Pecuária     



Verão exige manejo diferente para suínos

Durante a temporada os suinocultores precisam ficar mais atentos ao manejo do plantel


O alerta é do médico veterinário, Rogério Paulo Tovo, responsável pela Granja de Suínos e pelo Projeto Suinocultura da Coamo. Segundo Tovo, é nesta época do ano que os animais mais sofrem. A recomendação é para que o produtor volte as suas atenções para o manejo, que deve ser diferente. Instalações, transporte e o fornecimento de água e de alimentos aos animais são questões decisivas para garantir um bom plantel.

“A falta de água pode prejudicar a produtividade das granjas”, explica Rogério Tovo. A escassez de água age na contramão da necessidade. Segundo o veterinário a temporada exige um manejo com água em abundância para manter a limpeza dos animais e controlando o odor e as moscas, que nesta época também aumenta de população nas propriedades. “Outra preocupação é com o calor intenso”, completa. “O risco dos animais perderem peso é maior e eles podem morrer por congestão alimentar e até por stress”.

Um bom manejo é muito importante e além de confortar os animais evita a queda da produtividade. Ao contrário do que se pensa, o conforto térmico não é um luxo e sim a temperatura ideal para que os animais mantenham a produtividade, ganhando peso ou produzindo mais leitões para que o negócio seja economicamente viável. De acordo com o veterinário da Coamo, no caso de fêmeas adultas e animais de terminação, a temperatura ideal oscila entre 18 a 22 graus. No caso de leitões, a variação fica entre 25 a 28 graus. “Nos horários de “pico” os animais convivem com temperaturas entre 30 a 35 graus, excedendo a temperatura ideal de conforto para que o plantel mantenha a sua produção”.

Instalações – O suíno é uma espécie que prefere temperaturas baixas, e consequentemente sofre com o calor, principalmente quando as instalações são cobertas com telhas tipo “eternit”. No calor, isto torna o ambiente ainda mais quente. Tovo recomenda que neste caso o produtor realize pintura na parte superior do telhado com uma mistura de cal com cola.

Outra forma de reduzir o calor seria a poda das árvores muito próximas às instalações (o que deve ser feito até atingir a altura do telhado). “Essas são algumas das recomendações que o produtor deve incorporar à propriedade para diminuir a incidência do calor dentro das instalações”, diz.

Transporte – Para evitar problemas de stress, de congestão animal e possíveis óbitos, Tovo recomenda o transporte nas horas mais frescas do dia (de manhã, até às 7 horas e à noite) e com os animais em jejum de no mínimo 12 horas.

Alimentação – Durante o verão o consumo de energia (para manter a temperatura do corpo) não é tão necessário. Portanto, o produtor pode economizar e racionalizar o fornecimento de alimentos energéticos aos suínos. “O suinocultor pode aproveitar e fornecer na ração animal, farelo de milho, trigo, triguilho, triticale, sorgo e até mesmo a aveia. Seguindo estas recomendações de manejo durante o verão e caprichando no fornecimento de água, ganha o produtor e seu rebanho”, conclui Tovo.


Bovinos:
Promovendo o crescimento


A grande importância econômica da bovinocultura brasileira está diretamente relacionado ao tamanho do seu rebanho e a qualidade do seu produto. No mercado externo, a carne produzida aqui apresenta grande aceitação dos países importadores onde o conceito de consumir um alimento produzido o mais naturalmente possível é cada vez mais forte e valorizado. O uso de aditivos na alimentação bovina, como por exemplo os promotores de crescimento a base de probióticos e os antibióticos do grupo dos Ionóforos, se faz necessário já que o produtor tem como preocupação constante explorar ao máximo o potencial produtivo dos animais com o menor custo possível, visando sempre manter a competitividade, sendo esses aditivos utilizados mais comumentes em sistemas de confinamento. Com relação aos Ionóforos, no entanto, já ocorre restrições quanto ao seu uso e até 2006 provavelemnte será totalmente banido da Comunidade Européia, isso devido a exigência de maior segurança alimentar pelos consumidores de carne e leite, tanto é que atualmente o seu uso em vacas em lactação já é proíbido na UE e nos EUA. Os países exportadores também vão ter que se adequar a essa política para que não sofram restrições do produto nesses mercados.

Atento a essas exigências as empresas do setor de nutrição animal vêm pesquisando alternativas de aditivos, e de acordo com publicações de várias pesquisas já realizadas. Uma delas seria o uso de leveduras vivas que promove um efeito de otimização ruminal, na qual estimula bactérias ruminais benéficas, aumentando a digestibilidade de fibra, e uma maior produção de proteína microbiana ruminal, sendo está a de melhor aproveitamento para o animal, além de melhorar a conversão alimentar. Associado às leveduras, existe ainda os minerais orgânicos como o cromo e o selênio e outros, que desta forma têm um melhor aproveitamento pelo animal, pois são de maior absorção intestinal, garantindo uma melhor massa muscular e maior imunidade.

Em resumo o uso desta nova tecnologia tem como benefícios:

* aumento da digestibilidade das fibras da silagem ou pasto;
* melhora o consumo de alimentos;
* aumenta o aproveitamento da ração ou proteinado, extraindo mais nutrientes da dieta;
* melhora o ganho de peso ou produção de leite;
* diminui o uso de terapia antibacteriana devido a redução da incidência de doenças respiratórias e problemas gastrointestinais.

Como usar – É bem simples. Pode ser usado misturado no sal proteinado ou na ração. É importante ressaltar que é um aditivo natural e que segue as tendências do mercado mundial, sendo um dos componentes que fazem parte das mais avançadas técnologias de nutrição animal.

Alcides Kintaro Mitsuka, médico veterinário – Detec em Roncador

 

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