Agricultura
Evolução e resultados:
Três exemplos de sucesso no Oeste

Cooperados vivem o cooperativismo na prática com a consciência de que as realizações e os sucessos dependem da congregação de esforços, da união e da vontade humana, em prol do bem comum

Duncke: parceria impulsiona negócios

Nelson, Augusto e Renato: trabalho em conjunto
O cooperado Renato Duncke, de Novo Sobradinho, em Toledo, é um dos muitos produtores da região que vem conseguindo bons resultados na condução das suas lavouras de soja e milho. Nesta safra de verão ele plantou 80 alqueires de soja e 20 de milho juntamente com o seu cunhado Nelson Gregório e o pai Augusto Duncke, que chegou à região há várias décadas.

Na propriedade, os Duncke utilizam as práticas do plantio direto e rotação de culturas, consideradas como essenciais para boa produção das lavouras. Na última safra, eles produziram uma média de 151 sacas de soja por alqueire e mais de 300 de milho. A propriedade é diversificada com a família trabalhando com gado e suíno, na produção do sustento do dia-a-dia.
 
“Não podemos plantar de qualquer jeito, temos que investir cada vez mais no nosso solo para aumentar os potenciais de produtividade e renda. E para isso, contamos com a assistência da Coamo, uma grande parceria que viabiliza os nossos negócios”, disse Renato Duncke, que há quatro anos cede uma pequena área para realização de experimentos das lavouras de verão visitada por centenas de agricultores da região. 

Para o cooperado Augusto Duncke, com larga experiência no cooperativismo – desde os tempos em que vivia no Rio Grande do Sul, a vinda da Coamo foi muito bem aceita pelos produtores. “A gente não consegue viver sem cooperativa. Só quem passou por situações em que não tinha o apoio de uma cooperativa sabe como é difícil. Por isso, a gente fica contente e tranqüilo com a Coamo, uma cooperativa forte que trabalha pelos seus cooperados, que faz com que a gente cresça e melhore cada vez mais”, disse o patriarca da família Duncke.



Garcia: investindo em resultados

Garcia com o filho Paulo Emerson
Com uma área cultivável de 100 alqueires e adotando as práticas de rotação de culturas, correção e conservação de solos, o cooperado Paulo Sanchez Garcia, de Jota Esse, em Tupãssi, vem colhendo boas safras e excelentes resultados na atividade agropecuária desde a chegada da Coamo à região. “Este ano foi o melhor de todos.

 Colhemos uma média de 150 sacas de soja por alqueire e 395 sacas de milho. Foi excelente, graças ao apoio da assistência da Coamo que tem orientado, acompanhado e mostrado o caminho certo”, diz Garcia.

Investir cada vez mais em tecnologia e administração é uma das missões da família. Junto com o filho Paulo Emerson, o cooperado já implantou a nova safra e espera produzir ainda mais. “O segredo é investir e usar as tecnologias. Não podemos ficar como há 10 anos, quando só fazíamos o tradicional e ficávamos só observando os números da nossa produção, que eram baixos. A gente tem que apostar nos resultados. E eles aparecem”, comenta Garcia, entusiasmado com os bons resultados que vem obtendo na sua propriedade. 

A importância da presença da Coamo no dia-a-dia do produtor Paulo Sanchez Garcia pode ser comprovada em números. Segundo ele, em oito anos como cooperado da Coamo, ele dobrou o seu capital e está aprendendo a administrar com baixos custos. “Eu só tenho a agradecer. Com a Coamo conseguimos crescer e se Deus quiser vamos avançar ainda mais. Temos confiança na cooperativa e na sua direção, que é muito bem conduzida pelo Dr. Aroldo. Quando a gente confia, as coisas vão muito bem, ficamos tranqüilos. Só temos que trabalhar e esperar os bons resultados. Isso é o verdadeiro cooperativismo, onde todos ganham juntos”, completa.

