Intercâmbio
Coamo participa de encontro da FAO

Brasil foi sede do evento que reuniu 31 pesquisadores e técnicos de cinco países

Uma das mesas de trabalho durante o encontro. Da esquerda para a direita: Joaquim Costa (Coamo), Boyd Haicht (FAO) e Andrew Speedy (FAO)
Discutir o desenvolvimento sustentável com ênfase para a agricultura, englobando a sua importante contribuição na segurança do fornecimento de alimentos e ordenação dos recursos materiais. Estes foram alguns dos principais temas do evento “Embrapa / FAO sobre Boas Práticas Agrícolas”, promovido recentemente em Brasília, pela FAO – Organização das Nações para a Agricultura e Alimentação.

O encontro reuniu 31 dos mais renomados cientistas e técnicos do Brasil e de mais quatro países (Estados Unidos, Inglaterra, Uruguai e Índia) que debateram um modelo de sistema para produção sustentável nas áreas vegetal e animal, social e economicamente viável, aliando aumento de produtividade, proteção ao meio ambiente, saúde e bem-estar das pessoas.

A Coamo foi especialmente convidada pela Embrapa e FAO a participar deste importante encontro internacional pelo trabalho de vanguarda na difusão de tecnologias e na área de pesquisa desenvolvido há mais de duas décadas. O engenheiro agrônomo Joaquim Mariano Costa, chefe do Departamento Fazenda Experimental da Coamo foi o representante da cooperativa no evento. Segundo Décio Luiz Gazzoni, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa/Soja), um dos coordenadores do evento na área da cultura da soja, a participação da Coamo colaborou para o sucesso dos trabalhos neste evento realizado de maneira inédita no Brasil. “A Coamo é uma referência na pesquisa e no trabalho que desenvolve no agribusiness, através de Joaquim Mariano, este muito bem representada, tendo presença destacada na condição de colaborador do segmento privado, principalmente nas discussões dos temas relacionados as culturas da soja e do milho”, afirma Gazzoni.

Para desenvolver este importante trabalho no Brasil, a FAO contou com o apoio da Embrapa que elaborou a pauta, incluindo atividades com tecnologias disponíveis nas suas unidades. Cada centro tecnológico da Embrapa reuniu seus pesquisadores e ao longo de quase um ano delineou as linhas mestras para os procedimentos das “Boas Práticas Agrícolas” de cada área, como soja, milho, melão e hortaliças, além de suínos, frangos, gado de corte e gado de leite.

Na conclusão dos trabalhos que serão analisados pela FAO foram considerados diversos fatores relevantes para a implantação das boas práticas agrícolas, seja de maneira direta ou indireta.

Costa: "com consciência, seriam evitadas maiores dificuldades, com os países produzindo com maiores exigências para competirem no mercado mundial, cada vez mais voltado à quantidade da produção"
Aqueles relacionados com o solo, água, produção vegetal e rações, produção, saúde e bem-estar animal, colheita, beneficiamento e armazenagem, energia e gestão de dejetos, saúde, segurança e bem-estar das pessoas e natureza e paisagem.

Segundo Joaquim Mariano Costa, a FAO atua como órgão neutro, sendo orientadora de governos e instituições, preocupada com o desenvolvimento, principalmente nos países pobres para despertar a consciência da necessidade de conhecer e atualizar seus processos de produção agrícola. “Com essa consciência, seriam, evitadas maiores dificuldades, com os países produzindo com mais exigências a fim de competirem no mercado mundial cada vez mais voltado à qualidade do produto”, afirmou Joaquim Costa.