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Órgão de divulgação da COAMO Agroindustrial Cooperativa | Edição 348 | Dezembro de 2005 | Campo Mourão - Paraná

Cooperativismo

Coamo no Encontro de Cooperativistas da Ocepar

EM CURITIBA, MAIS DE MIL LIDERANÇAS AVALIAM AÇÕES DO SISTEMA COOPERATIVISTA EM 2005

Como tradicionalmente acontece ao final de cada ano, no dia 02 de dezembro, em Curitiba, a Ocepar – Organização das Cooperativas do Estado do Paraná, e Sescoop – Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo, promoveram o Encontro Estadual de Cooperativistas Paranaenses 2005. O evento, realizado no auditório da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), reuniu mais de mil lideranças de várias regiões e cooperativas do Estado. Entre os objetivos do evento estiveram a avaliação do ano e o fortalecimento do sistema cooperativista do Paraná. A solenidade de abertura foi prestigiada pelo vice-governador e secretário da Agricultura, Orlando Pessuti; senador Osmar Dias; secretário estadual da Indústria, Comércio e Assuntos do Mercosul, Virgílio Moreira Filho; pelos deputados federais Moacir Micheletto, Abelardo Lupion, Ricardo Barros e Eduardo Sciarra; deputado estadual Élio Lino Rush; secretário municipal de Abastecimento, Antônio Poloni; presidente do Sistema Fiep, Rodrigo Rocha Loures; Darci Piana, presidente da Fecomércio; entre outras autoridades, lideranças e diretores da Ocepar.

Ano diferente – Para presidente da Ocepar, João Paulo Koslovski, 2005 foi um ano diferente dos anteriores registrando muitas adversidades e uma combinação de fatores como queda da receita nas exportações, aumento dos custos de produção, clima desfavorável e redução nos preços dos produtos agropecuários, que prejudicou o agronegócio e a economia nacional. Koslovski afirma que a redução na renda no agronegócio repercute diretamente nos demais ramos do cooperativismo, seja de crédito, transporte, infra-estrutura, saúde ou trabalho. Segundo ele, devido a expressão do cooperativismo paranaense, o grupo interministerial do governo está estudando as reivindicações do cooperativismo e deverá apontar soluções para diversas questões de interesse das cooperativas, entre as quais o ato cooperativo. “Esse encontro mostra a força do nosso cooperativismo, um setor muito importante para o desenvolvimento da economia do nosso Estado. Agradecemos a todos os cooperativistas pelo empenho e dedicação na construção de um cooperativismo mais sólido”, salienta o presidente do Sistema Ocepar.

Troféu Ocepar – A cada edição do evento são homenageadas personalidades de dentro ou fora do sistema que contribuem de forma relevante para o desenvolvimento do cooperativismo do Paraná. Neste ano, a Ocepar fez duas homenagens entregando o Troféu Ocepar a Lindamir Terezinha Quech, do Banco Regional do Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) e a Luiz Carlos Palmquist, diretor de Administração e Estratégia da Unimed Brasil. Conforme Koslovski, “a homenagem à Lindamir, funcionária do BRDE há 27 anos, foi concedida em reconhecimento à atenção que ela tem dado ao sistema cooperativista”. Em seu agradecimento, Lindamir ressaltou a função social e o desenvolvimento propiciado pelas cooperativas. “Entendo ser o cooperativismo o melhor instrumento de promoção e desenvolvimento econômico e social”, frisa.

Mérito Cooperativo – Ainda durante o encontro, a Ocepar concedeu duas Medalhas do Mérito Cooperativo. Elas foram entregues aos colaboradores Maria Renilda Gavlak Barbosa e Nelson Costa. A Medalha do Mérito Cooperativo foi instituída pela diretoria da Ocepar em 1999, a ser concedida em reconhecimento a pessoas que prestam importantes serviços ao cooperativismo.

Profissionalização:

Coamo recebe homenagem

Em reconhecimento ao importante trabalho realizado pelos Agentes de Desenvolvimento Humano das Cooperativas, a Ocepar também prestou homenagem a profissionais de três cooperativas do estado. Eles foram indicados através de voto secreto e direto. Antonio César Marini, chefe do Departamento de Seleção e Desenvolvimento de Pessoal da Coamo e representante dos Núcleos Norte e Noroeste, foi homenageado com troféu entregue pelo presidente da Ocepar, João Paulo Koslovski e Sérgio Luiz Panceri, vice-presidente da Coamo e da Ocepar.