 

Kreb´s: plantando e produzindo bem

Kerb`s com o gerente da Coamo em Vila Nova, Jeová de Oliveira
Com três filhos cooperados, e um quarto prestes a se associar, o cooperado Ervino Egon Kreb´s, residente na Linha Araponga, em Vila Nova, é um produtor com participação maciça e defensor nato do cooperativismo. Com 54 anos, Kreb´s mora na propriedade de 40 alqueires, onde cultiva soja e milho e também trabalha com bovinos, suínos e aves. “Aqui sou muito feliz e levo uma vida tranqüila”,
diz referindo-se ao privilégio de morar no campo, longe do corre-corre da cidade.

O cooperado pratica uma agropecuária de resultados, planejando cada passo. “A gente tem que ter os pés no chão. Fazer e ensinar os filhos a fazer tudo certo, pois um erro pode custar muito caro. Assim, temos que estar abertos para aprender sempre, acompanhar as tecnologias e enfim: não podemos parar no tempo se quisermos ter sucesso na nossa atividade”, orienta Ervino Kreb´s.

O cooperado que cultiva suas lavouras em Vila Nova, Nova Santa Rosa e Brasiliana, lembra com satisfação que foi um dos pioneiros na adoção do plantio direto, na região de Brasiliana, há 13 anos. “Os meus vizinhos me tiravam sarro e alguns me diziam: onde já se viu você fazer isso!”, comenta Kreb´s. “Hoje, graças a Deus, a gente vai plantando e produzindo bem, diversificando e usando tecnologias, buscando sempre qualidade e os lucros da nossa produção. Além, é claro, temos a felicidade de contar com a Coamo, onde a gente guarda a produção, faz os negócios e se sente muito seguro”, comemora.

 

 
Cooperado cresce junto com a Coamo

Para Tarcísio Albertini, de Boa Esperança, os resultados, com apoio da Coamo, têm melhorado ano após ano

Acima, Albertini e o gerente da Coamo em Boa Esperança Cláudio Nachi


Acima, o cooperado confere a lavoura de soja
Cooperado da Coamo há quase 30 anos, Tarcísio Albertini, de Boa Esperança, acompanhou todo o processo de instalação do entreposto da cooperativa no município no final da década de 70. Ele chegou à região em 1962, com a família, que se estabeleceu numa área de 20 alqueires. Na época, o café era a cultura principal na região, mais os Albertini também produziam culturas de subsistência, como feijão, arroz e amendoim.

Diante das dificuldades na produção do café, a família resolveu mecanizar as áreas e partir para o cultivo da soja. O ingresso na nova atividade culminou com a chegada da Coamo à região de Mamborê. “Entregávamos a produção em Mamborê e fazíamos os negócios em Campo Mourão”, conta. A tarefa não era fácil, mas o ideal cooperativista falou mais alto.

 “Tínhamos pouca experiência em trabalhar em parceria com cooperativas, mas já conhecíamos a Coamo e sempre fizemos força para que ela instalasse um entreposto no nosso município”, lembra. E foi o que aconteceu dois anos depois que Albertini se associou, consolidando a parceria.

Hoje, além da soja, o cooperado também planta milho e explora a pecuária de cria em sistema de integração com a agricultura. São 93 alqueires de área. Os resultados com apoio da Coamo têm melhorado ano após ano. Em esquema de rotação com o milho, a soja rendeu na última safra uma produtividade de 128 sacas por alqueire, enquanto que o milho fechou o ano com uma produtividade de 298 sacas por alqueire.

As médias de produtividade têm sido crescentes, diante, principalmente, dos investimentos tecnológicos. Tarcísio Albertini aderiu ao projeto de fertilidade, equilibrando os nutrientes do solo, inclusive nas áreas de pastagem. São 25 alqueires destinados à pecuária de cria, onde as pastagens estão sendo reformadas e adubadas para suportar melhor a lotação de 102 cabeças, em sistema de cruzamento industrial. 

O cooperado é um entusiasta do sistema cooperativista. Ele acha que participar da Coamo é vantajoso, porque além da segurança na entrega da produção o produtor conta com orientação técnica para ampliar os resultados na lavoura. “Nos 32 anos da Coamo temos que valorizar muito o crescimento da cooperativa, pois é esta evolução que motiva o conseqüente desenvolvimento dos cooperados. A Coamo não pode parar de crescer, até porque os cooperados também não podem parar de evoluir”, conclui.