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PINHÃO:
A concretização de um sonho
FAMÍLIAS
DE AGRICULTORES DE PINHÃO ENXERGAM FUTURO NA ATIVIDADE COM
APOIO DA COAMO
O
sonho de ter o próprio pedaço de chão motivou
muitas famílias a mudar radicalmente as suas vidas. Deixar
as origens e procurar pelo futuro em outras regiões, motivados,
muitas vezes, pela fé no trabalho. Na região dos Faxinais,
em Pinhão, no sul do Paraná, há bons exemplos
desses agricultores, que se estabeleceram na localidade em busca
de um espaço para trabalhar, produzir e sobreviver com dignidade.
Condição que não encontraram de imediato, diante
da falta de estrutura, dinheiro e suporte tecnológico, mas
que foi incorporada à região com a chegada da Coamo.
O caso dos cooperados José Roque e Regis Andrei Agnes (pai
e filho), cuja propriedade fica na Vila dos França, retrata
bem a dura realidade dessas famílias de operários
do campo. Em busca de terras mais baratas para aumentar o patrimônio
da família, eles saíram do Rio Grande do Sul em 1985.
Ao chegar em Pinhão os Agnes se depararam com uma situação
nova para eles: o solo tinha alto teor de acidez e a produção
não era a mesma que estavam acostumados a ter. “Foi
o nosso primeiro choque”, lembra Regis. Pai e filho não
sabia o que fazer, já que tinham investido todo o dinheiro
na compra do sítio. “Esquecemos de reservar uma parte
do capital para produzir e, por isso, pagamos muito caro”,
lamentam.
O IMPULSO DO CARVÃO – Uma alternativa
extrativista comum na região foi a solução
encontrada pelos Agnes para investir da correção da
acidez do solo. Eles arregaçaram as mangas e partiram para
a produção de carvão vegetal. Com a renda gerada
pela venda do produto (cerca de R$ 2 mil por mês, em valores
de hoje) José e Regis Agnes cuidavam da preparação
da terra para o cultivo. “Foi quando começamos e melhorar
de vida”, destacam.
Com a chegada da Coamo, os agricultores da região passaram
a se sentir amparados. A cooperativa ofereceu a eles suporte técnico
e financeiro, além de toda a infra-estrutura para garantir
uma melhor exploração das suas atividades. “Já
conhecíamos as vantagens do sistema cooperativista e, então,
enxergamos futuro com a Coamo”, revela Regis Agnes. Segundo
ele, tudo melhorou a partir da formalização da parceria
com a cooperativa. “Até a nossa mentalidade de agricultor
mudou. Hoje damos mais valor a tudo, inclusive para a família”,
aponta o cooperado, que concluiu o curso de formação
de lideranças da Coamo, na sua 8ª turma.
AMPARO – Hoje, os cooperados não imaginam
as próprias vidas sem o apoio da Coamo. “Tenho certeza
que sem a cooperativa como nossa parceira ainda estaríamos
produzindo carvão para sobreviver”, enfatiza José
Agnes.
A família quer esquecer o passado e olhar apenas para o futuro.
Numa área de 120 hectares, a produtividade média os
Agnes só tem melhorado. Na última safra, em função
de problemas de estiagem, eles fecharam a safra com uma produtividade
de 119 sacas de milho por hectare e 45 sacas de soja por hectare.
A família possui 2 colheitadeiras, dois tratores, plantadeira
e pulverizador novos. “Tudo adquirido com o apoio da Coamo”,
comemoram. Até a casa melhorou. Uma nova construção
está sendo concluída pelos Agnes.
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OPERÁRIOS
DO CAMPO
A
história de vida da família Brusamarelo, do
Vale dos Ribeiros (Vale do Alecrim), também em Pinhão,
não é muito diferente. Eles também começaram
na região praticamente do zero. Chegaram em 1989, vindos
do município de São João, no sudoeste
do Paraná. “Lá a gente tinha pouca terra.
Por isso, viemos para cá, em busca de uma vida melhor”,
conta o cooperado Sérgio Brusamarelo, o patriarca.
A família adquiriu uma área de terras de 18
hectares. “No início era tudo mato e tivemos
que contar com a erva-mate nativa e o carvão para conseguir
começar a plantar”, diz Sérgio, que é
um daqueles saudosistas e trabalhador incansável. As
duas atividades iniciais a família mantém até
hoje. “Talvez até para lembrar das nossas dificuldades
do passado”, brinca o cooperado, revelando, em seguida,
que elas ajudam a complementar a renda da família.
Os Brusamarelo plantavam poucas lavouras comerciais, uma vez
que não haviam máquinas na região para
a colheita. Os cultivos se resumiam em feijão e milho,
com trabalho braçal. Com a chegada da Coamo a vida
do cooperado e sua família mudou completamente. “Tivemos
maior acesso aos insumos e a chance de melhorar o nosso solo
e toda a nossa produção. A Coamo nos estendeu
a mão, como faz uma verdadeira mãe, oferecendo
toda a sua linha de produtos e serviços”, valorizam.
Hoje, a propriedade dos Brusamarelo é bem diversificada.
