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Rodrigues diz que
exportação é prioridade
MINISTRO ANUNCIA META PARA 2005: AMPLIAR EM
R$ 1 BILHÃO A EXPORTAÇÃO DOS PRODUTOS
AGRÍCOLAS
Considerando
as questões de logística e escoamento da produção
como os gargalos da exportação brasileira, o
ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues disse que o governo
federal vai adotar uma série de medidas para evitar
que o produtor rural tenha sua renda diminuída em 2005.
Ele falou a um grupo de 1,2 mil pessoas, durante o Encontro
de Cooperativistas Paranaenses, realizado pelo Sistema Ocepar,
em Curitiba, no dia 3 dezembro. Ele lembrou que estão
previstos no Orçamento Geral da União do próximo
ano R$ 62 milhões para investimentos nos portos do
país, especialmente para a melhoria no acesso e na
transbordo das mercadorias. De acordo com Rodrigues, esse
investimento vai possibilitar um aumento de cerca de R$ 1
bilhão na faixa de exportação dos produtos
agrícolas do país.
Sobre a valorização do real em relação
ao dólar, outra preocupação dos agricultores
para o próximo ano, o ministro considerou cedo para
avaliar e disse que é preciso esperar para saber o
que vai acontecer com a moeda americana na época de
comercialização da safra. Ainda segundo Rodrigues,
o maior problema em relação ao câmbio
é que os insumos foram comprados numa época
em que o dólar estava com valor muito alto em relação
ao real. “Se os preços se mantiverem baixos,
o horizonte é de perda. Por isso o governo tem que
interferir no câmbio”, diz. “Podemos exportar
em outras moedas também”, completou.
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Agroanálises
(Comercialização Coamo – 09/12/2004)
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| SOJA
Com
a chegada do final do ano, as boas perspectivas de colheita
para a próxima safra faz com que o comprador
se mantenha ausente do mercado, sabendo do grande volume
de safra velha que o produtor tem para disponibilizar
e que da nova safra quase nada foi vendido antecipado.
O comprador está revisando as indústrias
e aguardando a próxima safra, a qual acredita
comprar a um preço bem mais baixo. Ao que tudo
indica só uma reação no câmbio
(dólar) é que poderá incentivar
o preço.
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MILHO
O
comprador está farto de ofertas, podendo se dar
ao luxo de dizer que está fora do mercado, pois
com a logística de compra que foi montada no MT,
os estoques são suficientes até a próxima
colheita, a qual da forma que o clima tem ocorrido promete
ser excelente. Portanto, podemos dizer que para ocorrer
mudanças no preço necessitamos de sensível
melhora no câmbio, ou que ocorra frustração
no MT, que passou a ser um grande concorrente do PR no
mercado de milho. |
CAFÉ
Os
fundos e especuladores continuam a tomar posições
compradas com o argumento, dentre outros, sobre a próxima
safra brasileira e mundial. No mercado físico,
continua a busca de exportadores e torradores por café
de qualidade, o qual tem se mostrado cada vez mais raro
no mercado, portanto, sofrido forte valorização
se comparado com os cafés mais fracos. O estoque
tem diminuído gradativamente em função
do inverno no hemisfério norte. No mercado interno,
os torradores se fazem presente comprando o necessário,
mas os produtores estão retendo o produto e dando
com isso sustentação ao mercado. |
ALGODÃO
Nem
os leilões de PEP – Prêmio para Escoamento
do Produto, promovidos pelo Governo Federal, vem conseguindo
sustentar o preço mínimo ao produtor, já
que o algodão em pluma vem sendo comercializado
por pelo menos 15% abaixo do preço mínimo
de garantia do Governo Federal, situação
que deverá persistir enquanto tivermos um quadro
de suprimento superior à demanda mundial, já
que no Brasil a situação não é
diferente e deverá influenciar negativamente a
comercialização da próxima safra
paranaense, que estará sofrendo concorrência
