Agricultura

Pequeno, mas eficiente


Cooperado usa informação para ampliar o seu negócio


Costa: ganhando mais com aquisição de novo equipamento
O cooperado Valdemar Ferreira Costa, de Nova Tebas, se considera um privilegiado. Ele se instalou na região em 1982, e desde 84 é sócio da Coamo. De lá para cá vem colecionando vitórias.

A aquisição do sítio de quatro alqueires foi o primeiro passo, que o levou a ser modelo para outros agricultores. A busca pela informação sempre foi base para a ampliação do negócio. 
Costa confessa, que não perde um só evento promovido pela Coamo, sem contar às visitas que faz a outros agricultores para conhecer novas técnicas de trabalho. Com entusiasmo e dedicação, o cooperado cresceu e se desenvolveu. A sua propriedade tem, hoje, 24 alqueires.

O solo corrigido produz bem. A soja vem aumentando a produtividade ano após anos. O incremento tem sido ao redor de dez sacas por alqueire a cada safra. A média na última colheita foi de 136 sacas por alqueire. Mas nem sempre foi assim. Costa lembra que sofreu muito para chegar no nível que está. "A falta de condições para fazer o plantio das lavouras na época certa era um entrave no trabalho", conta. Mesmo assim, ele é um dos pioneiros no plantio direto na região.

Um grande salto para a independência no trabalho foi a compra de uma máquina, para que ele mesmo pudesse efetuar o plantio das lavouras. O sonho se tornou realidade este ano. Costa adquiriu, com apoio da Coamo, uma plantadeira que atende as suas necessidades. O equipamento é pequeno - tem apenas cinco linhas para plantio de soja, mas também semeia grãos de inverno. "A eficiência é a mesma dos grandes", assinala.

Com o novo equipamento, o cooperado comemora outra vitória: a diminuição do custo da propriedade. "A economia é de, pelo menos, R$ 2 mil, somente com a mão-de-obra, sem contar os benefícios indiretos", contabiliza. Segundo ele, com a aquisição da máquina a situação foi invertida. "Já comecei ganhar dinheiro com o plantio de feijão que fiz para os vizinhos. E espero dar conta da minha planta de soja e trabalhar para outros produtores. Quero tirar o valor da parcela da plantadeira trabalhando pela vizinhança", revela.

A grande vantagem da plantadeira, segundo ele, é a facilidade para o trabalho em terrenos mais inclinados, comuns na região.

Satisfação - O cooperado se diz satisfeito com o apoio que tem recebido da Coamo. "Quem quer melhorar consegue, é só fazer o trabalho da maneira correta. Acredito que não há desculpas para não aplicar tecnologia na lavoura. E a Coamo me ajudou demais nesses anos todos", frisa.

A exemplo da maioria dos cooperados da Coamo, Costa também está aprendendo a comercializar a sua safra. Vende por etapa para fazer uma boa média de comercialização. Nesta safra, como tinha as dívidas planejadas, fez bons negócios. "Esperei e consegui um bom preço da soja, o que me deixou com certa folga. E acredito que fiz outro bom negócio vendendo antecipadamente parte da próxima safra".