Agromercado     



Cooperativas aumentam as exportações

Segmento deverá repetir, em 2004, o crescimento de 25% nas exportações registrado neste ano


As exportações das cooperativas agropecuárias paranaenses deverão atingir em 2004, pela primeira vez, a casa de US$ 1 bilhão. A projeção foi feita pelo presidente do Sistema Ocepar, João Paulo Koslovski, durante o Encontro Estadual de Cooperativistas Paranaenses, que reuniu, no dia 5 de dezembro, no Cietep, em Curitiba aproximadamente mil lideranças cooperativistas de todas as regiões do estado. O evento teve a presença do ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues.

Caso esta meta se confirme, o segmento irá repetir o crescimento de 25% nas exportações registrado em 2003, ano que as cooperativas encerram com crescimento expressivo também em faturamento, investimentos, número de associados e empregos. “As cooperativas do Paraná têm apresentado números crescentes nos últimos cinco anos e hoje respondem por 14% do Produto Interno Bruto (PIB) do Estado”, afirmou Koslovski. Segundo ele, o faturamento do setor cooperativista atingirá este ano R$ 14 bilhões, com crescimento de 25% sobre o ano passado. Desse valor, 85% vêm das cooperativas agropecuárias, que não param de expandir a produção e as exportações. Segundo o presidente da Ocepar, este ano o valor exportado chegará a US$ 800 milhões – 24,6% mais que em 2002.

Novos mercados

Com isso, o Paraná responde por 59% do total das vendas externas do sistema cooperativista brasileiro. Para conquistar novos mercados, as cooperativas paranaenses vêm fazendo fortes investimentos, voltados especialmente para a agregação de valor aos produtos primários. Koslovski diz que este ano o valor aplicado em infra-estrutura e agroindustrialização foi de R$ 450 milhões. “Para o ano que vem, a previsão é de R$ 570 milhões”, informou. De acordo com o presidente da Ocepar, a expansão não se limita ao setor agropecuário. “Este ano, o sistema cooperativista paranaense ganhou 23 mil novos associados, um crescimento inédito nos últimos 10 anos e alicerçado principalmente no cooperativismo de crédito”, informou. Com esse crescimento, o número de cooperados chegou a 293 mil.

Desafios

Durante seu discurso, o presidente do Sistema Ocepar falou sobre os muitos desafios que teremos pela frente em 2004. Destacou especialmente a aprovação da Lei Cooperativista como meta principal para o ano que vem. Também mencionou sobre as dificuldades enfrentadas pelas cooperativas de trabalho, dando enfoque as restrições que este ramo sofre por parte das autoridades que atuam na área. As pendências relativas a cobrança do PIS/Cofins das sociedades dos ramos saúde, crédito, trabalho, educacional, transporte, consumo entre outros, especialmente em cima do Ato Cooperativo, foi também levantado por Koslovski pedindo uma solução, bem como a questão das Leis 9.876 e 9.532 que penalizam as cooperativas das áreas de saúde e consumo.


Agroanálises
SOJA
Com a parada das indústrias o mercado interno perde força de vez, ficando com baixa liquidez, de forma alternada e localizada, ou seja, regionalizado e sem consistência. No mercado externo prevalece a especulação dos fundos (mercado papeleiro), fazendo o mercado ter altas e baixas. Em síntese, chegou o final do ano. É provável que em meados de janeiro algumas indústrias voltem com suas compras para começar a aquecer suas máquinas e entrar na nova safra a todo vapor.

MILHO
Mercado com excesso de oferta e com pouquíssimos compradores. Como já era de conhecimento de todos, o volume disponível ainda é muito grande para o
período e mesmo com as exportações vamos passar com um estoque de passagem muito alto. A necessidade do comprador é pequena e, sendo assim, ele utiliza a compra “da mão para boca”, ou seja, em pequenas quantidades e ao preço dele. O que ainda está ajudando o preço é a exportação, fazendo girar alguns negócios à nível de porto.

CAFÉ
Os preços melhoraram em dezembro em função de cobertura de posições vendidas de fundos, mas o movimento de compras não foi acompanhado pelos torradores. Isso pode indicar um recuo dos preços logo que a ação dos fundos terminar. Do lado fundamental, a produção brasileira de 2004/2005 foi estimada pela Conab em torno de 35 milhões de sacas, um número altista mas caso se prove verdadeiro. No curto prazo, os preços devem continuar presos à faixa em que vêm se situando ultimamente, com bastante venda de produtores quando o café no Paraná é vendido acima de r$170,00/saca.

TRIGO
O mercado não está refletindo as altas ocorridas no mercado internacional, face à redução da produção mundial provocada por secas em diversos países, o que está proporcionando um dos estoques de passagem mais baixo da história. As indústrias mantiveram-se reticentes às compras do produto nacional e a única saída está sendo buscar mercado lá fora, o que ocorreu já com o Paraná, onde várias cooperativas, dentre elas a Coamo, se uniram e já exportaram um navio de 50.000 toneladas. Quanto ao Rio Grande do Sul, celeiro do trigo brando do Brasil, as exportações já se aproximam das 300.000 toneladas. Os reflexos das exportações foram positivos e começaram a movimentar o mercado interno, porém ainda muito distante da paridade do produto importado, o que poderá levar o Paraná a novas exportações. Os próximos 30 dias serão decisivos para o mercado do trigo, pois teremos de forma mais concreta as reais conseqüências da seca para a safra Argentina que começa a ser colhida e para o trigo duro de inverno americano, que não se consegue plantar em grande parte da área por falta de umidade no solo.

