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Os novos desafios do cooperativismo
Encontro reúne mais de mil cooperativistas, em Curitiba
Avaliar
e comemorar as conquistas do Sistema Cooperativista Paranaense,
com a família cooperada, e demonstrar a força e o
potencial do cooperativismo, para enfrentar novos desafios. Estes
foram os principais objetivos do Encontro Estadual de Cooperativistas
Paranaenses, que reuniu no dia 5 de dezembro, em Curitiba, mais
mil pessoas, entre lideranças, presidentes de cooperativa,
dirigentes, cooperados, esposas de cooperados, jovens, além
de profissionais e autoridades convidadas. O evento foi promovido
com muito sucesso pela Ocepar e Sescoop-Paraná e prestigiado
pelo ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Roberto
Rodrigues; vice-governador e secretário da Agricultura do
Paraná, Orlando Pessuti; secretária da Cultura do
Paraná, Vera Mussi; presidente da OCB- Organização
das Cooperativas do Estado do Paraná, Márcio Lopes
de Freitas; deputados federais Moacir Micheletto, Gustavo Fruet
e Max Rosenmann; deputado estadual, Augustinho Zucchi; presidente
do Sistema Fiep, Rodrigo Rocha Loures; presidente da Fecomércio,
Rubens Brustolin; presidente da Associação Comercial
do Paraná, Marcos Domakoski; diretor da Faep, Livaldo Gemin;
Delegado do MAPA no Paraná, Walmir Kovalewski de Souza e
diretores da Ocepar.
“O
cooperativismo paranaense vem apresentando um crescimento fantástico
nos últimos anos. Atualmente as cooperativas do Paraná
respondem por 14% do Produto Interno Bruto (PIB) do nosso Estado
e para este ano prevemos um faturamento da ordem de R$ 14 bilhões,
que representa um incremento de 25% sobre o registrado no ano passado.
São números expressivos que mostram a força
do nosso cooperativismo e neste encontro estadual reunimos cooperativistas
de todo o estado para comemorar estes bons resultados”, afirmou
João Paulo Koslovski, presidente da Ocepar e Sescoop-Paraná.
Homenagens – O cooperativismo paranaense aproveitou o evento
para prestar importantes homenagens. Uma delas foi para o ministro
da Agricultura, Roberto Rodrigues, que recebeu das mãos do
presidente da Ocepar, um troféu como reconhecimento e agradecimento
das cooperativas do Paraná. Outro homenageado foi o presidente
do Sistema Federação do Comércio do Paraná
SESC e SENAC, Rubens Armando Brustolin, por seus relevantes serviços
prestados ao Paraná em todas funções que exerceu,
pelo trabalho de integração das entidades de representação,
na defesa constante dos interesses da população e
pelo seu incondicional apoio ao trabalho desenvolvido pelas nossas
cooperativas, pela Ocepar e pelo Sescoop/PR. O deputado federal
e presidente da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop),
Moacir Micheletto, recebeu das cooperativas o Troféu Ocepar
2003 como forma de agradecimento pela atuação consistente
e permanente na defesa dos interesses do cooperativismo. Troféu
que também foi entregue ao fundador e ex-presidente da Ocepar,
Guntolf van Kaick, pelo que fez e pelo que vem fazendo em prol do
cooperativismo, como forma de reconhecimento de 35 anos de contribuição
junto às cooperativas.
Balanço
Social – A missão social do cooperativismo está
muito clara nos sete princípios que regem a sua doutrina.
Nas cooperativas, no entanto, muitas vezes são realizados
investimentos sociais como facilitadores para alcançar melhores
resultados nas atividades fim, determinadas pelo quadro social organizado.
Para divulgar melhor a realização de todo este trabalho
a Ocepar e o Sescoop-Paraná editaram a versão 2002
do “Balanço Social”, uma importante publicação,
que reúne em 90 páginas as principais experiências
realizadas pelas cooperativas paranaenses no âmbito da responsabilidade
social. “Somente no ano de 2002, as cooperativas paranaenses
aplicaram cerca um bilhão e meio de reais em ações
sociais o que demonstra a real importância do sistema cooperativista
numa melhor distribuição de renda e geração
de emprego nas comunidades onde atuam”, informou o presidente
da Ocepar, João Paulo Koslovski.
