Agromercado
Alimentícios:
Coamo consolida marcas

Com produtos de qualidade e alto valor agregado cooperativa está atuando em 15 estados brasileiros

O mercado de alimentícios está cada vez mais competitivo. Além da qualidade dos produtos existem diversos fatores que influenciam diretamente na venda e na recompra por parte dos clientes finais. É preciso ter uma distribuição eficiente, boa penetração no mercado, preço competitivo e uma marca forte. Todos estes itens definem a segmentação do mercado e o modo de atuar.

Com produtos de qualidade e alto valor agregado, as marcas Coamo e Primê estão consolidadas no mercado brasileiro. Hoje, as vendas dos produtos da cooperativa atingem 15 estados brasileiros.

No caso das margarinas com as marcas Coamo e Primê, e a produção de gorduras hidrogenadas, as vendas já atingem a capacidade máxima da fábrica – atualmente de 60 toneladas por dia de margarinas e 100 toneladas por dia de gorduras. “Essa forte demanda no mercado levou diretoria da Coamo a decidir por novos investimentos na fábrica”, ressalta o superintendente Comercial da Coamo, Roberto Petrauskas.

A farinha de trigo é outro produto que tem ampliado o percentual de vendas anualmente. Com o foco concentrado no mercado de panificação, as vendas cresceram 30% neste ano, em comparação com o ano anterior.

O café torrado e moído é um produto bastante regionalizado, e o diferencial da Coamo está no “blend”, ou seja, na seleção e composição de ligas dos grãos que serão torrados, que proporcionam um ótimo sabor. “É um trabalho que exige dedicação para que mantenhamos sempre o mesmo sabor da bebida”, destaca Petrauskas.

Já o óleo de soja refinado é um produto muito procurado e que os supermercados consideram fundamental para a atração de clientes nas lojas. “O óleo Coamo tem uma excelente aceitação por parte dos consumidores. Toda a nossa produção é comercializada”, revela o superintendente da Coamo, assinalando que a cooperativa também vai investir na ampliação das indústrias de esmagamento e refino de óleo.

“As perspectivas deste mercado são boas e a Coamo, seguindo de perto as tendências do mercado, está desenvolvendo um novo lay-out para seus produtos para que eles se tornem ainda mais atrativos. As novidades estarão em breve no mercado”, completa Petrauskas.



Análises do Mercado Agrícola
Comercialização Coamo - 29/10/02

Soja
Mercado com pouquíssimas ofertas e alguns compradores regionalizados. Desta forma e com o câmbio trabalhando entre U$ 3,50 e U$ 3,60, o preço se encontra estabilizado, com pequenas variações, o que indica que para está safra já tenhamos chegado ao pico dos preços.


Milho
Por já estarmos praticamente no último mês do ano e em janeiro começar à ser colhida em algumas lavouras pequenos volumes, o comprador não demonstra estar com os estoques muito baixos, pois os lotes surgem no mercado e demoram tempo para serem negociados, ou seja, o comprador está adotando a prática de comprar da mão para a boca até que se inicie a próxima colheita, que até neste momento demonstra ser excelente.

Algodão
O mercado do algodão segue movimentando-se de forma lenta, porém bastante estável, com pouco volume ofertado e perspectiva de assim continuar até a entrada da próxima safra do Centro Oeste, já que pela pequena safra paranaense a mesma não deverá pressionar o mercado, isto para o algodão de tipo 5/0 à 6/0, já para o algodão de 6/7 para pior os compradores são poucos e a comercialização um pouco mais complicada. Mesmo com o Governo Federal fazendo leilões dos seus estoques estimados em noventa mil toneladas, o mercado se mostrou altista, conforme já havíamos posicionado na edição anterior. Diante deste quadro e desde que não haja fortes quedas nas cotações da moeda americana frente ao real as perspectivas para os cotonicultores paranaenses na próxima safra são muito boas.

Trigo
A cotação do produto no mercado interno apresentou durante o período de colheita, sucessivas altas, provocadas pela pequena oferta de produto (produtores vendendo sua produção de forma bem escalonada e em determinados momentos chegando a paralisar as vendas), pela desvalorização do real frente ao dólar e pela grande redução de produtividade em decorrência da seca ocorrida na fase de desenvolvimento vegetativo das lavouras, vive hoje um panorama bem diferente, com as indústrias de moagem praticamente fora de mercado, reflexo da falta de oferta de produto pelos triticultores paranaenses por ocasião do início da safra, fazendo com que muitas indústrias ficasse momentaneamente sem o produto, levando-os a importarem trigos principalmente do Leste Europeu (Polônia, Ucrânia, Kazaquistão e Rússia), cujo trigo estará sendo consumido até o mês de dezembro. Paralelamente a isto os industriais brasileiros estão à espera de uma melhor definição da cotação da moeda americana e das novas políticas que deverão ser implementadas pelo novo governo para fazer novas compras. O consumo de trigo no Brasil deverá ser reduzido em pelo menos 10% para este ano e a qualidade industrial do trigo nacional de forma geral ficou muito aquém do esperado, diminuindo muito o volume utilizado na composição da moagem pelas indústrias. Portanto hoje precisamos que a Argentina colha uma safra de ótima qualidade para que a mesma possibilite uma boa mistura do trigo nacional, que se ocorrer será somente a partir de janeiro do próximo ano.

