barra Site Coamo barra
Coamo Agroindustrial Cooperativa | Edição 368 | Dezembro de 2007 | Campo Mourão - Paraná

Família Coamo

Muito além da janela de casa

Determinação e coragem são os principais atributos da cooperada Claudete Galvão, de Mamborê. Ela superou a morte do marido e com o apoio da Coamo trocou o ofício de dona-de-casa pelos desafios da profissão de agricultora, reconstruindo a vida ao lado dos três filhos

Acostumada a ver a lavoura da janela de casa, já que cuidava apenas das funções do lar e dos três filhos ainda pequenos, a co-operada Claudete Helena Pata Galvão, de Mamborê, na região Centro-Oeste do Paraná, viu a sua vida se transformar, radicalmente, após a morte do marido, Milton Galvão, há seis anos. Com determinação e coragem ela trocou o ofício de dona-de-casa pelos desafios da profissão de agricultora e com o apoio da família e da Coamo superou a dor, venceu barreiras e reconstruiu a vida.

Na época, quem mais tinha contato com os trabalhos na roça, já que acompanhava o pai nas tarefas diárias do sítio, era o filho mais velho do casal, Milton Júnior, então com 16 anos de idade. Os outros dois: Maykel, com 13, e Meiryellen, com 9, viviam o ambiente criado pela mãe dentro de casa. “Foi um grande choque para todos nós, já que este fato foi completamente inesperado”, lembra dona Claudete.

Ela conta que a primeira atitude que tomou foi reunir os filhos e decidir que iriam continuar tocando o pequeno sítio de 10 alqueires da família e outra área de 15 alqueires de arrendamento. “Nunca duvidei que o melhor para a minha família fosse permanecer na propriedade. Decidimos seguir em frente e, felizmente, tudo deu certo”, comemora.

Dona Claudete lembra bem da primeira vez que procurou a Coamo em Mamborê. “Até então, nunca tinha entrado no entreposto, mas jamais imaginava que seria tão bem atendida. Fui muito bem acolhida e quando voltei para a casa tive a certeza de que eu e meus filhos não estávamos sozinhos”, valoriza.

Carreta nova para o trator – A primeira ação concreta da cooperada na nova profissão foi a colheita da aveia, com apoio do Detec da Coamo. Com o resultado da safra, ela adquiriu uma carreta nova para o trator. “Este fato me marcou muito, porque quando olhei a carreta antiga no barracão eu não sabia nem como faria para trocar os pneus, já bastante desgastados. E quando consegui comprar uma carreta novinha não pude nem conter a emoção”, destaca dona Claudete.

Depois foi só seguir em frente. Um aprendizado foi puxando o outro e hoje as grandes dificuldades ficaram no passado. Os filhos cresceram e assumiram a propriedade, sem abrir mão dos estudos. Milton Júnior, hoje com 22 anos, já concluiu o curso de Agronomia. Maykel, hoje com 19 anos, está cursando o segundo ano de Direito. E a caçula Meiryellen, com 15 anos, cursa o segundo ano do ensino médio, mas já pensa no futuro: quer ser veterinária. “Eles são o meu orgulho. Sempre estiveram ao meu lado em todos os momentos. Somos uma família unida em torno de um só ideal: a nossa felicidade”, esclarece a cooperada.

Ela aproveita para aconselhar as mulheres a sempre acompanhar de perto as atividades do sítio. “Temos que estar preparadas para o caso de ter que assumir novas responsabilidades”, salienta, considerando que mesmo com todo o crescimento da família nos últimos anos, eles ainda têm muito a aprender. E entre os novos projetos dos Galvão estão a construção de uma nova casa e a aquisição de uma colheitadeira.

Avanços – Superadas as dificuldades do início, hoje a família Galvão possui 16 alqueires de área própria e arrendam outros 64. No total, a área de cultivo chega a 80 alqueires, na região de Água Grande. “A produtividade vem crescendo ano após na, com a grande disposição da dona Claudete em investir na qualidade do solo”, revela o agrônomo Diórgenes da Silveira, do Detec da Coamo em Mamborê. A soja, que é o carro-chefe da produção no sítio, rendeu, na última safra, uma média de 138 sacas por alqueire. “Um resultado positivo, se comprarmos com o histórico inicial, que girava em torno de 100 sacas por alqueire”, esclarece Silveira.