Denacoop, fortalecendo o sistema
cooperativista brasileiro
O paranaense José Roberto Ricken é o diretor do
órgão que implementa as políticas cooperativistas
brasileiras
Contribuir
para o desenvolvimento do país, consolidando e fortalecendo
a atuação dos sistemas cooperativistas, em geral,
e associativista rural, influindo nos processos de criação
de empregos, de produção de alimentos, de geração
e distribuição de renda e também de melhoria
da qualidade de vida das comunidades rurais e urbanas. Estes são
os objetivos permanentes do Departamento Nacional de Cooperativismo
e Associativismo Rural, o Denacoop, órgão subordinado
à Secretaria de Apoio Rural e Cooperativismo (SARC), unidade
executora do Programa “Gestão da Política Agropecuária”,
dentro da estrutura organizacional do Ministério da Agricultura,
Pecuária e Abastecimento (MAPA).
O líder cooperativista Roberto Rodrigues, ministro da Agricultura,
Pecuária e Abastecimento do Brasil, escolheu o paranaense
José Roberto Ricken para coordenar as ações
do Denacoop, em Brasília. Engenheiro agrônomo com grande
experiência e conhecedor da importância do sistema cooperativista
para o desenvolvimento do país, Ricken, antes de assumir
o Denacoop, respondia pela superintendência da Organização
das Cooperativas do Estado do Paraná (Ocepar). É natural
de Manoel Ribas, na região Centro-Oeste do Paraná,
onde tem na Linha Esperança, muitos familiares cooperados
da Coamo. Para Ricken, o cooperativismo é o grande instrumento
para a organização da cadeia produtiva brasileira
e representa uma alavanca importante para a geração
de renda, progresso e qualidade de vida, principalmente para os
médios e pequenos produtores que tem no sistema cooperativista
um agente eficaz de desenvolvimento.
“O Denacoop é o departamento de apoio ao cooperativismo
dentro do governo federal. É o único órgão
do governo especializado em cooperativismo, responsável pela
operacionalização das políticas a serem implementadas
no setor”, explica Ricken, acrescentando que o trabalho está
só começando, mas é muito bom para o cooperativismo
e para o agronegócio brasileiro ter um líder cooperativista
à frente de uma pasta tão importante como é
a do Ministério da Agricultura. “O ministro Roberto
Rodrigues tem credibilidade, uma vasta experiência e competência
para impulsionar a nossa agropecuária frente aos desafios
globalizados. A sua atuação tem criado uma expectativa
favorável tanto dentro do governo como na sociedade”,
valorizou.
O diretor do Denacoop elenca três grandes desafios dentro
do planejamento de atuação do Ministério da
Agricultura. O primeiro, segundo ele, é a definição
das políticas públicas para que o produtor brasileiro
tenha mais competitividade. Outro desafio é a luta pela abertura
de novos mercados com uma defesa intransigente dos produtos brasileiros
em órgãos como a Organização Mundial
do Comércio (OMC), Mercosul e ALCA. O terceiro grande desafio
do novo governo através do Ministério da Agricultura
é a organização dos produtores através
das diversas cadeias produtivas, trabalho este que já foi
iniciado e vem despertando grande interesse e participação
das entidades ligadas ao setor produtivo.
Exportações
do agronegócio têm novo recorde
Empurradas pelas vendas de carnes, complexo soja, produtos florestais,
algodão e frutas, as exportações brasileiras
do agronegócio bateram novo recorde histórico
em novembro, segundo dados consolidados pela Secretaria de Produção
e Comercialização do ministério da Agricultura,
Pecuária e Abastecimento. De janeiro a novembro, as vendas
externas somaram 82 bilhões de reais, um resultado 22%
superior ao registrado em igual período de 2002. O resultado
ultrapassa em 9 bilhões de reais o total de vendas realizadas
em todo o ano passado. Os embarques do complexo soja já
somaram 23 bilhões de reais até novembro, ou 6
bilhões de reais acima do total de 2002. Com isso, o
agronegócio aumentou para 42% sua participação
no total das vendas brasileiras ao exterior.
Superávit – O total das vendas brasileiras alcançou
US$ 66,33 bilhões no período. O superávit
da balança comercial do agronegócio nestes 11
meses do ano cresceu 25% em relação ao ano passado.
É o maior saldo já registrado desde o início
da série histórica, em 1989. As importações
do setor somaram 13 bilhões de reais, um resultado 6,3%
acima das compras registradas no mesmo período de 2002.
Aumentaram as compras de cereais, algodão, cacau e borracha
natural. Dentro do bloco de países responsáveis
por absorver 70% das vendas externas brasileiras, destaca-se
a União Européia (UE), que aumentou suas compras
em 21,5% no período em comparação a 2002.
A UE comprou 36,4% do total de produtos do agronegócio
brasileiro. Os embarques para os países do Nafta (+15,6%)
e da Ásia (+30,6%) também tiveram crescimento
significativo. (Fonte: Mapa) |
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