Café
O mercado de café está nervoso com as incertezas em relação ao tamanho da safra brasileira de 2003/2004. Muitas empresas estão fazendo levantamento de safras e há comentários de a quebra seria superior a 50% devido a seca e a bianualidade da cultura. Assim os operadores de mercado começam a fazer as contas e verificar se os excedentes da safra 2002/2003, que se situa em torno de 50 milhões de sacas, seriam suficientes ou não para compensar a quebra da safra seguinte. Os produtores, de maneira geral, não estão vendendo nas baixas, o que dá um tom mais sustentado aos preços. Assim sendo, o mercado é firme e, mantida a postura dos produtores em vender compassadamente, há chances de preços melhores nos próximos meses.

 

Indicadores Econômicos

VARIAÇÕES Mai/02 Jun/02 Jul/02 Ago/02 Set/02   Out/02 ACUMULADO ACUMULADO
  PERÍODO 12 MESES
IGP/M (% AO MÊS) 0,83% 1,54% 1,95% 2,32% 2,40% 3,87% 13,60% 16,33%
TR (% AO MÊS) 0,21% 0,16% 0,27% 0,25% 0,20% 0,28% 1,36% 2,56%
DÓLAR
COMERCIAL
(% AO MÊS)
6,75% 12,28% 20,54% -11,85% 28,88% -6,42% 54,30% 34,65%
TJLP (% AO MÊS) 9,50% 9,50% 10,00% 10,00% 10,00% 10,00%    
SOJA 13,95% 12,24% 11,91% 18,33% 29,41% 15,38% 152,93% 274,16%
MILHO 5,17% 0,00% 8,13% 5,26% 21,43% 29,41% 88,11% 139,63%
ALGODÃO (TIPO 6) 0,00% 0,00% 8,74% 7,14% 16,00% 0,00% 35,15% 39,20%
TRIGO (PH 78) 7,22% 6,225 12,20% 17,39% 40,74% 5,14% 121,97% 148,16%
 

Poder de Troca mês a mês

MÁQUINAS/INSUMOS X PRODUTOS UNID. Mai/02 Jun/02 Jul/02 Ago/02 Set/02 Out/02

MÉDIA DO PERÍODO

MÉDIA ULT. 12 MESES

 

TRATOR JOHN DEERE 6-300 - 120 HP

SOJA sacas 3.913 3.462 3.237 3.053 2.692 2.976 3.222 2.417
MILHO sacas 7.563 7.377 7.422 7.326 6.774 6.410 7.145 5.152
ALGODÃO (TIPO 6) arrobas 8.738 8.738 8.837 8.621 7.778 8.621 8.555 5.554
TRIGO (PH 78) sacas 4.826 4.523 4.368 4.000 3.231 3.497 4.074 3.093
 

COLHEITADEIRA NEW HOLLAND TC 57 (completa)

SOJA sacas 8.043 7.115 6.474 5.802 5.103 5.238 6.296 7.609
MILHO sacas 15.546 15.164 14.844 13.919 12.839 11.282 13.932 16.333
ALGODÃO (TIPO 6) arrobas 17.961 17.961 17.674 16.379 14.741 15.172 16.648 17.103
TRIGO (PH 78) sacas 9.920 9.296 8.736 7.600 6.123 6.154 7.971 9.789
 

PLANTADEIRA PSE 8 2S (COM CÂMBIO)

SOJA sacas 1.500 1.327 1.110 995 836 776 1.091 1.194
MILHO sacas 2.900 2.009 2.546 2.387 2.102 1.671 2.269 2.541
ALGODÃO (TIPO 6) arrobas 3.350 3.350 3.031 2.809 2.414 2.247 2.867 2.713
TRIGO (PH 78) sacas 1.850 1.734 1.498 1.303 1.003 912 1.383 1.541
 

PULVERIZADOR COLUMBIA MAXTER FLOW

SOJA sacas 912 807 736 660 567 539 703 849
MILHO sacas 1.763 1.704 1.688 1.583 1.427 1.162 1.554 1.815
ALGODÃO (TIPO 6) arrobas 2.036 2.036 2.009 1.862 1.639 1.562 1.858 1.909
TRIGO (PH 78) sacas 1.125 1.054 993 864 681 634 892 1.094
 

CALCÁRIO

SOJA sacas 1 1 1 1 1 1 1 1
MILHO sacas 3 2 2 2 2 2 2 3
ALGODÃO (TIPO 6) arrobas 3 3 3 3 2 2 3 3
TRIGO (PH 78) sacas 2 2 1 1 1 1 2 2
Para cálculo da paridade de produtos X máquinas e insumos foram utilizados os preços praticados no último dia do mês.