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Órgão de divulgação da COAMO Agroindustrial Cooperativa | Edição 348 | Dezembro de 2005 | Campo Mourão - Paraná

Pecuária

Encontro da Coamo analisa suinocultura

COOPERATIVA REUNE COOPERADOS INTEGRADOS E DEBATE TEMAS IMPORTANTES PARA O SETOR

O Departamento de Suinocultura da Coamo promoveu recentemente dois encontros técnicos direcionados a cooperados iniciadores e terminadores, integrantes do projeto de suinocultura da cooperativa. Realizado em dois dias, o encontro teve a participação de cooperados de Campo Mourão, Mamborê, Engenheiro Beltrão; Pitanga, Ivaiporã, Roncador e Manoel Ribas. Ao todo, 150 cooperados participaram dos encontros.

Estratégia – O veterinário Márcio Faleiros Ribeiro, da Agroceres, falou sobre as tendências da suinocultura. Fez um balanço do mercado de suínos nos dois últimos anos e mostrou a perspectiva para 2006, enfatizando a importância de produzir com qualidade. “O bom produtor consegue se manter na atividade em épocas difíceis e ganha mais dinheiro nas épocas boas. Isto ficou claro na última crise e cada vez mais é o diferencial do suinocultor que vai continuar na atividade”, orienta.

Faleiros lembrou, ainda, que o Brasil tem o menor custo de produção de suínos do mundo. Para o técnico, o criador tem que ter produtividade e competitividade para sobreviver. “A Coamo tem um papel fundamental no sentido de orientar tecnicamente os produtores para que eles consigam ter informações na atividade produtiva deles”, salienta.

Gerenciamento – O agrônomo Edmo Carvalho Júnior, da Alltec do Brasil, falou sobre o “Gerenciamento das Granjas de Suínos”. Para ele, é necessário que o criador considere todos os pilares que fazem parte do gerenciamento da sua granja, desde a genética do plantel até a nutrição, manejo e instalações. “Todos esses fatores estão interligados e são aspectos que influem diretamente na lucratividade do negócio”, alerta.

Carvalho entende que o fator primordial para o sucesso do negócio são os recursos humanos. Segundo ele, o ideal é investir em treinamento de mão-de-obra para aumentar a qualidade do serviço. O agrônomo argumenta que a suinocultura é uma atividade muito dinâmica, onde as técnicas evoluem rapidamente e por isso é necessário buscar informação á todo momento, atualizando conhecimento e aprimorando a atividade. “Os problemas mais comuns dentro de uma granja ainda estão ligados á mão de obra especializada”, revela.

Outro ponto abordado pelo palestrante foi com relação á redução de custos versus produtividade. Para ele, muitas vezes é melhor aumentar a produtividade ao invés de reduzir custos e comprometer a qualidade do plantel. Ele apresentou dados comprovando que uma melhora de 5% no número de leitões nascidos dentro da granja de 200 matrizes, já daria um impacto econômico significativo dentro da atividade. “Eventualmente uma redução de custos tem impacto negativo na lucratividade. O dial seria ás vezes fazer um investimento ao invés de redução”, sugere.

Biossegurança – A veterinária Isabel Scheid, gerente de Serviços Técnicos da Nutron, abordou um assunto bastante comentado no momento: a biossegurança. Ela explica que o termo esta ligado a todos os procedimentos que são necessários para prevenção da ocorrência de doenças dentro da granja. “Sabemos que hoje em dia todas as granjas convivem em maior ou menor grau com doenças e a biossegurança ajuda a diminuirmos ao máximo essas doenças que podem trazer inúmeros prejuízos”, afirma.

Scheid lembra que a principal forma de introduzir doenças na granja é através da entrada de animais vivos. “O certo á submetê-los a um quarentenário para ter certeza de que não estão sendo veículos transmissores de doenças para o plantel”, alerta. Pessoas também são consideradas veículos de doenças. Por isso, deve-se restringir ao máximo a entrada de pessoas na granja, tendo acesso livre apenas funcionários e técnicos devidamente preparados.

Comercialização – O assessor de Comercialização da Coamo, Antonio Garcia, abordou os principais problemas com a comercialização de suínos e traçou um paralelo dos resultados obtidos dentro do projeto desenvolvido pela cooperativa, em parceria com os cooperados. Segundo ele, a atividade é marcada por altos e baixos, com bons e maus resultados, dependendo do momento. Contudo, no balanço geral, os períodos de lucro superam os de prejuízos, afirma Garcia. O ano de 2005 foi bom para o produtor de suínos, segundo ao assessor. “Tivemos momentaneamente um declínio de preços provocado pelos casos de aftosa em bovinos. Porém, os preços já se recuperaram”, explica, analisando que no mercado interno não deve haver muitas dificuldades.

Bovinocultura de corte:

Dia de campo para cooperados e estudantes em Luiziana

Realizado no dia 29 de outubro o encontro aconteceu na fazenda Dona Eliza, em Luiziana (Centro-Oeste do Paraná) e foi promovido por acadêmicos da UEM – Universidade Estadual de Maringá, em parceria com a Coamo. Também prestigiaram o evento, além dos estudantes, cooperados e profissionais ligados ao ramo da bovinocultura de corte.

Entre os temas do encontro esteve a importância de se tratar os bovinos através da cana hidrolisada e as vantagens do fornecimento de leveduras na suplementação de bovinos no regime de integração lavoura-pecuária. Ainda nas estações de campo foi mostrado o desenvolvimento precoce e capacidade de adaptação da raça Red Angus, em nossos climas.

Também foi destaque, no evento, uma apresentação sobre a importância do cruzamento industrial, gerando animais mais rústicos e melhor adaptados ao meio, e conseqüentemente com elevado ganho de peso ao abate. “Os animais, de cruzamento industrial, eram 5/8 Nelore e 3/8 Red Angus, e em regime de campo (aveia e azevém no inverno e brachiaria MG-5 no verão), conseguiram um GPD – ganho de peso diário, de 1,1 a 1,2 quilos de peso vivo ao dia”, informa o agrônomo Breno Rovani, do Detec da Coamo em Luziana.

Palestras – Entre os temas abordados no encontro destaque para a sanidade do rebanho, destacando alguns comentários sobre a o risco da febre aftosa; o diagnóstico diferencial das doenças e os cuidados no manejo dos animais. Também sobre a atenção que os pecuaristas devem ter a respeito da disponibilidade de resíduos e grãos aos animais.