ALGODÃO
O mercado interno continua não está refletindo as sucessivas altas registradas no mercado internacional, altas estas provocadas por condições climáticas desfavoráveis durante o desenvolvimento da cultura em vários países com significativa produção, principalmente os da Europa e Leste Europeu, dentre outros, proporcionando um dos estoques de passagem mundial mais baixo da história, porém no Brasil a situação foi diferente, com um clima invejável, teremos uma safra que está em fase final de colheita, de aproximadamente 5,4 milhões de toneladas. As principais indústrias continuaram priorizando a compra do trigo importado, que aliada ao volume de venda efetuado pelos produtores, provocaram um grande desequilíbrio no quadro de oferta e demanda, fazendo com que os preços recuassem a níveis de preço mínimo, entre 20 e 25% abaixo da paridade com o trigo importado. Hoje com 65% do trigo já fixado pelos produtores a solução foi buscar um outro mercado, a “exportação”, até então inédita na comercialização do trigo do Paraná, a qual veio dar liquidez ao produtor nos níveis de preços hoje praticados. Tão logo haja um melhor equilíbrio no quadro de oferta e demanda os preços tendem a melhorarem, já que é grande a diferença para com os preços do produto importado.


Indicadores Econômicos 


VARIAÇÕES jun/03 jul/03 ago/03 set/03 out/03 nov/03 Acumulado
Período
Acumulado
12 meses
IGPM (% AO MÊS) -0,26% -0,42% 0,38% 1,18% 0,38% 0,49% 1,00% 12,08%
TR (% AO MÊS) 0,42% 0,40% 0,34% 0,32% 0,18% 0,19% 1,86% 4,46%
DÓLAR COMERCIAL (% AO MÊS) -3,16% 3,26% 0,03% -1,45% -2,30% 3,26% -0,55% -18,90%
TJLP (% AO MÊS) 12,00% 12,00% 12,00% 12,00% 11,00% 11,00%    
SOJA 6,25% 8,06% 11,61% 14,71% 16,54% 8,53% 85,93% 210,13%
MILHO 17,69% 8,33% 10,00% 5,26% 7,69% 9,63% 74,30% 219,97%
ALGODÃO (TIPO 6) 3,13% 0,00% 3,13% 0,00% 0,00% 5,71% 12,42% 94,66%
TRIGO (PH 78) 0,00% 9,80% 3,92% 0,00% 0,00% 0,00% 14,11% 20,12%


Poder de Troca mês a mês


MÁQUINAS/INSUMOS X PRODUTOS jun/03 jul/03 ago/03 set/03 out/03 nov/03 MÉDIA
DO
PERÍODO

MÉDIA ULT.
12 MESES

TRATOR NEW HOLLAND TM-135 - 125 CV (COMPLETO)
SOJA 4.606 4.651 4.878 4.247 3.478 3.409 4.212 3.887
MILHO 10.742 12.245 12.698 11.355 10.963 10.601 11.434 9.560
ALGODÃO (TIPO 6) 9.354 9.375 9.846 9.394 8.970 8.824 9.294 8.323
TRIGO (PH 78) 5.429 5.607 6.154 5.849 6.167 6.250 5.909 5.308
COLHEITADEIRA NEW HOLLAND TC 57 (completa)
SOJA 8.939 9.302 8.994 8.219 7.004 7.273 8.289 7.499
MILHO 20.848 24.490 23.413 21.978 22.074 22.615 22.570 18.528
ALGODÃO (TIPO 6) 18.154 18.750 18.154 18.182 18.061 18.824 18.354 16.095
TRIGO (PH 78) 10.536 11.215 11.346 11.321 12.417 13.333 11.695 10.276
PLANTADEIRA PSE 8 2S (COM CÂMBIO)
SOJA 1.155 1.182 1.162 1.044 896 866 1.051 989
MILHO 2.694 3.112 3.025 2.793 2.824 2.694 2.857 2.430
ALGODÃO (TIPO 6) 2.346 2.383 2.346 2.310 2.310 2.242 2.323 2.122
TRIGO (PH 78) 1.361 1.425 1.466 1.438 1.588 1.588 1.478 1.353
PULVERIZADOR COLUMBIA MAXTER FLOW
SOJA 864 884 874 813 697 674 801 735
MILHO 2.015 2.328 2.275 2.173 2.197 2.096 2.181 1.813
ALGODÃO (TIPO 6) 1.755 1.782 1.764 1.798 1.798 1.745 1.774 1.583
TRIGO (PH 78) 1.019 1.066 1.102 1.119 1.236 1.236 1.130 1.010
CALCÁRIO
SOJA 1 1 1 1 1 1 1 1
MILHO 3 4 4 3 3 3 3 3
ALGODÃO (TIPO 6) 3 3 3 3 3 3 3 3
TRIGO (PH 78) 2 2 2 2 2 2 2 2
Para cálculo da paridade de produtos X máquinas e insumos foram utilizados os preços praticados no último dia do mês.

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