A homenagem foi prestada como forma de reconhecimento pela atuação de Marini nas atividades de treinamento e promoção social do Sescoop-PR, consideradas como imprescindíveis para o bom andamento dos programas para formação de milhares de pessoas. Também receberam homenagens Altiva Aparecida Salles (Agrária) e Arlita Terezinha Matté Zanina (Frimesa).

Na Coamo – Somente esse ano, com o apoio do Sescoop-PR, a Coamo promoveu até o mês de novembro, 270 eventos com a participação de 5 mil treinandos. Os eventos foram realizados voltados ao conhecimento, desenvolvimento, qualidade e profissionalização de funcionários, cooperados e familiares. Segundo Antonio Marini, “a Coamo capacita anualmente mais de 10 mil treinandos e o Sescoop tem participado ativamente desse processo”.

Qualidade no atendimento – Investir no desenvolvimento humano faz parte da estratégia da Coamo para ampliar a qualidade de vida do seus funcionários e propiciar uma maior qualidade no atendimento e satisfação dos seus cooperados. O presidente da Coamo, José Aroldo Gallassini, faz questão de manter os projetos que valorizam o profissionalismo, administrando a cooperativa como uma empresa. “Estamos sempre buscando o desenvolvimento e a melhoria gradual e contínua dos nossos funcionários e cooperados. O grande interesse e os resultados demonstrados pelos nossos funcionários e cooperados mostram que estamos no caminho certo na promoção de diversos eventos visando atender as necessidades das diversas áreas da cooperativa. Esses eventos têm o apoio do Sescoop-PR, resultando em benefício direto a milhares de pessoas”, conclui o presidente da Coamo.

O desenvolvimento e a queda do PIB

Durante a abertura do evento cooperativista, autoridades usaram da palavra para destacar a importância do cooperativismo paranaense como agente de desenvolvimento econômico e social de milhares de pessoas. Em seu pronunciamento, o deputado federal Moacir Micheletto, presidente da Frente Parlamentar da Agricultura, parabenizou a Ocepar pelo trabalho realizado que segundo ele, “a coloca entre as mais importantes entidades representativas do cooperativismo brasileiro”. Micheletto disse também que o momento atual deve ser de reflexão diante dos diversos problemas que o setor do agronegócio vem enfrentando.

Queda do PIB – O senador Osmar Dias falou em nome dos parlamentares presentes. Ela afirmou que a crise que se abate sobre a agricultura culminou com a queda do PIB brasileiro em 1,2% e da agropecuária em de 3,4 %. O senador paranaense apontou a crise política atual como principal responsável pela queda do PIB brasileiro e reclamou da falta de solução a problemas antigos, como a não votação de emenda de sua autoria que considera a mata ciliar integrante da reserva legal para efeito de legislação. Lembrou também das promessas de campanha de Lula quanto à instituição do seguro rural. “Cadê o seguro?”, perguntou. Dias disse ter plantado sua safra sem ter feito o seguro, como tantos agricultores. “Mas se der uma estiagem, vai haver uma quebradeira”, alertou, chamando a atenção para os sérios problemas de preços dos produtos no mercado, especialmente na soja, no milho, muito abaixo do custo de produção. Também no seu pronunciamento Osmar Dias criticou a proibição da exportação de produtos OGMs pelo Porto de Paranaguá, afirmando que “ninguém é maior do que a lei”.

Virtudes e problemas – O vice-governador e secretário da Agricultura do estado do Paraná, Orlando Pessuti, disse aos cooperativistas que o governo tem “problemas e virtudes”. Enumerou entre os benefícios concedidos ao setor produtivo a redução do ICMS do trigo, equiparando a alíquota à estabelecida pelo governo de São Paulo, a redução do tributo para os produtos da cesta básica e da tarifa portuária para internação de produtos, para fazer frente à guerra fiscal promovida por Santa Catarina. No momento em que afirmou que o governo nunca proibiu o plantio de transgênicos o público se manifestou com vaias, desaprovando a afirmativa, já que o governo do Estado coibiu, ameaçou e multou agricultores que plantaram transgênicos, além de ter impedido o seu transporte e exportação por Paranaguá.