Pecuária

O leite como renda principal


Eficiência e qualidade na produção é o segredo do cooperado Osias Diedrichs, de Toledo

Animais recebem tratamento especial na propriedade dos Diedrichs

Na pecuária leiteira, a diferença na produção pode ser medida pelo nível tecnológico incorporado à propriedade pelo criador. Diante da crise que os setor atravessa, os investimentos em técnicas modernas de produção são ferramentas que o produtor não pode abrir mão. Eles devem ser direcionados ao aprimoramento da genética do rebanho e também para o manejo dos animais, seja ele sanitário ou alimentar. O pacote tecnológico, aliado à eficiência e qualidade na produção, forma a base para que o produtor rural alcance o máximo de rentabilidade com a atividade.

O controle econômico do negócio faz parte da eficiência do criador. "Ele tem que saber do seu custo para avaliar se a atividade está alcançando o resultado desejado", orienta o médico veterinário Emílio Zanetti, do Detec da Coamo em Toledo. A diferença no custo de produção, segundo Zanetti, está no manejo alimentar. "Com um pasto de boa qualidade, no verão e no inverno, o produtor pode manter 
Diedrichs: qualidade, produtividade e lucro de 28% com a atividade leiteira

alta concentração de animais na área e, assim, reduzir os custos de produção, ganhando mais inclusive no aumento da produção", resume.

Na região de Toledo, um bom exemplo de sucesso na pecuária leiteira pode ser encontrado na propriedade do cooperado Osias Diedrichs. Junto com a família, ele administra um plantel de 160 vacas holandesas puras. A atividade é o carro-chefe dos Diedrichs, que levam a sério o negócio e buscam sempre novos investimentos para ampliar a qualidade e a rentabilidade com o leite. Desde as instalações até o manejo dos animais, tudo é cuidadosamente controlado. "O leite é a base da nossa produção e, por isso, temos a obrigação sermos cada vez mais eficientes", afirma o cooperado.

Do total de animais do plantel, 65 estão em lactação. A produção diária de leite chega a 1.300 litros. Com esse volume de leite e trabalhando com um alto nível tecnológico, o cooperado vem obtendo um lucro líquido de 28%. "Esse resultado é fruto da qualidade do produto que oferecemos ao mercado, conseguida diante de muito trabalho e dedicação", comemora.

Manejo - Satisfeito com a evolução, o cooperado revela que o segredo para alcançar o máximo de rentabilidade está no manejo do plantel. O controle leiteiro é seguido à risca visando sempre conseguir um melhor preço ao produto. "A pontuação envolve, além da qualidade do leite, as condições das instalações, a higiene, e a eficiência da mão-de-obra", enumera.

Os animais recebem tratamento especial na propriedade dos Diedrichs. Após o nascimento, os bezerros são separados. As fêmeas são preparadas para a reposição do plantel, enquanto que os machos seguem para o confinamento, a partir dos 30 dias de vida. A primeira cobertura das fêmeas acontece ao redor dos 15 meses de idade e o primeiro parto aos 24 meses. O intervalo entre partos é de aproximadamente um ano.

A alimentação dos animais adultos é feita à base de silagem de milho (planta inteira) e grão úmido. Também ração balanceada e feno no cocho. Mas o forte da propriedade é a pastagem. No verão, os animais pastoreiam áreas de milheto e no inverno aveia e azevém. "Há sobra de comida o ano inteiro", afirma o cooperado, valorizando o apoio que recebe da Coamo para desenvolver a atividade, principalmente no cultivo de alternativas para garantir a alimentação dos animais.


A importância da água na suinocultura

O período quente do ano influencia diretamente no comportamento e na produção dos suínos. A água passa a ser um insumo muito importante, não só em qualidade, mas principalmente em quantidade. Para os suínos expressarem o máximo de sua produtividade, devem ter ao seu dispor a quantidade de água suficiente para cada fase da criação. 

Caso a quantidade de água disponível aos suínos não seja suficiente, seqüencialmente o criador poderá enfrentar os seguintes problemas na granja:
  • Diminuição dos índices produtivos, como por exemplo, a redução do Ganho de 
Bebedouros fazem a diferença na granja
Peso Diário (GPD), que prolonga o período de engorda, aumentando o custo de produção; baixa produção de leite, que causa um desmame de leitões mais leves e até morte de leitões;
  • Doenças, como por exemplo, a intoxicação por sal;
  • Morte, em casos extremos.
No caso dos leitões, o fornecimento de água começa na maternidade. Eles precisam de água para poder comer a ração, que é salgada. Portanto, o criador deve manter um bebedouro adequado para os leitões e outro para as matrizes, na maternidade. O suinocultor deve levar em consideração é a altura do bebedouro, que deve variar conforme a fase de vida do suíno. O ideal é manter sempre o bebedouro (tipo chupeta) de 5 a 6 centímetros da linha do dorso dos animais da baia. Para que isso seja possível, seria necessário trabalhar com uma regulagem de altura do bebedouro.

O produtor deve respeitar a quantidade máxima de animais por bebedouro, nunca excedendo a lotação, principalmente agora no período quente. Para creche, recria e terminação, é recomendado um bebedouro para cada 10 suínos. Já para reposição de plantel e matrizes de gestação coletiva, é recomendado um bebedouro para cada quatro animais.

A vazão de água para cada fase deve ser encarada como quesito mais importante. Essa fator deve ser medido pelo produtor periodicamente, em litros por minuto. Assim, é possível constatar se cada suíno está consumindo a quantidade de água suficiente. Para resumir esse assunto, o suinocultor deve seguir as informações da tabela abaixo.

Como sugestão, é recomendável que cada suinocultor verifique a quantidade de bebedouros e a vazão dos mesmos e, caso seja necessário, faça as devidas alterações. Para maiores informações, o criador deve procurar o veterinário da unidade.

Adriano Regiane Pereira, médico veterinário Detec/Mamborê