Eles buscam tirar o máximo da terra. Assim, conseguiram
ampliar os cultivos e hoje plantam em 70 hectares de área.
Na última safra, a produtividade média das lavouras
da família, que também sofreram com a estiagem,
foram as seguintes: 115 sacas por hectare de milho e 41 sacas
por hectare de soja.
JUVENTUDE – Marcelo Brusamarelo, o
filho do ‘seo’ Sérgio, é o mais
entusiasmado com a nova vida. Jovem agricultor, ele acompanhou
de perto os avanços que a Coamo trouxe para a região
e proporcionou à propriedade dos seus pais. “Hoje
temos acesso às informações e assim melhoramos
bastante o nosso trabalho diário, porque estamos investindo
em novas tecnologias e trabalhando o solo para produzir mais”,
destaca. Segundo Marcelo, antes da Coamo a região não
chegava a praticar a agricultura. “Não tínhamos
incentivo. Hoje temos tudo o que precisamos, com a parceria
com a Coamo”, comemora.
Grande incentivador do pai, Marcelo elogia o tratamento igualitário
que a Coamo dá aos seus cooperados e conclui: “assim,
penso que o nosso futuro será somente melhorar, deixando
as dificuldades para o passado. Juntos, nós e a Coamo,
vamos vencer todas as barreiras que surgirem”.
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CLIMA:
El Niño fraco pode ser aliado na safra 04/05
A PREVISÃO É
DO CENTRO DE PREVISÃO DO TEMPO E ESTUDOS CLIMÁTICOS,
DO INTITUTO NACIONAL DE PESQUISAS ESPACIAIS
Quase
sempre motivo de apreensão pelas mudanças climáticas
que provoca, o fenômeno El Niño que está se
formando pode favorecer a agricultura brasileira nesta safra. Meteorologistas
prevêem uma manifestação mais fraca que a de
2002/03, quando o El Niño também foi considerado moderado,
ao contrário de 1997/98, período que registrou enchentes
na região Sul e queimadas no Norte do País. Como o
fenômeno se caracteriza por mais chuvas na região Sul,
é pequena a chance de se repetir em 2005 a estiagem que provocou
quebra na safra de verão 2003/04.
A temperatura da água do Oceano Pacífico, na região
próxima à Linha do Equador, é o indicativo
da manifestação do El Niño. De julho a outubro,
segundo o Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos
(CPTEC), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), a
temperatura da água oscilou entre 0,5 grau a 1,5 grau acima
da média histórica. No último mês esse
aumento de temperatura, antes concentrado no oeste do Pacífico,
se estendeu para o leste, ocupando toda a faixa da zona do Pacífico
Equatorial.
“Este é o sinal de que o El Niño está
ocorrendo”, diz Hélio Camargo, responsável pelo
grupo operacional de previsão climática do Inpe. Segundo
ele, os modelos utilizados pelo CPTEC, assim como os adotados por
institutos meteorológicos dos Estados Unidos, indicam que
o fenômeno não será tão intenso como
em 1997/98, o mais intenso do século passado, quando a temperatura
da água chegou a cinco graus acima do normal.
Uma análise do CPTEC aponta, inclusive, que esse El Niño
será ainda mais moderado que o de 2002/03, quando o clima
não chegou a sofrer grandes alterações no Brasil.
O fenômeno costuma interferir no regime de chuvas da região
Sul, especialmente Rio Grande do Sul, e do norte do Nordeste e Leste
da Amazônia. No Sul, há um excesso de chuva. No norte,
há falta dela. Nas demais regiões, Sudeste e Centro-Oeste,
o El Niño influi diretamente na temperatura, provocando elevação.
Segundo Camargo, o aumento das chuvas provocadas pelo El Niño
na região Sul se concentra na primavera. Assim, ele prevê
diminuição do volume de chuvas com a entrada do verão,
devendo se aproximar da média histórica. Já
a temporada de chuvas no norte do Brasil começa em fevereiro,
por isso ele considera prematuro prever com será a implicação
do El Niño na região a partir do ano que vem. “Vamos
monitorar a evolução do fenômeno e as temperaturas
no Sudeste e Centro-Oeste para saber como será o regime de
chuvas no leste do Amazonas e norte do Nordeste”, diz.
A previsão do CPTEC para os meses de dezembro a fevereiro
para a região Sul é de chuvas dentro da média
histórica e temperatura normal. O Sudeste e Centro-Oeste
terão chuva dentro da média e temperatura normal a
acima da média. O Nordeste terá chuva próxima
da média no litoral e sul da Bahia, variando de normal a
abaixo da média no interior (sertão e agreste). Já
a região Norte terá chuvas de normal a ligeiramente
acima da média no norte da região e normal nas demais
áreas. A temperatura ficará dentro da média
histórica.
Ofício
"ao pé da letra"
COOPERADOS AUMENTAM EFICIÊNCIA DO TRABALHO
NO CAMPO ATRAVÉS DOS CURSOS REALIZADOS PELO CENTRO DE TREINAMENTO
AGRÍCULA (CTA) DA COAMO E O SENAR-PARANÁ
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