

Nas olimpíadas da produção agrícola o milho, pela primeira vez, nas últimas três décadas, vai conquistar a medalha de ouro e render mais toneladas do que a soja. Condição nunca antes alcançada pelo cereal na história recente da produção de grãos no país.

Isso graças a segunda safra, mais conhecida como safrinha, mas que já virou safrão por ter crescido 60,9% na produção, que deve alcançar 34,57 milhões de toneladas nesta safra, ante 13,08 milhões de toneladas na safra anterior.

Para se ter uma idéia, a safra 2011/2012 de milho no Brasil vai chegar a 69,48 milhões de toneladas, 21% a mais que na safra anterior, enquanto a soja renderá 66,7 milhões de toneladas.

É fato que a safrinha já se igualou a safra de verão e, se mantiver o ritmo de crescimento, em pouco tempo passará a ser a principal colheita do país. E neste ano, especialmente, com os preços aquecidos, os produtores estão colhendo os grãos e ao mesmo tempo comemorando as altas produtividades e as boas condições de comercialização.

COLHEITA GANHA RITMO - Na área de ação da Coamo, por exemplo, enquanto em algumas regiões a colheita está caminhando para os últimos capítulos, na região de Campo Mourão (Centro-Oeste do Paraná) as colheitadeiras começam a entrar em cena e intensificar o trabalho. É o período em que os dias começam mais cedo e terminam mais tarde para os produtores rurais, que correm contra o tempo e a favor do clima, para recolher da lavoura o investimento de toda uma safra.

Uma rotina que o cooperado Getúlio Ferrari Junior, vem cumprindo muito bem neste momento. Ele cultivou 150 alqueires de milho neste inverno e graças ao clima favorável e ao investimento em tecnologia, sem perder tempo, está colhendo o cereal com alto rendimento de produção. “O momento agora é de muito trabalho para nós. Iniciamos a colheita e só vamos parar quando a última espiga de milho estiver colhida. Nossas médias estão em torno de 250 até 260 sacas por alqueire até agora, mas acreditamos em uma queda por conta das doenças que atacaram bastante a cultura neste ano, apesar das nossas tentativas de controle. Mas, mesmo assim teremos uma safra acima das expectativas”, declara Ferrari.

CLIMA E ASSISTÊNCIA DE PRIMEIRA - Na opinião do produtor a ausência de geadas durante o período vegetativo da lavoura, aliado as boas condições pluviométricas e ao investimento em tecnologia foram fatores determinantes para o alcance dos resultados. “O agricultor pode ser o melhor profissional do mundo, mas se vier uma geada ou uma seca prolongada, não dá certo. Já as doenças e pragas a gente consegue controlar”, observa Getúlio, que faz questão de valorizar à assistência que recebe da Coamo desde o plantio até a colheita. “É uma união de forças. A cooperativa só é forte porque existe um cooperado atuante. Da mesma forma que o cooperado só consegue ser forte se tiver uma boa estrutura por trás dele, e na Coamo nós temos isso. Sempre que precisamos ela está do nosso lado e temos uma assistência técnica muito eficaz”, agradece o produtor, que além do milho safrinha também cultivou aveia branca e triticale neste ano, na propriedade de 250 alqueires de plantio.