direta do saldo a comercializar do algodão goiano
e matogrossense. |
TRIGO
Continuamos
com um quadro caótico na comercialização
do trigo, tanto no Estado do Paraná como nos demais
estados produtores, onde apesar das indústrias
estarem utilizando uma parcela muito maior de trigo nacional
em relação ao importado, os volumes de compras
por parte das indústrias de moagem estão
muito abaixo dos volumes ofertados no mercado, provocando
desequilíbrio e uma ruptura no mercado, culminando
com as cooperativas tendo que suspender as compras dos
produtores. Outro fator negativo para o mercado, foi até
então a queda nas cotações da moeda
americana, refletindo de imediato na redução
dos preços do produto importado, que aliado à
perspectiva de novas quedas nas cotações
do trigo argentino, que poderá ser provocada por
uma safra que está sendo colhida e com uma projeção
para 16 milhões de toneladas, contra uma estimativa
inicial de 12 milhões, fatos que deixam os industriais
muito apreensivos e passam a trabalhar com o menor estoque
possível, frustrando os produtores que desejam
comercializar a safra rapidamente. |
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Indicadores
Econômicos
| VARIAÇÕES |
jul/04 |
ago/04 |
set/04 |
out/04 |
nov/04 |
Acumulado
Período |
Acumulado
12 meses |
| IGPM (% AO MÊS) |
1,31% |
1,22% |
0,69% |
0,39% |
0,82% |
5,95% |
12,27% |
| TR (% AO MÊS) |
0,20% |
0,20% |
0,17% |
0,11% |
0,11% |
0,97% |
1,77% |
| DÓLAR COMERCIAL (%AO MÊS) |
-2,60% |
-3,07% |
-2,56% |
-0,07% |
-4,41% |
-12,74% |
-7,42% |
| TJLP (% AO MÊS) |
9,75% |
9,75% |
9,75% |
9,75% |
9,75% |
|
|
| SOJA |
19,40% |
12,12% |
13,85% |
6,56% |
3,45% |
76,51% |
221,85% |
| MILHO |
13,79% |
2,07% |
7,14% |
7,69% |
4,00% |
52,05% |
101,19% |
| ALGODÃO |
5,33% |
0,00% |
0,00% |
0,00% |
0,00% |
5,33% |
49,22% |
| TRIGO (PH 78) |
9,76% |
6,96% |
4,55% |
0,00% |
0,00% |
33,88% |
61,26% |
Poder
de Troca mês a mês
| MÁQUINAS/INSUMOS
X PRODUTOS |
jun/04 |
jul/04 |
ago/04 |
set/04 |
out/04 |
nov/04 |
MÉDIA
DO PERÍODO |
MÉDIA
ULT.
12 MESES |
| TRATOR
NEW HOLLAND TM-135 - 125 CV (COMPLETO) |
| SOJA |
3.704 |
3.817 |
5.000 |
5.180 |
5.556 |
6.102 |
5.046 |
4.346 |
| MILHO |
8.696
|
10.112 |
11.945
|
12.414 |
12.963 |
14.118 |
11.894 |
11.151 |
| ALGODÃO
(TIPO 6) |
9.091 |
8.682 |
11.667 |
12.000 |
11.667 |
12.000
|
11.287
|
9.636 |
| TRIGO
(PH 78) |
5.217 |
6.455 |
7.353 |
8.000 |
8.333 |
8.571 |
7.370 |
7.013 |
| COLHEITADEIRA
NEW HOLLAND TC 57 (completa) |
| SOJA |
8.889 |
8.020 |
10.571 |
10.647 |
12.063 |
12.542 |
10.774 |
9.055 |
| MILHO |
20.870 |
20.875 |
25.256 |
25.517 |
28.148 |
29.020 |
25.393 |
23.022 |
| ALGODÃO
(TIPO 6) |
21.818 |
18.339 |
24.667 |
24.667 |
25.333 |
24.667 |
24.142 |
20.132 |
| TRIGO
(PH 78) |
12.522 |
13.427 |
15.546 |
16.444 |
18.095 |
17.619 |
15.729 |
14.535 |
| PLANTADEIRA
PSE 8 2S (COM CÂMBIO) |
| SOJA |
1.056 |
987 |
1.221 |
1.230 |
1.357 |
1.449 |
9.055 |
1.096 |
| MILHO |
2.478
|
2.607 |
2.918 |
2.948 |
3.167 |
3.353 |
23.022 |
2.817 |
| ALGODÃO
(TIPO 6) |
2.591 |
2.247 |
2.850 |
2.850 |
2.850 |
2.850 |
20.132 |
2.435 |
| TRIGO
(PH 78) |
1.487 |
1.663 |
1.796 |
1.900 |
2.036 |
2.036 |
14.535 |
1.771 |
| PULVERIZADOR
COLUMBIA MAXTER FLOW |
| SOJA |
772 |
710 |
893 |
900 |
1.063 |
1.169 |
941 |
796 |
| MILHO
|
1.813 |
1.871 |
2.134 |
2.156 |
2.481 |
2.706 |
2.218 |
2.028 |
| ALGODÃO
(TIPO 6) |
1.895 |
1.622 |
2.084 |
2.084 |
2.233 |
2.300 |
2.105 |
1.767 |
| TRIGO
(PH 78) |
1.088 |
1.192 |
1.314 |
1.390 |
1.595 |
1.643 |
1.373 |
1.278 |
| CALCÁRIO |
| SOJA |
1 |
1 |
1 |
1 |
2 |
2 |
1 |
1 |
| MILHO
|
3 |
3 |
3 |
3 |
4 |
4 |
3 |
3 |
| ALGODÃO
(TIPO 6) |
3 |
3 |
3 |
3 |
3 |
3 |
3 |
3 |
| TRIGO(PH
78) |
2 |
2 |
2 |
2 |
2 |
2 |
2 |
2 |
| Para
cálculo da paridade de produtos X máquinas e insumos
foram utilizados os preços praticados no último
dia do mês. |
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