Agricultura

Trigo:
Gallassini defende união da cadeia produtiva

Presidente da Coamo palestrou em seminário internacional, realizado em Fortaleza

O presidente da Coamo, engenheiro agrônomo José Aroldo Gallassini, foi um dos palestrantes no VIII Seminário Internacional do Trigo, realizado de 15 a 17 de novembro, em Fortaleza, no Ceará. O evento, promovido pela Associação Brasileira das Indústrias de Trigo (Abitrigo) é realizado anualmente com a presença de representantes das indústrias moageiras de todo o País, autoridades e convidados nacionais e internacionais.

A convite da Abitrigo, Gallassini apresentou o tema "Trigo Nacional", enfocando aspectos importantes da cultura e defendeu a união de todos os segmentos (governo, indústrias de insumos e moageiras, pesquisadores e produtores) para o fomento do trigo brasileiro. Segundo ele, a cultura é de vital importância para o País e pode ser considerada de segurança nacional. "O Brasil produz 29% do seu consumo que é de 10,1 milhões de toneladas. A produção brasileira está em torno de 2,9 milhões de toneladas, enquanto que a importação é de quase 8 milhões, registrando um déficit de 5 milhões de toneladas", explica.

O trigo é um alimento estratégico e de grande importância para o País, pois sua condição interna abrange vários setores econômicos, desde a produção do grão, passando pela sua industrialização, até a comercialização, gerando nesta cadeia milhares de empregos. "O trigo tem grande campo para crescer, mas para isso é preciso que os setores se organizem e tracem metas para serem atingidas a curto, médio e longo prazo por todas as partes envolvidas na cadeia produtiva desde a produção, industrialização e comercialização do trigo", resume o presidente da Coamo.

Consumo - O potencial de consumo do trigo no Brasil tem muito a crescer. Enquanto que na França o consumo anual é de 100 kg/percapita, na Argentina (91) e no mundo todo (85), no Brasil este número é de apenas 52 kg/percapita. O Brasil é o maior importador de trigo do mundo com 7,7 milhões de toneladas, à frente do Irã (6,5), Egito (5,8), Japão (5,9), Argélia (5,0), União Européia (4,0), Rússia (1,5). Em 2001, a área plantada no Brasil foi de 1,5 mil hectares, a produção estimada de 2,9 milhões de toneladas e produtividade em torno de 1.934 kg por hectare. 

O presidente da Coamo argumenta que o trigo é, sem dúvida, a melhor alternativa de renda para o produtor rural como cultura de inverno. "É preciso apenas que todos os setores da cadeia produtiva façam a sua parte, pois o trigo nacional é um alto negócio para a indústria moageira e tem mercado em expansão, além de ser grande gerador de empregos", completa.